O show da vida nas fascinantes Ilhas de Galápagos

Dec 31, 1969
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Galápagos é o maior santuário de vida marinha do planeta, uma espécie de SeaWorld a céu aberto, esparramado por 14 ilhas e meia centena de ilhotas perdidas na imensidão do Pacífico, o arquipélago fica a 1 mil km de distância da costa do Equador. É um lugar onde a natureza literalmente dá show – e o visitante pode fazer parte dele. 

O principal atrativo da viagem são os mergulhos de snorkel, onde é possível ver tartarugas gigantes, aves de patas azuis, iguanas que nadam e comem peixes e muitos outros animais igualmente curiosos, que estão não só ao alcance dos olhos, mas também das mãos, embora os guias orientem a não tocar neles. 

O encontro com os animais em seu hábitat é sempre emocionante. Ainda mais assim, tão de perto, em pleno ambiente selvagem, sem nenhuma grade ou vidro separando-os dos turistas ou sem que haja necessidade do uso de um jipe de safári. 

No arquipélago o número de visitantes é controlado por ser um parque nacional, que protege quase toda a área do arquipélago, por lá, são 8 mil km² de área sob proteção do governo do Equador. 

Cerca de 30% de todas as espécies animais e vegetais das ilhas são endêmicas, ou seja, só existem lá. É o caso do iguana marinho, réptil que teve de adaptar-se ao ambiente árido e aprender a nadar para buscar o alimento no mar. O fenômeno do endemismo é um dos principais motivos de tanto rigor em relação à preservação do arquipélago. 

Em nome da preservação, todos os passeios devem ser acompanhados de guia. Não é mais permitido tocar os animais como antigamente e nem sair das trilhas demarcadas, sob risco de pisar no ninho de alguma ave marinha. Também é proibido fumar por lá.

Como explorar a ilha 

Há duas formas de explorar o arquipélago. A mais comum é em navios com cabines para pernoite e serviço de bordo completo, que navegam à noite de uma ilha para a outra. Da vila de Puerto Ayora, o maior povoado do arquipélago, na Ilha de Santa Cruz, até a Ilha Isabela, por exemplo, são cerca de três horas de navegação, só na ida. Os navios, portanto, são mais práticos e permitem fazer até dois passeios num mesmo dia. 

Os cruzeiros em Galápagos, no entanto, são diferentes dos cruzeiros convencionais. Estão mais para expedições, ainda que com todo o conforto e mordomia a bordo. A infraestrutura costuma ser muito boa, mas sem o luxo dos transatlânticos. 

Os navios que circulam por Galápagos são bem menores, com capacidade para entre 50 e 90 pessoas, limitação imposta pelo parque nacional. O lazer resume-se às palestras noturnas sobre a geologia e a vida marinha de Galápagos ou, no máximo, a uma dança de salsa ou merengue após o jantar. 

O navio MN Santa Cruz, operado pela Metropolitan, empresa de turismo equatoriana, tem roteiros variando de três noites a até uma semana inteira de navegação. Oferece três tipos de acomodação, todas as refeições e confortos como jacuzzi no convés e botes com fundo de vidro. 

Outra opção é ficar baseado na vila de Puerto Ayora e fazer passeios bate e volta para conhecer as outras ilhas. Puerto Ayora tem cerca de 15 mil habitantes e é relativamente bem estruturada, com ruas calçadas e casas bem cuidadas. A vantagem dessa opção é poder curtir a noite em terra firme, sair para jantar, ver as lojinhas de artesanato e observar o vaivém pacato da comunidade.

Quando ir 

Não há época ruim para ir a Galápagos, mas cada estação tem vantagens e desvantagens. Entre dezembro e maio, a água está mais quente e o mar calmo, o que torna as travessias de barco e os mergulhos mais agradáveis. É a época de desova das tartarugas marinhas e de acasalamento dos lobos-marinhos.

É também o período de chuvas, que caem apenas em curtos períodos do dia. Entre junho e novembro, a Corrente de Humboldt traz águas frias para o arquipélago e deixa o mar um pouco mais agitado. Em compensação, a corrente marítima traz muitos nutrientes, o que atrai mais peixes, pinguins e aves marinhas. Essa é a melhor época para mergulhar, especialmente em julho, quando aumentam as chances de ver tubarões-baleia.

Lembrando que janeiro e julho são considerados meses de alta temporada, ou seja, com preços mais altos para hospedagem, cruzeiros e passeios. Mas nunca há multidões por lá, pois o parque nacional limita o número de visitantes e coordena o itinerário dos navios.

Como chegar

A empresa aérea LAN (lan.com) tem vôos entre São Paulo e Quito de ida e volta, com conexão em Lima. Para o trecho entre Quito e Galápagos, a Tam também oferece passagens de ida e volta. 

Para Galápagos é melhor viajar com pacote, que já inclui o aéreo, o que é especialmente válido para quem vai fazer um cruzeiro, pois as operadoras coordenam as datas e os horários dos vôos com as saídas dos navios. Há dois aeroportos em Galápagos, nas Ilhas de Baltra e San Cristóbal. 

Taxa na ilha 

Quem chega a Galápagos precisa pagar uma taxa ambiental logo após o desembarque. O valor é fixo: US$ 50 para turistas da América Latina e US$ 100 para quem vem de outros continentes. 

Onde ficar 

Não há grandes hotéis em Galápagos, apenas ecopousadas com poucos quartos e dispostas em, no máximo, dois pavimentos. Por lá, predominam as pousadas modestas e os bed & breakfasts, mas há algumas opções para se hospedar com conforto em Puerto Ayora, na Ilha Santa Cruz. 

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