Cruzeiro pela Amazônia, conheça um dos destinos finalistas das sete novas maravilhas da natureza

Dec 31, 1969
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A cultura amazônica é apresentada aos turistas por meio de shows folclóricos (Foto: Editora Europa/ Revista Viaje Mais)

A cultura amazônica é apresentada aos turistas por meio de shows folclóricos (Foto: Editora Europa/ Revista Viaje Mais)

A Amazônia foi selecionada em resultado preliminar pela Fundação New 7 Wonders of Nature (http://www.new7wonders.com/) como uma das sete maravilhas naturais do mundo. O anúncio foi feito no dia 11 de novembro, na Suíça, na sede da fundação organizadora do concurso.

O concurso começou há três anos e trabalha com a documentação e a conservação dos grandes patrimônios naturais do mundo. Após a realização de duas etapas, com seleção de especialistas e voto popular, foram escolhidos 28 destinos finalistas. Para a felicidade dos brasileiros a Amazônia está entre os finalistas e a confirmação do título será feita no início de 2012 durante a cerimônia de inauguração oficial.

Após a conquista do título, a procura pela Amazônia como destino turístico deve se intensificar. Uma das opções para conhecer as belezas naturais da região é o emocionante cruzeiro pelos Rios Negro, Solimões e Amazonas a bordo do navio Iberostar Grand Amazon. 

Esqueça os cassinos, as quadras de tênis, as lojas de grife, as multidões junto da piscina e as várias atividades que rolam ao redor dela. O navio Iberostar Grand Amazon tem muito pouco a ver com a estrutura e a programação dos transatlânticos que todos os verões circulam pelo Brasil.

A começar pelo fato de que navega não ao longo do litoral verde-amarelo, mas nas águas do maior rio do mundo, o Amazonas. Outro detalhe é que o Grand Amazon é muito menor do que a maioria das embarcações tradicionais, levando somente 150 passageiros.

Com esse perfil, o grande barato do cruzeiro é apresentar a imponente floresta tropical, que se faz presente durante toda a viagem. E isso sem que o turista seja devorado por mosquitos, tenha de dormir em redes ou passar por outras situações inusitadas e comumente associadas a um tour pela Amazônia, já que a embarcação oferece cabines espaçosas e confortáveis, todas com varanda.

Gastronomia e lazer

Sem contar a fartura de comida, incluindo muitos pratos típicos, e as excursões organizadas com toda a segurança para o turista se aventurar mata adentro. Também não faltam algumas instalações comuns aos navios tradicionais, como piscina e bar com vários tipos de bebidas e drinques, que garantem o bem-estar enquanto se está a bordo.

Oferecidos o ano inteiro, são três os trajetos do navio, que sempre parte da capital amazonense, Manaus. Há o programa que prevê três noites no Rio Solimões; o de quatro noites no Rio Negro; e o circuito completo pelos dois rios, percorridos em sete noites de viagem e certamente a melhor opção para aproveitar o Grand Amazon e conhecer melhor a região.

Os passeios mudam ligeiramente de um cruzeiro para o outro: no Rio Negro há, por exemplo, observação de botos-cor-de-rosa, enquanto no Rio Solimões pode-se passar a tarde em uma pescaria de piranhas. 

No ritmo do Rio Amazonas

A proposta é fazer o visitante perceber, em doses homeopáticas, o quanto a floresta é incrível. E o fato de o navio viajar e parar em vários pontos do Rio Amazonas, que funciona como o principal meio de transporte para as populações ribeirinhas, ajuda a entender a dinâmica da vida por ali. 

Mesmo dentro do barco, é impossível não perceber a presença da floresta. Ela está na janela e nas varandas dos quartos desde o amanhecer e oferece seus frutos e peixes nas refeições. A exuberante natureza local também é tema de palestras e shows que ocorrem durante a viagem.

Saindo do navio em pequenas lanchas, é possível fazer uma trilha na mata acompanhado de um guia. Depois de passar muito repelente para se proteger dos pernilongos, a primeira sensação ao entrar na floresta é um envolvente calor úmido, já que a temperatura é alta e chove pelo menos uma vez por dia.

Ao longo da caminhada, a selva se impõe por meio de cheiros, barulhos e cores, que se misturam e formam uma atmosfera única.

Botos, jacarés, iguanas, bichos-preguiça, macacos-de-cheiro e diversos tipos de pássaros dão o ar da graça com frequência durante os passeios e levam os turistas ao delírio.

O roteiro pelos afluentes do Amazonas também inclui visita aos povoados ribeirinhos, um choque para os que vivem na cidade grande. A simplicidade das pessoas e a coabitação do homem com a selva impressionam quem pensa ser impossível viver sem comodidades como ar-condicionado e internet.

Durante a noite, a dica é observar o breu e os sons da floresta de longe, do deque do navio. Mas há a chance de chegar bem mais perto, na saída de lancha para a focagem de jacarés.

Depois do inusitado encontro, a lancha segue calmamente de volta ao navio, dando a chance aos viajantes de ouvir os ruídos, as cantorias e todo tipo de som vindo da selva. É a hora mais agitada na floresta, que esbanja vida na calada da noite, justamente o momento em que a maioria das pessoas dorme. 

Atendimento personalizado

Como são apenas 150 passageiros por viagem, a atenção dada por guias, garçons e recepcionistas é excepcional. Desse modo, não se surpreenda se um tripulante chamá-lo pelo nome e dedicar toda a atenção do mundo para responder suas perguntas e atender às solicitações com eficiência.

Os funcionários também organizam jogos e atividades, nas horas vagas, no último deque, a principal área de lazer da embarcação. Com piscina, restaurante, bar e, claro, vista privilegiada da floresta, esse é um dos locais mais agradáveis do Grand Amazon.

E é lá de cima que se pode assistir ao gran finale do cruzeiro: o famoso encontro entre as águas dos Rios Solimões e Negro. 

A mistura das águas escuras do Negro com as barrentas do Solimões é vislumbrada bem cedinho, por volta das 6 horas, e traz a certeza de que a floresta é interessante demais para ser vista e compreendida num roteiro de três noites. Ou no de quatro. Ou mesmo no programa em que o navio singra o Rio Amazonas ao longo de sete noites. Mas embarcar no Grand Amazon talvez seja o jeito mais confortável e tranquilo para começar a entender a complexidade e o mundo à parte que é a fantástica Amazônia. 

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Quando ir

Quase sempre faz muito calor na Amazônia. A estação mais chuvosa vai de dezembro a maio, o que pode deixar alguns dias da viagem mais acinzentados, mas isso não chega a atrapalhar o passeio. 

Como chegar

O Iberostar Grand Amazon parte do porto de Manaus (AM), que não fica muito distante do aeroporto. Saindo de São Paulo, algumas empresas aéreas oferecem passagem de ida e volta para a capital amazonense. 

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