Aruba é um roteiro divertido com praias paradisíacas, hotéis de luxo, cassinos e esportes radicais
Para um bom observador, uma das primeiras coisas em que se repara ao pisar em Oranjestad, capital de Aruba, são as placas dos carros. Elas não mostram o nome dessa ilha caribenha nem de suas cidades. Em vez disso, trazem o simpático slogan One Happy Island (Uma Ilha Feliz), que serve de presságio aos turistas que estão chegando: num lugar feliz, tenha certeza que dias felizes estão por vir.
Nessa ilha de 31,5 km de comprimento por 9,6 km em seu ponto mais largo – e que está a menos de seis horas de voo de São Paulo (SP) –, a proposta é mesmo essa, ser feliz e levar para casa muitas recordações de um verão incrível.
Para começar a contribuir com momentos inesquecíveis, Aruba oferece suas praias, que também seguem a maravilhosa fórmula de outros pontos do Caribe, ou seja, areia fofa e branquinha, mar em incríveis tons de azul e água morna que resultam em um dia perfeito à beira-mar.
Palm Beach
A principal praia é a de Palm Beach, onde estão os grandes hotéis de rede, fazendo divisa com Eagle Beach, com uma faixa de areia extensa e, por isso, passando a impressão de concentrar menos banhistas. Elas estão cercadas por outra coisa que é impossível não reparar em Aruba, as divis-divis, árvores-símbolo do país e que têm seu tronco retorcido e bastante inclinado por causa dos ventos alísios.
Esses ventos sopram freqüentemente sobre a ilha, tornando-a um dos melhores points do mundo para a prática de esportes como windsurfe (sobretudo ao longo de Arashi e Praia Hadikurari) e kitesurfe, em Fisherman Huts.
Outra praia indicada é a pacata Baby Beach. Com uma água azul que é fora do comum e que bate na cintura por muitos metros mar adentro, é o cantinho certo para quem está com crianças e para quem não quer nada mais que sol, sombra e água fresca.
Cassinos e um deserto
Depois da praia, há quem volte ao hotel para curtir as inúmeras mordomias oferecidas, mas, mesmo sendo uma ilha pequena, ainda há muito o que fazer em Aruba. Num passeio de poucas horas em Oranjestad, dá para passar pelas regiões das coloridas construções holandesas do começo do século 20, pelas lojas – a maioria no sistema duty free – e pela área dos restaurantes, bares, galerias de arte e cassinos.
O maior deles é o Crystal, aberto 24 horas e que tem máquinas caça-níqueis a perder de vista. Também há o Royal Cabana Cassino e o Alhambra, um verdadeiro shopping de entretenimento que, além das mesas de jogos, tem restaurantes, lojas e ainda realiza espetáculos grandiosos no Teatro Aladdin.
Também vale fazer passeios pelo interior da ilha, que guarda paisagens desérticas com cactos, aloe vera (babosa) e formações rochosas. Essa diferente geografia no interior é explicada pelos baixos índices de umidade e de chuva, sendo este último de apenas 60 milímetros anuais.
Nos arredores de Aruba, é possível fazer cavalgadas e passeios de quadriciclo e em veículos off-road, que levam ao Farol Califórnia, à Capela de Alto Vista e às ruínas das minas de ouro de Bushiribana. Outras atrações estão dentro do Parque Nacional de Arikok, uma área preservada de 34 km2 semelhante a um deserto, com uma grande faixa de terra no interior da costa nordeste.
Por lá, caminhadas levam o visitante a tesouros históricos, como a Caverna Fontein (que guarda antigos desenhos feitos pelos índios arawak) e às minas de ouro de Miralamar. Também é possível dar de cara com iguanas e muitas espécies de pássaros migratórios, além de periquitos e outros pássaros que, ao entardecer, fazem uma verdadeira sinfonia em Jaburibari.
Empresas como a Watapana e a De Palm oferecem tours pelo parque, mas quem estiver de carro alugado consegue fazer o passeio sem problema, já que as rotas do parque são acessíveis a carros de passeio e há vários pontos para estacionamento.
Point de mergulho
Já está cansado? Pois saiba que ainda há um riquíssimo mundo subaquático por descobrir. Prova de que o fundo do mar de Aruba é show de bola foi o reconhecimento dos leitores da revista americana especializada em mergulho Scuba Diving, que em 2005 elegeram a ilha como o segundo melhor lugar do Caribe na categoria mergulho de naufrágio, aquele em que se “visita” as embarcações debaixo d'água.
Entre as relíquias do fundo do mar está o navio-tanque de óleo Pedernales, bombardeado na Segunda Guerra Mundial e do qual podem vistos os lavatórios e sistemas de oleoduto espalhados por entre formações de coral. Para os mais experientes, é recomendado mergulhar ao redor do Califórnia, embarcação que, dizem, até recebeu pedidos de socorro do famoso Titanic, que afundou em 1912.
Com 122 metros de extensão, o cargueiro alemão Antilla é um maiores naufrágios de todo o Caribe. Hábitat da lagosta noturna e das esponjas gigantes, o Antilla é um ótimo naufrágio para mergulhos à noite.
Quem não mergulha com cilindro pode fazer snorkelling ou snuba, que dá a chance de ver o colorido mundo subaquático arubano a 10 metros de profundidade. Recentemente, foi lançado também o sea trek, em que o turista usa um tipo escafandro que recebe oxigênio e, a seguir, fica livre para caminhar pelo fundo do mar.
Vida noturna
Há uma dica preciosa para quem visita as ilhas caribenhas: não consuma todas as suas energias nos passeios diurnos, pois, à noite, esses lugares ganham uma outra faceta. Com Aruba não é diferente.Assim, um dos lugares quentes é a boate Carlos’n Charlie’s, no porto de Oranjestad, que toca uma grande variedade de ritmos e atrai turistas e nativos. Entre os bares agitadinhos estão o Mambo Jambo, Choose A Name, La Fiesta e Café Bahia. Se quiser conhecer os points que fazem sucesso entre os moradores locais, siga para U Wanna Beer ou para o Balloon Pub.
Como a criatividade não tem limites, Aruba conta com ônibus que fazem verdadeiras festas móveis. Explicando melhor: a partir das 18 horas, o Kukoo Kunuko – um ônibus ano 1957, com uma pista de dança –, o Fiesta Hopper e o Banana Bus (com uma enorme banana no topo) começam a recolher os turistas nos hotéis para um dos mais inusitados passeios do Caribe.
Movidos pelos calientes ritmos locais, pelo som de seus maracás (tipo de chocalho) e pelos drinques locais, os baladeiros participam de uma maratona de diversão (e etílica, por que não?) que, até a meia-noite, vai de bar em bar, quando se tem a oportunidade de encher as garrafinhas ganhas durante o passeio.
Com tantas opções, que contemplam quem só quer relaxar como quem está a fim de agitar muito, entendeu o motivo de Aruba ser chamada de Ilha da Felicidade?
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