Camboja conjuga tradição e modernidade às margens de rio sagrado

Dec 31, 1969
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O Camboja é um país que tenta se reconstruir depois de décadas como palco de guerras. Outrora foi sede do Império Khmer, maior reino do sudeste asiático, e sua importância pode ser vista no imenso sítio arqueológico de Angkor.

Há lugares bem interessantes, como Sinoukville (5 horas de ônibus Phnon Phen, a capital), que tem um mar bem azul, praia extensa e bem frequentada. Nessa paisagem comum para olhares brasileiros, as pessoas e as cenas, entretanto, surpreendem. 

Nas praias, por exemplo, é possível ver mulheres oferecerem massagem, manicure e depilação! Mas calma: nada de cera quente nem fria. Elas usam um método com linhas de costura torcidas que, ao destorcer, vão arrancando os pelos.  E esses serviços não são somente para estrangeiros, pois muitos cambojanos também se divertiam ali. Outra fato interessante é que os trajes de banho usados por este povo são roupas comuns e é possível observar também mulheres desfilando de pijamas pela praia...

Os templos de Agkor

Parte das ruínas de Angkor, patrimônio da humanidade. Foto: Erika KogaO país tem um passado áureo e glamouroso, preservado em Siem Reap (6 horas de ônibus de Phnon Phem). Os templos de Angkor, com mais de 1000 anos, fazem parte do patrimônio histórico mundial e do orgulho nacional. Há passes de um, três ou até 15 dias para explorar todos os templos, as ruínas e os terraços. É incrível a energia do lugar.

Também no passado, não tão distante, na época do Khmer Vermelho, líderes como Pol Pot cometeram atrocidades contra o povo cambojano – o governo foi deposto pelos vietnamitas em 1979.

Uma escola, transformada em campo de concentração com salas de aula adaptadas em celas, ainda guarda instrumentos de torturas. Hoje, o Museu Tuong Sleng, localizado na capital, mostra do que o mal é capaz e o Museu do Genocídio, a 15 km do centro, expõe crânios e roupas encontrados em campos de extermínio.

A ligação do passado com o futuro resume-se na capital, Phnon Phem, uma cidade com cara de interior querendo ser metrópole. Às margens do sagrado rio Mekong, diversos restaurantes, bares, hotéis e guest houses garantem a diversão e o conforto dos turistas.

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