Visite a África do Sul e conheça cidades modernas, tribos locais e safáris selvagens

Dec 31, 1969
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A porta de entrada para a África do Sul é a metrópole Johannesburgo, que recebe do Brasil vôos diários da South African Airways. Frenética, com trânsito caótico e alvo de críticas por causa da falta de segurança principalmente à noite.Com grande concentração de renda, Johannesburgo esbanja uma riqueza bastante visível extraída em grande parte das minas de ouro e diamante que ficam na periferia. 

De certa forma, Johannesburgo não tem cara de “cidade”, mas sim de uma malha urbana que une distritos um tanto longe uns dos outros. Alguns dizem que lembra Brasília, outros comparam à Alphaville, o bairro de residências bacanas e prédios de negócios projetado nas redondezas de São Paulo. 

Apartheid museum

Joahnnesburgo, ponto de chegada dos voos vindos do Brasil.Hoje, Johannesburgo tem uma grande oferta de hotéis chique e bacanas. Uma boa sugestão de hospedagem é o modernoso Melrose Arch, numa das regiões mais prósperas do norte da cidade. Dele é possível ir a pé para centros de compras e também se deliciar com a arrojada gastronomia da cidade. A decoração colorida e futurista são marca registrada e a piscina cheia de mesinhas é o cartão-postal. Em frente ao hotel, você pode conferir uma ótima variedade de carnes do restaurante bar Moyo, que fica num belo bulevar iluminado com tochas, que sempre é lotado de casais e visitantes assistindo a shows de jazz e de dança típica.

Entre os passeios, o Apartheid Museum pode ser o primeiro passeio em Johannesburgo. La é possível compreender um pouco da história surreal das leis criadas pelos brancos que apartaram a população negra durante anos. Impossível não sair de lá cheio de perguntas e indignações, que farão o visitante refletir sobre o inferno vivido por gerações em um cruel embate mediado pela da pele. E também perceber a importância que a figura de Nelson Mandela teve na reconstrução do país.

Historicamente, muitos negros que antes eram apartados pelo regime de segregação racial agora estão migrando para a classe média e dando início a uma nova formação social, ainda não muito miscigenada, mas que está deixando para trás os “muros” que os separavam dos brancos. Hoje, todos frequentam os mesmo restaurantes, clubes, lojas e praças, um cenário impensável no final até meados dos anos de 1980.

Para saber mais, é possível fazer, no mesmo dia, um tour guiado pelo bairro do Soweto, o bairro negro habitado pelos mais pobres e símbolo da resistência ao apartheid. Programão para quem se interessa pela história da África do Sul.

Muitas agências de turismo organizam o trajeto que pode ser de uma tarde ou até de três dias, dependendo do tempo livre. O que não pode ficar de fora são as casas de Nelson Mandela e de Desmond Tutu, dois prêmios Nobel da Paz que moravam no mesmo quarteirão.

Dos movimentos que ali nasceram entre estudantes e desempregados revoltados nos anos 1960 e 1970, surgiu aquilo que seria um novo tempo de espe­rança e democracia para o país, levando ao fim do Apartheid e a libertação (1990) e eleição (1994) de Nelson Mandela como presidente da África do Sul.

Não vá embora do Soweto sem passar no Museu Hector Pieterson, que para muitos é o mais emocionante do país, pois mostra o legado deixado pelos jovens que perderam a vida lutando pelo fim da segregação racial. O caso mais emblemático foi do rapaz que dá ao nome ao museu. Ele estampa a famosa fotografia onde aparece tentando salvar uma criança que havia sido baleada. A irmã de Hector é quem administra hoje o local para receber turistas e falar da história de adolescentes que como seu irmão morreram lutando por justiça e igualdade.

Outro passeio indicado é pela região central de Joahannesburgo, próximo à Ponte Mandela, que se chama New Town. O centro velho que foi revitalizado pelo governo e isso passa pelo oferecimento de uma maior segurança para os visitantes. Lá você encontra um museu interessantíssimo, construído no antigo mercado central de alimentos da antiga Johannes, o African Museum. É possível percorrer longos corredores com fotos, esculturas, roupas, carros antigos enfim, uma parte do legado da história do jovem país.

As cavernas de Sterkfontein estreiaram descobertas arqueológicas, funfamentais para a compreensão da evolução homem. África do Sul.Para quem curte arqueologia, o seguno dia pode ser reservado para uma visista às Cavernas de Sterkfontein, um complexo de formações subterrâneas onde se descobriu um punhado de crânios e esqueletos que delinearam a história da compreensão da evolução do homem.

Bem estruturado e preparado para receber grandes grupos de visitantes, as Cavernas estão equipadas com corrimão, piso e iluminação adequadas para a observação seguras das impressionantes estalactites. Lá também existe o Museu Maropeng, que conta a evolução do planeta e ainda celebra o conhecimento da a civilização humana, exibindo ideias e des­cobertas, sempre enaltecendo a liberdade como uma grande conquista.

