Famosas ilhas da Grécia tem atraído cada vez mais turistas durante o verão
Para quem gosta de viajar, conhecer a Grécia e suas famosas ilhas está entre os principais sonhos de consumo. Mas saiba que passar pelo menos uma semana nesse país, chamado de o berço da civilização ocidental, não é ficção de novela ou privilégio de milionários. Os pacotes e opções de passeios e hospedagem estão cada vez mais acessíveis, ainda mais em tempos de real valorizado diante do dólar. O sonho não precisa mais aguardar a lua-de-mel ou aquelas férias de “quem sabe um dia”.
Como o verão europeu tem atraído mais e mais turistas a cada ano para terras gregas, o pulo do gato é se programar com uma boa antecedência para conseguir um lugar no hotel que você escolheu. Para aqueles que têm um budget baixo, há excelentes opções de albergues – que também precisam ser reservados antecipadamente. Maio, junho e setembro são bons meses para conhecer a terra de Platão e Sócrates sem pagar preços mais altos ou encontrar lugares lotados. Julho e agosto, auge do verão europeu, são os mais concorridos. Mas se você gosta de agitação e dinheiro não é problema, eis o período ideal.
Se a sua preocupação é o tempo, ou a falta dele, não se chateie. A diversidade de roteiros possíveis por lá alimenta o gosto de qualquer turista. Além da belíssima capital, Atenas, a Grécia está cercada por arquipélagos. A combinação da metrópole grega com as ilhas mais próximas, as Cíclades, é uma boa pedida. Há pacotes de três a cinco dias comprados em Atenas que incluem as famosas Mikonos e Santorini. Cada uma com um charme especial, que o deixará com gosto de quero mais, acredite.
Filosofia e havaianas
Visitar a capital grega é o mesmo que voltar no tempo. É também uma espécie de aula de história interativa, pois você passeia pelas ruas em que Sócrates, Platão e Aristóteles filosofavam. A simpática cidade oferece um clima gracioso quando você circula entre ruelas coloridas por primaveras e hibiscos, servidas por rústicos restaurantes. Essa será mais uma das formas de se deliciar na Grécia. A comida é pra lá de saborosa. Como em outras cidades da Europa, é comum ser abordado por garçons e donos de restaurantes ao andar pela rua. Se a língua grega não está entre suas habilidades, fique tranqüilo: a maioria deles fala inglês e, quando encontram brasileiros, conversam sobre futebol e até arriscam algumas palavras em português. Entre, sente, peça um cardápio em inglês (alguns têm até fotos dos pratos) e aproveite.
Os gregos são simpáticos, alegres e lembram bastante os italianos. Os brasileiros são muito bem vistos e recebidos. Camisas da seleção são comuns, espalhadas por lojinhas da cidade. Se esquecer as havaianas, não se preocupe. Há todos os tipos e cores delas à venda em vários pontos. Elas continuam sendo a opção preferida dos europeus para o verão. Portanto, aos ver dezenas de pés calçados com elas, não ache que a Grécia foi invadida por brasileiros.
A Atenas moderna combina os clássicos históricos com uma boa infraestrutura turística. No centro estão as principais atrações e é possível fazer tudo a pé. Há ainda uma boa rede de metrô que liga o aeroporto aos principais pontos da cidade. Procure se hospedar nos bairros de Plaka, Monastiraki e Psiri, os mais centrais. Os táxis não são muito caros, mas é importante combinar previamente com o motorista o preço da corrida, já que não existe taxímetro.
Viver a história
O destino primeiro e principal é o Parthenon. Há muitas estátuas gregas famosas espalhadas por museus em vários cantos do mundo, mas ver pessoalmente esse Patrimônio da Humanidade é uma experiência única. Ele fica na Acrópole, que significa “cidade no topo”, onde se encontram quatro das mais importantes obras-primas da arte grega clássica: o Parthenon, o Propileus, o Erecteion e oTemplo de Atena Nike. Na subida, há o imponente anfiteatro Odeon de Herodes Atticus, construído por volta de 161 a.C. para cerca de seis mil espectadores.
