Bariloche garante esquiagem e viagem romântica
O visual é arrebatador, com montanhas de picos nevados e lagos límpidos como que formando espelhos d’água – e uma estradinha que, por cerca de 260 km, entre Bariloche e San Martín de los Andes, no sul da Argentina, segue serpenteando por entre o imponente cenário.
Essa é a Rota dos Sete Lagos, assim nomeada, claro, por cortar sete lagos: Espejo, Correntoso, Escondido, Villarino, Falkner, Machónico e Lácar. Na realidade, há muito mais “água” pelo caminho, a começar pelo exuberante Lago Nahuel Huapi, que margeia Bariloche. Ou, logo mais, Brasiloche, dada a “invasão” brasileira da graciosa cidade-estação de esqui tão logo a neve ameace começar a cair.
Além do Nahuel Huapi – principal cartão-postal apreciado no Circuito Chico, passeio às margens do lago e que se estende até próximo da fronteira com o Chile, passando por mirantes, casas que parecem de boneca e bosques –, das vistas deslumbrantes a partir de lugares como os cerros (morro) Campanário e Otto e do charme que é a própria cidade, cheia de construções no estilo alpino, Bariloche ainda tem a neve.
Ela pode ser aproveitada na maior estação de esqui da América do Sul, o Cerro Catedral, com 47 pistas para esquiadores e snowboarders, além dos ski lifts para subir a montanha, já uma diversão e tanto para quem nunca viu a “grama” branca e fofa na vida.
Depois dessa fartura de cenários imponentes, temperado com delícias gastronômicas como fondue, os irrepreensíveis cortes argentinos e truta, uma das especialidades locais – sem falar dos quartos inspiradores de muitos hotéis e hosterías (pousadas charmosas) –, é hora de explorar, de carro ou de ônibus, outros pontos da Rota dos Sete Lagos, que, depois da passagem pelo vilarejo de Villa la Angostura, segue, em grande parte, por uma estrada de terra.
Apesar de o trajeto ser mais curto que o caminho asfaltado, leva-se mais tempo para percorrê-lo. Mas, no fim das contas, o caminho de terra acaba sendo uma alternativa bem mais agradável que simplesmente seguir pela estrada asfaltada, um tanto monótona.
Pequenina e romântica
A estrada que sai de Bariloche é a Rota 237. Depois de atravessar o Rio Limay, surge o entroncamento para se tomar a Rota 231, uma boa estrada de duas pistas que logo mostra os Andes ao fundo e vai levar à Villa la Angostura, 80 km adiante.
Pequenina – tem pouco mais que uma rua principal, cercada de casas feitas de troncos de ciprestes –, quase “perdida” no meio das montanhas, bem mais vazia que a vizinha famosa, com clima que suscita o romantismo e até com uma estação de esqui (Cerro Bayo), la Angostura é um lugar para passar ao menos um dia inteiro, seguido de pernoite, já que oferece hotéis para lá de charmosos.
Os principais ficam fora do “centro”, como o Cabanas Colinas Del Manzano, na Península Puerto Manzano, e o famoso hotel El Correntoso, à beira do Lago Nahuel Huapi. Localizado na boca da foz do Rio Correntoso, um rio de apenas 300 metros que liga os lagos Correntoso e Nahuel Huapi, das janelas do hotel tem-se um panorama das montanhas nevadas ao redor e uma sensação de muita calma e paz.
Essa é a região onde é muito praticada a modalidade de pesca fly, na qual são utilizadas iscas artificiais que imitam moscas e fazem o peixe saltar em busca de seu pretenso alimento. Por isso, não se espante se vir muitas pessoas dentro da água gelada com equipamentos de pesca, pois muitos hotéis divulgam o atrativo da pesca de fly – e esses hóspedes certamente estão usando roupas especiais para suportar a temperatura da água.
Outra atração local é o Parque Nacional Los Arrayanes, na Península de Quetrihué, que abriga um bosque cheio de arrayanes, árvores de troncos retorcidos que alcançam até 25 metros e, ali, têm 300 anos de idade. A Ilha Victoria, dominada por coníferas e com registro de pinturas rupestres, também fica perto e rende um agradável tour de barco. Há, ainda, a opção de fazer um passeio de teleférico rumo ao topo do Cerro Bellavista.
A 11 km do centro de Villa la Angostura, pela Avenida Siete Lagos (Rota 231), começa a estrada para San Martín de los Andes, beirando o Lago Nahuel Huapi e, depois, o Lago Correntoso. Aí começa o trecho que realmente justifica o nome da rota: ao longo dos próximos 110 km, sete lagos de um azul profundo, mais as montanhas muito verdes, vão dar as caras para enfeitar o caminho.
Para comentar é preciso autenticar-se.
Clique aqui para se autenticar.- Publicado em 10/05/2012 18:04 - Atualizado em 14/05/2012 13:23
Sobre duas rodas, explore Mendoza nas férias
Uma série de empresas de turismo já está com pacotes prontos para quem deseja viajar nas próximas férias. A Bike Expedition, por exemplo, criou um roteiro de cinco noites de bicicleta pela região de Mendoza, na Argentina. No total, são 200[...]
- Publicado em 10/05/2012 18:07 - Atualizado em 14/05/2012 12:32
Acampamento do Santos oferece à garotada rotina igual a dos atletas
Se seu pimpolho ou adolescente demonstra ter talento com uma bola nos pés, por que não inscrevê-lo no Santos Training Camp? Trata-se de um acampamento, entre 16 e 21 de janeiro de 2012, no Oscar Inn Hotel Eco Resort, em Águas de Lindoia (SP),[...]
- Publicado em 10/05/2012 18:11 - Atualizado em 14/05/2012 12:18
Estude e ainda aproveite as belas paisagens da Austrália
A Austrália tem praias lindas e com ótimas ondas, em diferentes pontos do país. Sem contar a beleza e a diversidade subaquáticas, como comprova a exuberante Grande Barreira de Corais. Por isso, tem tudo a ver estudar inglês por lá e ainda[...]
- Publicado em 10/05/2012 18:00 - Atualizado em 14/05/2012 12:09
Inglês e diversão num curso de férias em Vancouver
Os pais que pretendem presentear os filhos com uma viagem, a qual ainda resulte num upgrade da língua inglesa, podem conferir os programas de estudo no exterior oferecidos pela Experimento. Uma das alternativas é um curso de três semanas em[...]






