Visite Salta e veja a Argentina por um ângulo diferente

O noroeste argentino é uma vasta área desértica, com montanhas áridas de cores surpreendentes (Foto: Editora Europa/Revista Viaje Mais)
O noroeste argentino, a cerca de 1.500 km de Buenos Aires, é uma das regiões mais belas da Argentina, mas ainda pouco conhecida dos brasileiros. Trata-se de uma vasta área desértica, com montanhas áridas de cores surpreendentes, salares e incríveis formações rochosas. Neste cenário digno de filmes de faroeste, escondem-se encantadoras cidades coloniais fundadas por espanhóis no século 16, que oferecem hospedagem requintada, vinícolas finas especializadas em bons vinhos brancos e muitos passeios para explorar as fantásticas paisagens do deserto.
Salinas Grandes, o deserto de sal

O deserto de sal argentino, conhecido como Salinas Grandes, é uma das paisagens mais assombrosas da região de Salta. Fica 250 km ao norte da cidade, já no limite com a Província de Jujuy. A vasta planície branca, com uma crosta de sal de 30 centímetros de espessura, ocupa uma área de 212 quilômetros quadrados e está localizada 3.450 metros acima do nível do mar. O passeio ao deserto de sal leva um dia inteiro e permite contemplar antigas técnicas de extração de sal usadas pelos índios da região.
Os caminhos das montanhas
A partir de Salta, diversas estradas sinuosas serpenteiam pelas montanhas e deixam os visitantes de cara com uma exótica paisagem. A Ruta 68 é uma delas, toda asfaltada, com 186 km de extensão, ligando Salta a Cafayate. Passa diante de formações rochosas de formatos bem curiosos, como a El Sapo, El Fraire (O Frade) e Los Castillos (Os Castelos). Outros pontos de interesse são a Garganta del Diablo e o Anfiteatro, uma enorme rocha circular com incrível acústica natural, onde eventualmente são organizados espetáculos musicais.
Salta e a Garganta del Diablo
A Garganta del Diablo, mostrada nesta página, é uma das principais atrações de Salta, cidade que é a principal porta de entrada para o noroste argentino. Fundada pelos espanhóis em 1582, ainda hoje conta com casas de paredes de adobe (tijolo que mistura argila e palha) e sacadas de madeira. O melhor fica na Plaza 9 de Julio, onde está o Cabildo, construção local mais antiga, de 1626. Também há o Museu de Arqueologia, que exibe múmias de três crianças incas sacrificadas em rituais de oferenda há pelo menos 500 anos, que foram encontradas intactas dentro da cratera congelada do Vulcão Llullaillaco.
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Clique aqui para se autenticar.- Publicado em 10/05/2012 18:04 - Atualizado em 14/05/2012 13:23
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