Visite o Parthenon cedo, por volta das 9h, pois quanto mais tarde, mais cheio fica. Prepare as pernas, já que a subida requer um pouco de preparo físico, bom humor e disposição. Nunca se esqueça de uma garrafa de água e protetor solar. No verão, a temperatura atinge a sensação térmica dos 40º em Atenas. Portanto, vá preparado.
Não há bares ou lanchonetes no topo da subida, mas na saída você encontra alguns e pode sentar para descansar um pouco e beber algo. Se a vontade de ir ao banheiro apertar, não se preocupe. Eles estão espalhados por todo o percurso.
Certamente, a Acrópole enriquecerá seu álbum de fotos, com a vista da bela Atenas ao fundo. De um lado, os olhos alcançam Pireus, o porto de partida para as ilhas e para o Oriente. Do outro, a vista se perde nos telhados vermelhos dos bairros históricos.
É possível adquirir um ingresso combinado que dá acesso também a outros monumentos, como a antiga Ágora e o Teatro de Dionísio.
Após a visita ao Parthenon, aproveite para caminhar mais um pouco pelas estreitas e charmosas vielas, em que cachos de uva rosada fazem parte da decoração natural das casas. Visite a Torre dos Ventos, também conhecida como Horologion de Andrônicos, erguida para medir o tempo por volta de 100-50 a.C.
Os Jogos Olímpicos de 2004 fizeram com que uma série de reformas fosse realizada na cidade. Os principais pontos turísticos receberam investimentos para uma melhor preservação. Além disso, placas com as informações históricas estão afixadas por todas as partes em inglês.
Rumo às Ilhas Gregas
Há diversas agências de turismo espalhadas pela cidade que vendem os pacotes para as Ilhas Gregas. Caso prefira ter mais autonomia quanto ao tempo gasto em cada arquipélago, você pode comprar o tíquete de barco somente para um dos destinos. Em cada uma das ilhas, há postos que vendem os bilhetes para as ilhas seguintes. Sempre pergunte a respeito de descontos para estudantes, se for o seu caso. Eles existem e funcionam na Grécia (o Parthenon, por exemplo, sai de graça).
Nos barcos há opções de primeira classe, que são uma boa pedida para as viagens mais longas, como para Santorini, que dura 11 horas. Mas há ainda passagens mais em conta para os estudantes, presença marcante por lá. Alguns hotéis e albergues também vendem os bilhetes e os preços são tabelados.
O ponto de partida para as ilhas é o porto de Pireus. Ele é servido pela linha de metrô que o liga ao centro da cidade em apenas 20 minutos. As agências de turismo também estão presentes nos arredores do porto. Dependendo do horário de saída do seu barco, você terá a oportunidade de passear pelo mercado de pulgas, na saída da estação de metrô. Lá encontrará roupas, artesanatos, pedras e relíquias. Procure tomar cuidado com bolsas e carteiras, pois há punguistas de olho nos mais distraídos. E se tiver um tempinho sobrando, aproveite para visitar o Museu Marítimo Helênico e o Museu Arqueológico Nacional, próximos ao porto.
Além dos ferryboats (grandes navios em que vão até carros e motos), é possível viajar em um flying dolphin. Como golfinhos voadores, os barcos são até duas vezes mais rápidos do que os ferryboats e custam mais caro.
Mikonos e Santorini
Mikonos é famosa e conhecida por suas baladas. Mas se você busca um pouco de paz, também encontrará sossego na bela ilha.
De luxuosos hotéis a charmosos albergues, a porção de terra mais famosa da Grécia agrada a todos os gostos e bolsos. Costumava ser odestino preferido de gays, mas hoje se caracteriza pela diversidade de público. Desde famílias inteiras a jovens mochileiros, a ilha encanta qualquer um. Saindo do porto de Pireus, o tempo gasto até a ilha é de cinco horas de ferryboat e três horas nos barcos rápidos.
