Nova York abriga caldeirão de culturas vindas de diversos lugares do mundo

Dec 31, 1969
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Nova York parece uma velha conhecida mesmo para quem põe os pés nela pela primeira vez. Não há nenhuma outra cidade no mundo que possa rivalizar com sua fama. Ainda que seja seu primeiro passeio de barco para ver o skyline da parte sul da ilha de Manhattan, você sentirá que algo está faltando no cartão-postal. 

Mesmo após os ataques terroristas que derrubaram as torres gêmeas do World Trade Center a cidade retomou seu ritmo frenético de metrópole de todos os povos. As milhares de pessoas que passam diariamente pela estação do World Trade Center, no coração financeiro da Big Apple, parecem nem dar mais importância para o acontecido. Estão olhando para o futuro, como sempre foi em Nova York, cidade de vanguarda.

Bem-cuidada, segura e cheia de opções de consumo e passeios, continua a ser a metrópole mais cosmopolita do planeta e uma das que mais atraem turistas e aventureiros. Veja a seguir dicas para curti-la.

EUA de todos os povos

Estátua da Liberdade. Nova York, EUAApesar da paranoia de segurança criada nos Estados Unidos e em suas embaixadas espalhadas pelo mundo, os ataques terroristas não conseguiram arranhar a maior marca de Nova York: a miscigenação. É claro que há uma cansativa peregrinação para conseguir o visto, mas uma vez que você entrou na cidade, a liberdade é total.

Em Ellis Island, ao sul de Manhattan, próximo à Estátua da Liberdade, desembarcaram entre 1892 e 1954 cerca de 12 milhões de imigrantes, que vieram tentar a vida na América. Fluxos migratórios de várias partes do mundo fizeram de lá a metrópole de todos os povos. Não haveria melhor lugar para construir a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), inaugurada em 1945, com o término da Segunda Guerra Mundial, quando a hegemonia econômica passava das mãos da Europa para os Estados Unidos.

Nova York recebe bem todos os estrangeiros, sobretudo porque é uma cidade de estrangeiros. Não precisa treinar para disfarçar o sotaque, pois todo mundo tem o seu próprio sotaque. Nesse caldeirão cultural muitas situações inusitadas acontecem. Depois de sair de um bistrô francês onde tocava música brasileira, você pode pegar um taxista indiano ou paquistanês que vai falar um inglês praticamente impossível de ser entendido. Se preferir pegar um metrô, vai ver propagandas em inglês e espanhol. A língua é quase tão ouvida nas ruas da cidade quanto o inglês, por causa dos inúmeros imigrantes vindos da América Latina.

Nova York é mesmo uma Babel moderna. Ali há um reduto reservado para cada cultura e até bairros inteiros para as culturas mais presentes, como no caso de Chinatown, Little Italy e Spanish Harlem. Os brasileiros, muito presentes na cidade, também ganharam seu espaço, a Little Brazil, como é chamada a 46th Street. Um bairro curioso é o Hell´s Kitchen, ou cozinha do inferno, onde estão concentrados restaurantes de todas as nacionalidades.

Não se intimide com a fama que os nova-iorquinos têm de serem mal-humorados empedernidos. Basta que você se faça entender, que qualquer um está disposto a fazer um esforcinho para ajudá-lo. Afinal, além de muitos estrangeiros que moram na cidade, Nova York é reduto de turistas o ano inteiro. Em qualquer ponto turístico, curiosos se acotovelam com suas câmeras digitais, enquanto engravatados passam apressados, correndo contra o tempo. 

Coordenadas lógicas

Skyline da parte sul da ilha de Manhattan. Nova York, EUAA ilha de Manhattan é apenas um dos cinco distritos em que foi dividida Nova York, ao lado de Brooklyn, Queens, Bronx e Staten Island. Mas quando se fala de turismo na Big Apple, não tem jeito: as atenções se voltam para Manhattan. A ilha de cerca de 4 km de largura por 22 km de extensão, que fica entre os rios Hudson e East, a poucos quilômetros da desembocadura no Oceano Atlântico. É onde a cidade nasceu, onde estão todas as suas principais atrações e tudo o que há nela de melhor e mais sofisticado.

