A encantadora ilha americana Martha’s Vineyard é a queridinha dos poderosos e das celebridades

Praia com falésias e o farol Gay Head Light em Aquinnah, uma das vilas de Martha’s Vineyard: esse é o melhor ponto da ilha para apreciar o pôr do sol (Foto: Editora Europa/ Revista Viaje Mais)
A pacata ilha de Martha’s Vineyard nunca esteve tão sob os holofotes nos Estados Unidos como agora. A razão é a divulgação gratuita e até involuntária feita desse refúgio na costa nordeste do país, entre Nova York e Boston, pelo presidente Barack Obama.
Isso porque o lugar foi eleito por ele, como o principal destino dos Obamas nas férias de verão. A família do presidente esteve lá em duas ocasiões, em 2009 e em 2010.
A região caiu nas graças dos poderosos – e também dos famosos – a partir de 1975, quando o diretor Steven Spielberg escolheu Martha’s como cenário para as locações de Tubarão, o clássico filme que mostra uma vila de praia aterrorizada pelos ataques de um tubarão.
Desde então, artistas de Hollywood passaram a visitar a ilha, como as atrizes Mia Farrow e Meg Ryan. A princesa Diana esteve ali em 1994 e vários membros da família Kennedy adoravam velejar nos arredores de Martha’s.
Charmosa vila de pescadores
Tantas celebrities não frequentariam o lugar se não houvesse um “algo a mais” que se juntasse ao clima de sossego de Martha’s Vineyard. O plus pode ser as típicas casas de estilo capitão do mar, com cercas brancas em seu entorno, encontradas em Edgartown, a principal vila da ilha, onde é uma delícia passear pela rua principal repleta de sorveterias, lojas e restaurantes, que conferem um charme especial a essa autêntica vila de pescadores.
Ou talvez sejam os cinco faróis que marcam os limites da ilha, os quais garantem um ar de mistério quando encobertos pelo nevoeiro. Além das praias de areia branca, baías tranquilas e lagos, com serviço atencioso e eficiente como é praxe nas cidades norte-americanas.
Localizada a 45 minutos de Cape Cod, sua vizinha mais famosa, Martha’s tem 15 mil habitantes, mas no verão chega a ter perto de 100 mil, que se esparramam ao longo dos 33 km de comprimento da ilha.
A melhor maneira de conhecer a região é de bicicleta, pois há uma ciclovia ligando as três maiores vilas de Martha’s – Oak Bluffs e Vineyard Haven, além de Edgartown. No total, o percurso tem cerca de 21 km.
Nessa vila, a maior atração são as “casas de biscoito” (Gingerbread Houses), construídas no século 19. As casas são um charme e normalmente os ocupantes são turistas que alugam para temporada. Também é possível conhecer uma dessas casas visitando o museu que mostra a história da vila, localizado no número 1 da Trinity Park, em Oak Bluffs.
A ocupação local começou quando um grupo de religiosos metodistas resolveu fazer um retiro espiritual e acampar na ilha, no verão de 1835. Nos anos seguintes, o acampamento cresceu e, com ele, o número de barracas.
A partir de 1860, os integrantes do grupo começaram a erguer as cottages, hoje conhecidas como “casas de biscoito”. Chegou a haver por lá 500 dessas moradias – hoje restam pouco mais de 300 em Oak Bluffs.
Passear por essa vila é como ser transportado à era vitoriana, pois toda a arquitetura do lugar segue esse estilo, realçado pelas cores vibrantes com que as construções são pintadas que garante uma graça toda especial ao lugar e, por conseguinte, conquista os turistas.
Outra parada bacana em Oak Bluffs é no famoso carrossel Flying Horses, considerado o mais antigo dos Estados Unidos, em funcionamento na ilha desde 1884.
Casas de capitão em Edgartown
Na continuação do caminho de bike para Edgartown, sucedem-se quilômetros de praias preservadas, parte do Parque Estadual Joseph Sylvia. Há uma porção de lagos com mansões nas encostas, campo de golfe e muito movimento de banhistas, mergulhadores e outros praticantes de esportes aquáticos. Como o stand up paddle (SUP), em que o praticante fica de pé sobre a prancha e tem o auxílio de um remo específico para avançar na água, sempre muito fria por lá.
Já na entrada de Edgartown percebe-se que as construções são bem diferentes das coloridas casas vitorianas de Oak Bluffs: nelas reina o branco. Desde a pintura até os jardins, elas são muito bem cuidadas pelos orgulhosos proprietários.