Mikonos, que significa “ilha branca”, pertence ao grupo das Cíclades – assim chamadas as ilhas que formam uma espécie de circunferência à volta de Delos, ilha sagrada dos gregos no Mar Egeu.
Mikonos, a mais famosa das ilhas da Grécia, recebe visitantes há mais de meio século. As ruas estreitas formam uma espécie de labirinto.
Os bem preservados moinhos acrescentam um sabor de cultura e costumes, ainda mais reforçados por museus e o histórico sítio arqueológico em Delos, pequena ilha sob a jurisdição de Mikonos, a apenas 2 km a oeste da ilha. O lugar é facilmente alcançado por meio de excursões diárias que partem do porto principal e de algumas das praias mais movimentadas.
Chora é a capital e, logo ao chegar, seu imaginário do que é uma ilha grega tem as expectativas preenchidas: o mar azul de cor incrível, transparente, areia clara e peixes nadando à sua volta, além das típicas casinhas brancas de portas e janelas azuis. A vontade, muitas vezes, é ficar somente contemplando o visual.
Ao desembarcar no porto, prepare-se para ser abordado por uma série de guias locais que oferecem todos os tipos de serviços possíveis: transporte para as praias da ilha, alojamento e pacotes de passeios para um dia. Caso não tenha nada programado, aproveite para comparar os preços e checar o que cada serviço oferece. São comuns em todas as ilhas gregas ofertas desse tipo de serviço no desembarque dos barcos. A maior parte deles é confiável.
De toda forma, o ideal é ter reserva efetuada em algum hotel, albergue ou “casas de locais” que são alugadas durante o verão – e que oferecem a infra-estrutura necessária, apesar de pouco conforto. A maior parte dos hotéis e albergues disponibiliza serviço gratuito de traslado que sai do porto ou do aeroporto. É importante checar esses detalhes na hora da reserva.
Uma curiosidade: os albergues nas ilhas se assemelham às pousadas brasileiras. Os banheiros não são compartilhados, o café da manhã é incluso em alguns deles e os melhores têm ainda uma piscina para relaxar no final da tarde.
Praias
A diversidade e a quantidade de praias em Mikonos são suas principais características. Vale a pena alugar uma motoneta ou um carro para poder explorar as praias mais escondidas e desertas. Há opções para todas as idades e gostos. A Praia de Elia é a mais longa e povoada da ilha. As dezenas de guarda-sóis, cadeiras ou espreguiçadeiras espalhadas por toda a extensão da areia são disputadas pelo grande número de turistas no verão – e são pagas. É importante sempre checar com antecedência o preço de cada item para evitar abusos.
A Praia Platys Gialos é o destino preferido das famílias que vão visitar a ilha por sua excelente infraestrutura turística. Como de praxe por lá, a fantástica cor do mar pode ser observada no alto do caminho que leva à praia.
Sempre movimentada, conta com bons restaurantes – e os guarda-sóis e espreguiçadeiras também podem ser alugados. Outra praia “familiar” é a Agios Stefanos, que fica ao norte da cidade.
Se você quer paz e tranqüilidade, também vai encontrar em Mikonos: algumas boas opções são Agrari, Ftelia, Panormos e Angios Sostis. Apesar de menos concorridas, todas oferecem um barzinho ou restaurante para beber e comer algo. Uma boa dica é perguntar aos locais se há ainda outras belas praias na região. Eles explicam como se chega lá e você pode descobrir a praia dos seus sonhos.
Agora, se quer entender por que Mikonos é famosa por suas baladas, então o seu destino deve ser a Praia Paradise. A mais popular da ilha tem a origem do nome nos hippies e mochileiros que a descobriram na década de 1960. Como em outras, o nudismo é permitido.
Essa bela praia de grande extensão oferece infraestrutura voltada para o público jovem, com festas que duram o dia todo. As baladas na beira da praia lembram um pouco aqueles hotéis de Porto Seguro (BA), com música alta, muita gente bonita e agitação. As praias Paraga e Super Paradise também agradam aos festeiros. A última é a única das três que não tem boas opções de acomodação.