Manhattan é o coração de uma das maiores metrópoles do mundo, mas não é um labirinto. Bem ao contrário. Excetuando a parte sul da ilha, que tem ruas tortuosas, todo o resto foi muito bem planejado.

Os saxões foram metódicos ao projetar a cidade. Nada de nomes de personalidades nas principais ruas. Números para as avenidas e para as ruas, nomes meramente referenciais para a maioria dos bairros. SoHo, por exemplo, não significa nada além de South of Houston Street, ou seja, o bairro que fica ao sul da rua Houston. TriBeCa, que pode parecer um nome engraçado e criativo, tem um significado frio e objetivo, é o Triangle Below Canal Street, ou seja, o triângulo que está logo abaixo da rua do canal. Pode parecer pragmático demais para um brasileiro, mas funciona.

Mapa é fundamental

Para se localizar bem em Manhattan, basta ter sempre um mapa à mão e saber alguns preceitos básicos. A ilha é dividida em três partes: Downtown, ao sul, onde ficam o centro financeiro e uma série de pequenos bairros; Midtown, no centro, o burburinho dos turistas, onde estão os principais hotéis, restaurantes, bancos, teatros e lojas, além de muitos museus; e Uptown, ao norte, onde ficam os bairros residenciais.

É muito fácil se locomover na cidade, mesmo na hora do rush, quando as ruas são tomadas de carros e pedestres apressados. A opção mais cômoda e confortável é pegar um dos cerca de 12 mil táxis que circulam por Manhattan. A oferta é tão grande, que muitas vezes há mais desses inconfundíveis carros amarelos nas ruas do que outros tipos de veículos. Mas quando está chovendo, torna-se uma missão quase impossível encontrar um táxi disponível. Uma opção de transporte barata, rápida e segura é o metrô. Qualquer ponto de Manhattan está no máximo a cinco quarteirões de uma estação. Não se impressione com a imundície de algumas estações. Ao pegar o metrô, atente para a letra da linha que deseja tomar, já que muitas estações estão na confluência de mais de uma linha. Em muitos casos, há duas entradas separadas, uma para os trens que vão sentido Downtown outra para os que vão no sentido Uptown. 

Prepare suas pernas

Rockfeller Center, tranquilidade no centro comercial de Manhattan, EUAApesar da disponibilidade, evite ao máximo ficar pegando táxi e metrô, pois o jeito mais divertido de conhecer Manhattan é mesmo caminhando e o relevo plano da ilha ajuda muito nesse sentido. Uma forma interessante de montar seu roteiro é escolher atrações próximas para visitar no mesmo dia e fazer o percurso entre elas a pé.

Uma caminhada por Manhattan pode ser por si só uma atração turística, pois a cidade sempre reserva boas surpresas. Tudo na ilha parece que foi pensado para estar no lugar em que está, como no cenário de um filme.

Por isso, Nova York é uma metrópole tão especial. Ela guarda em seu centro uma espécie de “ilha da fantasia”, onde tudo funciona, onde há tudo do bom e do melhor de todas as partes do mundo.Uma ilha altamente cuidada e visitada por turistas, não apenas os estrangeiros, mas também muitos americanos, que vêem a cidade com orgulho como o centro do mundo e a síntese do american way of life.

A escala gigantesca das construções e a megalomania típica de Manhattan não fazem da ilha um lugar sufocante. Suas ruas e avenidas retas oferecem sempre uma linha do horizonte em meio ao mar de arranha-céus, conferindo uma dimensão humana à metrópole. Embora completamente domada, a natureza não se inibe em meio à selva de asfalto e cimento. As águas caudalosas que banham Manhattan por todos os lados ajudam a amenizar o corre-corre das ruas. 

Área verde famosa

O Central Park em Nova York, EUAAs áreas verdes também são muitas, com destaque para o parque mais famoso do mundo, o Central Park. Projetado em 1853, esse enorme retângulo de área verde está situado no centro da ilha, tem cerca de 1,5 km de largura por 7 km de extensão e abriga mais de 15 mil árvores. Se não fosse a sua majestosa presença em contraste com os arranha-céus, Manhattan perderia muito de sua graça. Não é à toa que os imóveis residenciais mais caros estão nas suas imediações.