No caminho de volta pra o hotel é possível dar uma parada de meia hora no belíssimo Voortrekker Monument, uma construção imponente em pedra na parte mais alta da região que conta a história dos pioneiros e dos embates entre as tribos regionais e o brancos invasores. Se tiver pique pare, para jantar em um dos inúmeros restaurantes do Mandela Square, no caminho para o hotel. É uma bela a praça em forma de “U”, rodeada de shoppings, hotéis e cafés. Até a bolsa de valores sul-africana está ali. Ao centro, uma enorme estátua de Nelson Mandela vive rodeada de turistas posando com para fotografias.

Contato com as tribos

Esther Mahlangu, da tribo Ndebele, a artista famosa da cidade.Existem algumas tribos que podem ser visitadas nas redondezas de Joahannesburgo. Uma delas, a mais colorida e estilosa, é a dos Ndebele, cujo agendamento e visita deve ser organizado com antecedência com a agência de viagem ou no hotel. Fica cerca de três horas de carro do centro da cidade.

Reserve um dia todo para este passeio. Além de permitir o contato com um povo de tradições e indumentária muito curiosa, você poderá comprar alguns objetos feitos a mão pela mais famosa artista do país, a elegante Esther Mahlangu. Ela desenha à mão-livre, sem medições ou esboços, usando tintas brilhantes que conferem aos  trabalhos um vigor e colorido extraordinário. À primeira vista puramente abstratas, as composições são construídas com base num complexo sistema de sinais e símbolos.

Mahlangu foi a primeira artista Ndebele a transpor os murais para telas e chegar a um grande público. Em 1989, ela foi até Paris para criar os murais da exposição Magiciens de la Terre e recebeu encomendas de trabalhos para museus e outros edifícios públicos como o Civic Theater de Johannesburgo e para a BMW. Mahlangu levou a arte Ndebele ao mundo e afirma hoje “A minha mãe e a minha avó ensinaram-me a pintar quando tinha apenas dez anos. A partir daí nunca mais parei. Sinto-me feliz quando produzo.” Se der sorte, ainda conseguirá uma foto ou autógrafo da célebre artista ou um encontro com a Matriarca da tribo.

Existem outras tribos que mantiveram tradições e que podem ser visitadas na África do Sul. A maior etnia do país é a dos Zulus (24% da população). A tribo dos homens guerreiros e das mulheres de rosto pintado de vermelho está espalhada por todo o território sul-africano, sobretudo da parte sudeste, próximo à cidade de Durban, onde se encontra o Reino do Zulus. Não é fácil visitá-los, pois são um povo com costumes antigos, muito formais e bem preservados. Mas há uma opção curiosa para quem quiser ter acesso ao universo dessas tradições, que é a Shakaland, complexo hoteleiro, a duas horas de Durban , mais ao sul do país, montado para a produção do filme Shaka Zulu.

O elenco e a equipe ficavam em um hotel, ao lado das instalações da tribo cenográfica. Hoje, este local é realmente habitado por Zulus que apresentam um visual incrível e exibem tradições para os hóspedes do hotel que pagarem por isso.

É excesivamente turístico e um tanto artificial, mas não deixa de ser uma experiência divertida e cultural. Lá você poderá testar as habilidades com uma lança ou beber a cerveja rústica que eles mesmo produzem. Antes de ir e se arrepender, confira o site shakaland.com.

Safári fotográfico

Sabi Sabi vida selvagem em safári na Africa do Sul, Joahnnesburgo.Há duas horas Johannesburgo, voando em um pequeno avião sentido nordeste do país, fica o Kruguer Park, a maior reserva animal da África do Sul. É uma propriedade imensa cercada e protegida. Nela estão os principais animais africanos  conhecidos, o que inclui os chamados Big Five (leão, leopardo, búfalo, rinoceronte e elefante). Fazer um safári no Kruger é um programa obrigatório, repleto de adrenalina, conforto e romantismo. Nem pense em visitar a África do Sul e voltar sem ficar pelo menos umas duas noites em um dos luxuosos lodges da região.

A melhor opção é o Sabi Sabi, uma espécie de spa rústico encravado no coração do Kruger Park. A atmosfera intimista e decoração cuidadosa oferecem um safári de alto nível, com gastronomia arrojada e contemplação da vida selvagem de dia e de noite. Isso sem falar que contam com bangalôs superexclusivos, tanto para famílias, grupos ou casais em lua de mel.

A acomodação mais bacana – e a mais cara – é o Earth Lodge, um living de alto luxo encravado no meio da savana que precisa ser reservada com muitos meses de antecedência. A suíte, com uma árvore gigante dentro do quarto de onde “brota” a cama, já estampou as maiores publicações de turismo do mundo e por isso foi eleito em 2009 um dos dez melhores hotéis do mundo pelos leitores da revista Travel + Leisure.

No Sabi Sabi, você verá muitos animais. A excitação de um dia cheio de sensações inusitadas poderá ser divididas com os gerentes do hotel e os guias, que vão oferecer um jantar inesquecível, a luz de velas e brindado com o fino vinho sul-africano. E a despedida do Kruger Park, no dia seguinte, vai ser marcante: assistindo ao pôr-do-sol em um deque de madeira que dá vista para a silhueta de uma família de leões ou elefantes.

Se você gostar de fotografar, essa a grande chance de fazer as melhores fotos e passar pela experiência mais “selvagem” da viagem.

 

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