Onde você não pode deixar de ir
Aproveite para visitar uma das 360 igrejas que existem em Mikonos. Uma missa típica da Igreja Ortodoxa Grega é diferente e bonita de ser vista pelo menos uma vez. A Igreja de Parapotiani é linda e merece uma olhadinha.Se quiser fugir das ruas mais movimentadas, vá até Ano Mero, que fica a 8 km do centro de Mikonos. Uma pracinha cercada por restaurantes e com famílias passeando – lembra um pouco uma cidade do interior brasileiro.
Os simpáticos e hospitaleiros donos dos restaurantes criam um clima agradável para você degustar a deliciosa comida que lá é servida e por um preço razoável. Sentar embaixo daquelas árvores, acompanhado de um bom vinho típico, pode ser a melhor opção para uma noite calma e romântica.
O centrinho da ilha, em Chora, também deve ser visitado, já que é servido pelos melhores restaurantes e lojas de artesanato e de roupas, entre outros. O point preferido dos turistas costuma ficar lotado nos meses de julho e agosto. Há muita gente bonita e italianos por todos os lados.
Você pode jantar nos arredores do porto e ir para algum clube ou boate ali próximo mesmo. Se busca algo mais sofisticado, não deixe de freqüentar os bares ao redor da Enaplon Dinameon, como o Celebrities ou o Aroma.
Atrações e curiosidades
Uma antiga celebridade, o pelicano Petro, foi a mascote oficial de Mikonos durante muitos anos. Encontrada após uma tempestade em 1954, a ave abandonou sua migração anual para se tornar um e residente local. Depois de mais de 30 anos tendo a ilha como casa, Petro morreu. A perda foi tão profundamente sentida por todos que um substituto foi logo encontrado e a tradição, restabelecida.
Muito mais antigos, os moinhos são, desde o século 16, um dos mais reconhecidos marcos de Mikonos. Devido à sua posição geográfica, a ilha estava na rota do comércio marítimo entre a Europa e a Ásia. A necessidade de refinar grãos e compactá-los para o transporte, combinado com um amplo fornecimento de vento, fez de Mikonos a localização perfeita – com a chegada da industrialização, a importância dos moinhos começou a diminuir e muitos foram desativados. O Boni Mill é um dos melhores exemplos de um moinho do século 16 e está localizado no lado leste da ilha. A fábrica foi mantida e funciona normalmente, demonstrando a queima de madeira no forno.
Já a parte mais ocidental que encontra o mar é conhecida como “pequena Veneza”. Os edifícios foram construídos nas beiradas, com as varandas fazendo sombras na água. Durante os séculos 16 e 17, a pirataria era comum e acredita-se que essa área era utilizada para a necessária e rápida carga e descarga de mercadorias. Aproveite para assistir ao pôr-do-sol em um dos barzinhos locais. É uma experiência e tanto.
Santorini
Santorini forma com Mikonos a dupla das ilhas gregas mais conhecidas entre as Cíclades. Com uma beleza única e diversa, é parada obrigatória para quem vai à Grécia. O exuberante mar azul se mistura com as imponentes montanhas de origem vulcânica. Tudo isso se completa com o famoso pôr-do-sol em Oia.
Da mesma forma que em Mikonos, o fluxo de barcos com destino a Santorini que saem de Pireus é intenso e com horários variados. No barco noturno, o percurso dura cerca de 11 horas, pois pára de ilha em ilha. Se prepare para a viagem caso vá de classe econômica: as cadeiras são extremamente desconfortáveis e o ar-condicionado pouco funciona. Mas há três ou quatro opções de barcos velozes diários, que demoram somente quatro horas. O preço também é bem diferente.