No Central Park, as atrações são muitas, o que faz dele o playground da cidade, mais ou menos equivalente ao que as praias significam para o Rio de Janeiro. Antes de programar seu passeio, confira a agenda de eventos no parque pela Internet (www.centralparknyc.org). A parte sul, entre as ruas 57th e 86th, é a que tem mais atrações. No inverno, não perca a oportunidade de patinar no gelo, experiência inusitada para brasileiros.

Se você deseja sossego, o Central Park é o lugar ideal para uma caminhada sem pressa ou um piquenique acompanhado da pessoa amada ou de um bom livro. No seu interior, os prédios dão lugar às árvores e o barulho dos carros dá lugar ao canto dos pássaros.

A fama do Central Park muitas vezes faz esquecer que a cidade é cheia de parques. Todos são muito bem cuidados e oferecem um abrigo gostoso para fugir da correria das ruas. Se estiver sobrando tempo, um lugar para passar algumas horas relaxantes é o Battery Park, que fica no extremo sul da ilha, de onde saem as barcaças para a Estátua da Liberdade e Ellis Island. Lá, o verde das árvores é emoldurado pelas águas do rio, criando uma atmosfera agradável. 

Outros pontos de vista

Quem está imerso no emaranhado de prédios, ruas e carros, muitas vezes sente falta de um respiro, de um outro ponto de vista. Por isso, são altamente recomendados os passeios de barco para ver o skyline de Manhattan.

Um passeio pela passarela suspensa da Brooklyn Bridge, que liga Manhattan ao Brooklyn, também oferece uma vista inesquecível – vale lembrar que a enorme ponte, construída entre 1867 e 1883, representou um símbolo da prosperidade de Nova York. Há duas opções de caminhada. Uma delas é ir até a metade da ponte e voltar. Outra é ir até o fim (1.834 metros), descansar alguns minutos curtindo a vista nos parques próximos e pegar o metrô para voltar.

Para quem gosta de fazer exercícios, alugar uma bicicleta é uma boa pedida. Claro que andar no meio dos carros e dos pedestres na loucura do trânsito pode ser uma experiência traumatizante. Além do Central Park, outro lugar perfeito para pedalar são as ciclovias que acompanham as orlas da ilha nos rios Hudson e East, inteiramente planas. Em breve, a prefeitura irá concluir a junção das ciclovias, tornando possível fazer o contorno completo da ilha sobre duas rodas.

O Empire State em Nova York, EUAVisitar o Empire State pode ser uma experiência estafante, dado o número de turistas que se abarrotam em filas e lutam por um lugarzinho na esplanada de observação Porém, é uma oportunidade única de ver Nova York por um outro ângulo, acima de todos os outros prédios, como se estivesse pairando sobre a cidade. De noite, tem um charme todo especial.

Para quem quer evitar a muvuca do Empire State e para isso se contenta com um ponto de vista um pouco mais baixo, vale a pena visitar o Top of Rock, mirante que fica na cobertura do General Electric Building, o prédio mais alto do Rockfeller Center. O interessante é a bela vista do Empire State que se tem de lá. As visitas são marcadas com antecedência pela Internet, sem fila e sem aborrecimento.

Uma alternativa mais cara e também muito interessante para ver a cidade de cima são os passeios de helicóptero.  

Meca do capitalismo

A Times Square, a cidade que nunca dorme. Nova York, EUAEstá certo que Manhattan é um lugar bacana, cheio de atrações turísticas, onde a grandiosidade das construções se completa com uma natureza exuberante e também grandiosa. Mas a ilha não atrairia tantos turistas se não oferecesse inúmeras opções de consumo, de todo tipo.

Nova York é a meca do capitalismo. Não apenas porque abriga o centro financeiro mais importante do planeta. São os dólares que fazem a cidade respirar. Lá, você pode ter o que quiser, realizar os sonhos de consumo mais luxuriantes, desde que tenha dinheiro.

