Pirenópolis é uma pequena cidade do interior do Goiás especializada em ecoturismo
Paz, sossego, cachoeiras, montanhas, um pouco de aventura e uma leve agitação, é o que essa pequena cidade do interior de Goiás a apenas 125 km de Goiânia (GO) e a 140 km Brasília (DF) tem para oferecer.
Foi tombada em 1989 pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), por abrigar um bem preservado casario colonial, além de tradições e costumes.
O Parque Estadual dos Pirineus criado em 1987, a 20 km da cidade é uma área de cerrados rupestres de altitude, com o ecossistema preservado. Lá estão o Pico dos Pirineus e Morro do Cabeludo, que já foi a meca dos escaladores de Goiás, hoje fechado para visitas.
Centro histórico
No centro histórico estão as lojas e restaurantes, igrejas e edifícios históricos. Destacam-se a Igreja da Matriz Nossa Senhora do Rosário, a mais antiga do estado de Goiás, construída entre 1728 e 1732.
Conheça também Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, de 1750; a Igreja e Museu Nossa Senhora do Carmo, o Teatro Pirenópolis, construído em 1899; a Casa da Rua Direita, de 1852; e o Cine Teatro Pirineus, em estilo neoclássico, construído em 1929 .
Fazendas e cachoeiras
Muitas Fazendas da região são atrações turísticas naturais como o Santuário Vagafogo, uma fazenda particular que recebe os visitantes para passear pelas trilhas, são necessárias autorização para entrar, taxa de manutenção e conhecimento das trilhas. A fazenda fica a 6 km da cidade. Lá é servido um café colonial com 40 itens produzidos na própria fazenda (entre eles, produtos provenientes do “barú”, espécie de castanha).
Na fazenda há diversas trilhas bem demarcadas – com passarelas de madeira e corrimão, acompanhando o rio Vagafogo – que levam a cachoeiras ou para a observação da flora local, com destaque para os jatobás, um deles com mais de 300 anos.
Na fazenda, é possível praticar o arvorismo e rapel com a Drena Ecoturismo, em um circuito de aventura.
É imprescindível conhecer a trilha das cachoeiras do Dragão, uma série de oito quedas localizada na região da Várzea do Lobo, a 40 km do centro da cidade. A trilha (bem fácil) tem cerca de 5 km de extensão, margeando o córrego da Várzea.
Você verá a cachoeira Pérola do Dragão, a Dragão Verdadeiro, a Dragão Voador, e também piscinas naturais, cânions, mirantes, além de diversificada fauna e flora, uma mistura de cerrado com mata ciliar.
Destaque para o Santuário do Urubu Rei, acima da cachoeira Dragão Voador, onde geralmente se faz uma parada para um lanche. Os monges acreditam que a energia da trilha é tão forte que, depois de ao percorrê-la, a pessoa jamais será a mesma, iniciando um ciclo de autoconhecimento e mudanças. Após a caminhada, você poderá participar de uma breve apresentação sobre a filosofia zen budista.
Também na região Várzea do Lobo, na mesma estrada e bem perto do mosteiro, fica o Santuário das Araras onde um terreno acidentado forma a cachoeira de Nossa Senhora do Rosário.
O pico dos Pirineus tem cerca de 1.400 metros de altitude, o pico é o ponto mais alto da região. A subida ao ponto máximo é permitida e a vista de lá é de 360 graus.
Esportes radicais
Para quem não sabe, a tirolesa é uma espécie de vôo rasante no qual a pessoa, presa a um cinto de segurança, desliza por um cabo de aço entre dois pontos, um mais alto e outro, bem mais baixo. No caso da Tabapuã, a descida parte de uma ribanceira no alto de um morro, aonde se chega percorrendo uma trilha de 2 km, que atravessa o Rio Corumbá por uma ponte pênsil. A sensação é de estar num teleférico descontrolado e sem freio. Os 567 metros passam rapidamente, e nem há tempo para admirar a paisagem
A trilha de mata atlântica passa por três belas cachoeiras. A primeira é a do Vale Encantado e a última, a da Pedra Furada, com um poço convidativo para um banho. No fim da trilha, vê-se a plataforma de salto da tirolesa.
Umas das mais visitadas é a Cachoeira do Abade localizada a 14 km da cidade, próxima à Mina do Abade, a cachoeira tem uma queda de 21 metros, numa piscina. Depois as águas descem, formando praias e piscinas naturais. Além de muito espaço para caminhadas, é um dos pontos mais atraentes da região.
Aonde ir?
No Santuário das Araras o almoço típico, em forno a lenha, é servido numa casa sem paredes, feita de madeira e pedras. No mezanino, redes convidam para um descanso após a refeição, de onde se aprecia a paisagem.
À tarde, depois do almoço, é hora de conhecer as lojas e ateliês de Pirenópolis. O artesanato local oferece tecelagens, cerâmicas, esculturas, móveis rústicos, objetos de palha e, principalmente joias em prata. A cidade é considerada o maior centro de arte com prata do Brasil: são mais de 70 ateliês e comunidades esotéricas que produzem colares, brincos, anéis, pulseiras e outros objetos com ou sem pedras semipreciosas.
Para uma visita ainda mais completa, vá em junho, quando acontece a Festa do Divino e as Cavalhadas. Cavaleiros de várias cidades da região montam paramentados e seguem entoando cânticos pelo caminho.
No 50º dia após a Páscoa, os moradores vestem fantasias e se juntam aos cavaleiros para participar das procissões e cantorias por toda a cidade, uma tradição que está beirando os dois séculos de existência.
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