Conheça os atrativos turísticos, culturais e históricos de Manaus

Dec 31, 1969
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Uma das frases mais ouvidas na Amazônia é: “Oh my god, it’s wonderful”. Ela reflete bem o quanto os estrangeiros ficam maravilhados com a região e prova que são maioria por lá. Quase 70% dos turistas que viajam para a selva brasileira vêm de fora do País. Eles fazem questão de conhecer as belezas da selva.

Em Manaus é possível fazer uma viagem pela selva com boa dose de conforto (ou até mesmo luxo para quem deseja), cercada de belas paisagens e com enriquecimento cultural.

Com 2,2 milhões de habitantes, a cidade mistura na medida certa autenticidade com uma boa dose de exotismo, o que a transforma em uma das capitais mais interessantes do Brasil.

Aonde ir?

A Alfândega e Guardamoria do porto de Manaus, AmazonasNo centro de Manaus, ao descer algumas quadras da Avenida Eduardo Ribeiro, chega-se à Zona Franca, o famoso centro de comércio de eletroeletrônicos com preços, teoricamente, mais em conta do que no resto do País. Comprar na Zona Franca de Manaus, entretanto, deixou de ser barbada a partir de 1990.

Dentro desse cenário, não perca tempo com compras na Zona Franca. Programe-se para aproveitar o que Manaus tem de melhor: a cultura e a história regional. Uma boa amostra disso está no Mercado Municipal, réplica do Le Halles, de Paris. Foi o segundo mercado construído no Brasil, inaugurado em 1882, em estilo art nouveau.

Comercializa-se um pouco de tudo por lá, como banha de boto (supostamente afrodisíaca) e folha de porangaba (para fazer chás contra o colesterol ruim). Isso sem falar nas exóticas frutas amazônicas, como taperebá (cajá), pupunha, guaraná, açaí, buriti, araçá e tucumã. Essa última é uma frutinha amarela que serve até de recheio para sanduíche, o “X-caboquinho”, feito de pão francês, algumas fatias de tucumã e queijo coalho. Em qualquer barraquinha da cidade é possível provar um.

Há pelo menos outros dois mercados interessantes no centro da cidade. O de bananas e o de peixe. O primeiro tem uma grande variedade de tipos de frutas, em tamanhos que impressionam. E o segundo expõe os deliciosos peixes da região, como o tucunaré, o tambaqui e o pirarucu – apontado como o maior peixe de água doce do mundo, capaz de atingir até 3 metros de comprimento. 

O Porto manauara serve como uma espécie de shopping para a população local. Não é bonita, mas é interessante para ver os inúmeros navios fluviais que atracam por lá. Do porto, é possível avistar também o imponente prédio da Alfândega, de 1906, uma das primeiras construções pré-fabricadas do mundo.

O que fazer?

O Rio Negro que banha a capital amazonense. Manaus, AmazonasO maior dos sete mil afluentes do Rio Amazonas (o maior rio do mundo em volume d'água e extensão). É lá que ficam o porto e as avenidas com calçadões largos e bem-feitos de Manaus. É dele também que partem os principais passeios rumo à floresta, tanto de barcos quanto de hidroaviões. 

Se a beleza natural chama a atenção, o mesmo não se pode dizer da preservação arquitetônica da região central de Manaus. A cidade, que já foi chamada de “Paris da selva”, alusão aos tempos áureos do ciclo da borracha, padece com os maus cuidados. 

Outros pontos que merecem ser visitados no centro de Manaus são o Palácio da Justiça, a Igreja Matriz e o Palácio Rio Negro, que já foi sede do governo. Há ainda a antiga estação de bondes.

A Igreja de São Sebastião é a torre que simboliza a peça que a história pregou com Manaus. A segunda torre da obra nunca foi transportada da Europa para o Brasil porque, durante a construção da igreja, a cidade entrou em declínio econômico.

De barco ou hidroavião chegar ao ponto de união dos rios é marcante.  Do alto, dá para enxergar as copas a perder de vista cortadas pelos afluentes do Amazonas, botos saltitantes e vitórias-régias em locais não acessíveis por barco.Embora seja bem mais caro, o passeio de hidroavião compensa e ainda leva alguns minutos. Ver a Amazônia do alto é como observar pela primeira vez a neve, o oceano ou um deserto.

Também dá para ver a cidade, o distrito industrial e as praias de água doce. Tudo isso antes do que realmente interessa: o encontro das  águas escuras do Rio Negro com as barrentas do Solimões, nome do Rio Amazonas antes de chegar a Manaus. Curiosamente, as águas dos dois rios correm lado a lado, sem se misturar, por cerca de 6 km. Existem vários motivos para isso, como as diferenças de temperatura, densidade e viscosidade da correnteza. O encontro desses rios forma a parte final do Amazonas que, de tão imenso, parece mar. E forma também uma imagem incrível, que por si só vale a visita à Amazônia.

O palco e os camarotes do luxuoso Teatro Amazonas. Manaus, AmazonasO Teatro Amazonas é um dos símbolos da cidade, ninguém resiste a dar uma paradinha diante dele. A obra construída durante 15 anos impressiona pela originalidade e por conservar as grades de ferro que compõem os camarotes e balcões, assim como os lustres de bronze, da França e composições que vieram da Europa.

No Lago Salvador o passeio de hidroavião que segue rumo ao Encontro das Águas pode terminar lá, caso o visitante peça.

No meio do lago, há um pequeno píer chamado Chapéu de Palha, onde os turistas podem alugar caiaques, pescar ou simplesmente mergulhar. A água doce é deliciosa, assim como o clima da floresta. Uma boa dica é pegar o caiaque e remar alguns minutos até ficar sozinho, escutando apenas o som dos animais, sem ninguém à volta. É de lavar a alma. Se você der sorte, poderá até avistar o Alfredo, um pequeno e inofensivo jacaré que vive no lago. Depois, basta voltar para o restaurante e saborear os deliciosos peixes na brasa, como o tambaqui, servidos por lá.

Para ver Seringueiros e índios

O Museu do Seringal é uma atração incrustada em meio à Floresta Amazônica. Mantido com a mais profunda paixão por Judith Guimarães Vieira, que dedica a vida à preservação da história amazônica, o museu retrata como era um seringal no começo do século 20.

Diante da tribo e do esforço dos índios para receber bem as pessoas, alguns momentos soam um pouco constrangedores, não dá para negar. Mas esse tipo de turismo é salutar tanto para os índios, que ganham um impulso econômico para viver com tranquilidade, quanto para os visitantes, que têm contato com uma a cultura e a oportunidade de conhecer de verdade as raízes do Brasil.

Quando ir?

Entre julho e dezembro, principalmente, dá até para pegar praia por lá. Aliás, belas praias, já que o nível do rio diminui consideravelmente nesse período – conhecido como verão na Amazônia – e as faixas de areia que permeiam o Negro se estendem por muitos metros. No primeiro semestre do ano, por sua vez, é “inverno” na região. Não faz frio, mas chove muito e os rios sobem até cobrir completamente as praias manauaras. Onde comer?

Um restaurante serve de base para trilhas que circulam o lago e abrigam chalés bem isolados. Se não dá para pernoitar, o jeito é aproveitar o dia na região.

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