A exposição a mercadorias de todo tipo é intensa. Você encontra tudo, do mundo todo, em grande quantidade, basta procurar. De vinhos franceses a eletrônicos chineses, a variedade é impressionante.

A mesma bolsa Louis Vuitton que custa milhares de dólares na loja da grife na Upper East Side pode ser encontrada por algumas notas miúdas em sua versão falsificada nas ruas de Chinatown. No mundo livre, a escolha é por conta do freguês.

O miolo da ilha

Se Manhattan é o centro do mundo, Midtown é o centro de Manhattan. Entre as ruas 27th e 59th está concentrado todo tipo de loja, de eletrônicos a joalherias. Para lá vão também os turistas mais comuns, em direção a muitas armadilhas para caçar seus níqueis. A Times Square e seus billboards luminosos são a quintessência do consumismo e da vitalidade da metrópole. Fica em um cruzamento cheio de caminhos, na esquina onde a Broadway cruza a 7th Avenue, na altura das ruas 44th e 45th.

É o centro nervoso de uma cidade que nunca dorme. Em volta estão lojas de todos os tipos, de eletrônicos até souvenires. Na região também estão concentrados os teatros mais famosos da Broadway.

No campo da gastronomia, a variedade é tão grande quanto no das compras. Cafés, bistrôs, restaurantes, lanchonetes, brasseries, bares, pubs, são muitas as opções. Manhattan é uma cidade cheirosa, tomada pelo odor de delícias variadas e quase irresistíveis.

Um estabelecimento típico da cultura nova-iorquina são as delicatessen, também chamadas apenas por “deli”. Esses lugares misturam um ambiente de café com padaria e mercearia. Os cardápios geralmente são muito extensos, englobando pratos, tira-gostos, sanduíches e sobremesas. As duas delicatessen mais famosas da cidade são a Katz´s, em Downtown, e a Carnegie, em Midtown.

Com tantas opções, não se pode dizer que Nova York é uma cidade necessariamente cara. Você pode gastar pouco para almoçar em umas das inúmeras redes de lanchonetes fast food ou gastar muitos dolares para almoçar em um bistrô descolado, tomando um vinho para acompanhar. 

Ou seja, se não tiver muitos dólares para gastar pode se virar muito bem, mas certamente voltará um pouco frustrado por não ter feito compras e desfrutado de alguns luxos. Não esqueça: você está no reino do consumismo. 

Cidade das artes

Cartaz de peça teatral exibido na Broadway. Nova York, EUAOs turistas que gostam de apreciar arte e cultura normalmente torcem o nariz para os Estados Unidos, considerado um país feito de futilidades. Nova York é uma exceção. Ali você se sente como em qualquer metrópole europeia, apesar de a cidade ser “nova” se comparada a Paris, Roma, Madri ou Londres.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, grande parte do acervo de artes dos países europeus migrou para as mãos de alguns magnatas americanos, que criaram em Nova York dois museus que estão entre os maiores e mais importantes do mundo: o Metropolitan e o Museum of Modern Art, mais conhecido como MoMA.

O Metropolitan tem um acervo que engloba desde a arte egípícia até o modernismo, enquanto o MoMA está centrado no modernismo e na arte contemporânea. Para quem gosta de artes, ali está a maior concentração de tesouros do modernismo. Obras-primas de Manet, Picasso, Van Gogh, Mondrian e outros gênios estão expostas lado a lado, em um panorama arrebatador.

O acervo de obras, além dos inúmeros artistas, intelectuais e críticos de arte que migraram para os Estados Unidos na década de 1940, alimentaram uma vanguarda que colocou Nova York no lugar de Paris como a capital cultural do ocidente.

Já um museu essencial para quem quer apreciar a melhor produção da arte contemporânea americana é o Withney Museum.

E se você quer saber o que está sendo produzido hoje no mundo da arte, basta um passeio pelas galerias do SoHo, sem esquecer de visitar o Museum of Contemporary Art. Na mesma região fica a Leica Gallery, especializada em fotografia.