Edgartown destaca-se por diversos motivos. É a “cidade” que concentra a melhor seleção de restaurantes e hotéis da ilha, agrupados entre a Main Street e o porto. O farol local é o cartão-postal de Martha’s Vineyard e marca a entrada da marina, a maior da ilha, repleta de barcos e veleiros.
Apesar de o movimento se centralizar em Edgartown, o principal porto de chegada à ilha é o localizado na vila de Vineyard Haven, também conhecida como Tisbury e dona de um estilo mais hippie e desencanado.
A rua principal (Main Street) fica a poucos metros do porto e tem galerias de arte, uma livraria bem bacana (a Bunch of Grapes), joalherias com peças artesanais, butiques, bares e restaurantes.
Índios e ovelhas em Up Island
Já na área denominada Up Island ficam outras três vilas, West Tisbury, Aquinnah e Chilmark, que permitem ao visitante desfrutar um clima mais rural. Em Aquinnah, as boas são passear por uma praia com falésias coloridas e visitar o farol Gay Head Light, aberto de sexta a domingo nos meses de verão – e só no final da tarde. O motivo do horário restrito é simples: o local é conhecido como o melhor point para ver o pôr do sol na ilha.
Igualmente rural West Tisbury é uma área residencial onde podem ser vistos os casarões dos antigos capitães do mar. Além dessas mansões, não há muito além de uma igreja e uma rua, a Music Street.
O tour fica completo com uma esticada a Menemsha Beach, na pacata vila de pescadores de mesmo nome, em Chilmark. Esse também é um lugar disputado para ver o pôr do sol, surfar e pescar – o pequeno cais, que aparece no filme Tubarão, tem várias opções de embarcações para levar o turista a passar algumas horas como um verdadeiro pescador.
Trabalhadores brasileiros “dominaram” a ilha
Se você pensou que todos os brasileiros que moram na ilha são pintores, quase acertou. Eles também trabalham como pedreiros, jardineiros, faxineiros e garçons. Alguns poucos conseguiram montar o próprio negócio, como restaurante, empresa de aluguel de bicicletas e motos ou loja de jardinagem e de limpeza. São conhecidos em Martha’s como hard workers (trabalhadores incansáveis) e, claro, pela simpatia.
A presença verde-amarela por lá parece ter começado em 1986, quando um brasileiro chamado Lyndon Johnson Pereira, que já morava em Boston, Massachusetts, foi trabalhar na ilha. Ele ficou apenas um ano e meio e retornou rico ao Brasil. A notícia se espalhou entre a comunidade brasuca de Boston e os conterrâneos, a maioria em situação ilegal, começaram a chegar a Martha’s.
Com os brasileiros vieram também as igrejas evangélicas – já são três na ilha. Assim como o pão de queijo, os sucos da Amazônia, a coxinha, o churrasco no espeto e até o sanduba x-tudo, produtos que podem ser comprados em mercados como o Sophia’s One Stop Mart, em Edgartown.
Para comentar é preciso autenticar-se.
Clique aqui para se autenticar.- Publicado em 10/05/2012 18:04 - Atualizado em 14/05/2012 13:23
Sobre duas rodas, explore Mendoza nas férias
Uma série de empresas de turismo já está com pacotes prontos para quem deseja viajar nas próximas férias. A Bike Expedition, por exemplo, criou um roteiro de cinco noites de bicicleta pela região de Mendoza, na Argentina. No total, são 200[...]
- Publicado em 10/05/2012 18:07 - Atualizado em 14/05/2012 12:32
Acampamento do Santos oferece à garotada rotina igual a dos atletas
Se seu pimpolho ou adolescente demonstra ter talento com uma bola nos pés, por que não inscrevê-lo no Santos Training Camp? Trata-se de um acampamento, entre 16 e 21 de janeiro de 2012, no Oscar Inn Hotel Eco Resort, em Águas de Lindoia (SP),[...]
- Publicado em 10/05/2012 18:11 - Atualizado em 14/05/2012 12:18
Estude e ainda aproveite as belas paisagens da Austrália
A Austrália tem praias lindas e com ótimas ondas, em diferentes pontos do país. Sem contar a beleza e a diversidade subaquáticas, como comprova a exuberante Grande Barreira de Corais. Por isso, tem tudo a ver estudar inglês por lá e ainda[...]
- Publicado em 10/05/2012 18:00 - Atualizado em 14/05/2012 12:09
Inglês e diversão num curso de férias em Vancouver
Os pais que pretendem presentear os filhos com uma viagem, a qual ainda resulte num upgrade da língua inglesa, podem conferir os programas de estudo no exterior oferecidos pela Experimento. Uma das alternativas é um curso de três semanas em[...]