Outros museus

Metropolitan Museum. Nova York, EUASe tiver uma tarde livre, outros museus que podem guardar boas surpresas são o International Center of Photography, The Frick Collection, Brooklyn Museum e o Guggenheim, que atualmente passa por reformas. Todos os grandes museus de arte de Nova York mantêm livrarias estupendas e editam catálogos de exposições que são ótimas obras de referência. Não deixe de conferir.

Mas não se confunda: museu, para os americanos, não é sinônimo de arte apenas. Em Nova York há museus especializados em todo tipo de coisa. Em Elis Island, passeio normalmente incluso na visita à Estátua da Liberdade, é possível ver como era a chegada dos imigrantes na América. No Old Merchant´s House Museum, você entra em uma casa do século 19 com decoração original, fazendo uma espécie de viagem no tempo.

No Rio Hudson está ancorado um porta-aviões que se transformou no Intrepid Air, Sea and Space Museum, especializado em máquinas militares. Apenas sobre a história da cidade há quatro museus que podem ser visitados, com destaque para o Museu da Cidade de Nova York.

Diversões fantásticas para adultos e crianças são o Museu Americano de História Natural, que mostra a evolução da vida na Terra, entre outras atrações, e o Museu da Televisão e do Rádio, onde é possível rever programas e filmes que marcaram a história da TV e do rádio. 

Tradição e inovação

O bairro do SoHo em Nova York, EUA, concentra lojas e galeriasQuando o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss esteve na América, entre as décadas de 1930 e 1950, falou das grandes cidades do continente como precursoras de um crescimento auto-destrutivo, em que novos prédios vão se erguendo sobre as ruínas de construções antigas, soterrando a história, enquanto as cidades européias mantêm o peso de seu passado como anciãs tristes.

A análise vale para São Paulo, mas não para Nova York, uma cidade que está em constante transformação sem apagar as marcas de seu passado. A construção de novos prédios convive lado a lado com a restauração de lugares históricos.

Um belo exemplo é a recente restauração do Grand Central Terminal, a estação de trens mais suntuosa da cidade, construída em 1913. Agora, o lugar abriga bares e restaurantes de primeira categoria e se tornou uma das atrações mais visitadas da Midtown, sem perder a beleza de seu projeto original.

Os prédios do SoHo, bairro próximo à concentração de arranha-céus do sul de Manhattan, estavam para ser demolidos na década de 1960. Mas houve uma movimentação popular em nome de sua conservação. Com estrutura de ferro fundido, são construções típicas dos antigos bairros industriais de Nova York. Artistas e marchands se mudaram para a região e com eles vieram galerias, cafés e lojas. As fachadas das construções históricas estão preservadas e o bairro se transformou no lugar mais descolado da cidade, onde a moda e a arte lançam seus projetos de vanguarda.

De frente para a saída principal da estação do World Trade Center está a St. Paul´s Chapel, a igreja mais antiga e preservada em Manhattan, construída em 1776, antes da independência dos Estados Unidos. Quando aconteceu o atentado às torres gêmeas, todos os prédios da região sofreram avarias, menos a igreja. Milagre ou não, ela continua lá, firme, para testemunhar o avanço da história da cidade.

Quando a Freedom Tower estiver pronta, no lugar onde antes estava o imponente World Trade Center, a catedral de St. John the Divine, no Upper East Side, ainda não terá sido concluída. Iniciada em 1892, a obra monumental em estilo gótico ainda está em andamento e seu projeto prevê a construção de uma torre transversal que a tornará a maior catedral do mundo.

Nova York é assim, uma cidade de contrastes, mostrada centenas de vezes no cinema, que olha para o futuro sem esquecer do seu passado, que abriga tradições e promove inovações, que atrai milhares de turistas, mas tem uma vida própria, como a locomotiva da maior economia do planeta.

Comentários

  • Gilberto 28/10/2011 às 16:20:41

    Uma cidade imperdível culturalmente. ótimos restaurantes e muito consumo para todos os gostos.

  • Gilberto 21/11/2011 às 17:38:59

    Viagem imperdível.

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