Santorini e as ilhas em volta são fruto de sucessivas erupções de vulcões submersos. A primeira teria ocorrido há cerca de 80 mil anos e deu origem a uma ilha circular. A segunda, datada de 1.450 a.C., criou uma grande cratera no centro dessa ilha e foi a razão da formação do arquipélago que tem Santorini como a maior porção de terra. A principal vila é Thera (ou Fira), também centro turístico. Belas praias são encontradas em Perissa, Kamari, Perivolos, Vlihada e Red Beach.
Em Perissa, Fira e Oia você encontra toda a infraestrutura necessária. Hotéis, albergues, restaurantes, mercados e farmácias, além de agências de turismo que organizam os passeios existentes.
Semelhante a Mikonos, os turistas são abordados por guias locais na saída do porto, que oferecem acomodações, transporte e passeios. Há ônibus que ligam as duas partes da ilha. Fira (com vista para caldeiras vulcânicas) fica de um lado e Perissa (região das praias) do outro, mas para se chegar a ambos os lados é necessário algum tipo de transporte. Logo na saída do porto, há agências para aluguel de motoneta e carro. Vale a pena para se chegar às praias mais distantes, já que o transporte público é demorado.
A Praia de Perissa é uma das mais populares da ilha e as areias negras revelam sua origem vulcânica. Para entrar no mar é necessário um bom par de chinelos ou papete, já que as pedras estão presentes em toda a parte. A “areia” é formada por pequenas pedrinhas, que machucam um pouco os pés.
Há uma série de bares e restaurantes na orla de Perissa que oferece os mais variados tipos de comida, a preços diversos. Os guarda-sóis e espreguiçadeiras estão presentes em toda a extensão da praia e, a princípio, devem ser pagos. Mas tente pechinchar coma garçonete alegando que irá consumir algo no bar, que não sabia que era pago... e dessa forma pode conseguir um bom desconto.
Ao circular pela ilha de um lado para outro, tenha na máquina fotográfica um cartão de memória de grande capacidade: a vista é lindíssima e única. Um exemplo é o pôr-do-sol em Oia, tido como um dos mais belos do mundo, em que o azul do mar e as belas casinhas brancas gregas compõem o “quadro” de um tom laranja avermelhado.
As “vagas” para assistir ao crepúsculo são disputadíssimas. É bom chegar cedo para conseguir um lugar estratégico. Há bares em que se pode sentar, acompanhado de um bom vinho, e assistir ao espetáculo. Mas ficam logo lotados. Ao final, todos batem palma para agradecer à natureza pelo presente que acabaram de receber.
Em Santorini, há mais de 250 igrejas com cúpulas e portas azuis. Uma das mais belas é a Anastasis, em Oia (pronunciá-se “ía”), uma vila charmosa e chique. Butiques, hotéis luxuosos, lojas que vendem roupas de estilistas locais e jóias de prata, além de simpáticos e coloridos bares e restaurantes, espalham-se pelas estreitas vielas.
Rumo à caldeira
Há vários passeios de um dia que podem ser feitos nos arredores de Santorini. O mais conhecido deles é o que visita a caldeira vulcânica. Fique atento ao comprar as excursões, pois a diferença de preço pode ser até três vezes maior. Os hotéis e albergues costumam vender os passeios, mas opte pelas agências organizadoras que estão espalhadas pelas ruas das principais vilas. O passeio é lindíssimo e vale a pena fazê-lo.
O tour é uma excelente opção para quem deseja visitar todos os importantes pontos turísticos de Santorini em um dia. A partir do antigo porto de Fira, a primeira parada será para conhecer a cratera de Nea Kameni. Prepare as pernas, pois o percurso até o topo das montanhas vulcânicas é um pouco longo. Não esqueça o protetor solar e um boné ou chapéu. A vista é incrível e você ainda observa a cratera pela qual ocorriam as erupções no passado.
De volta ao barco, o próximo destino são as águas quentes do Palea Kameni, onde é possível nadar. Acredita-se que a lama que fica no fundo das águas é medicinal e muitos se arriscam a fazer uma máscara no rosto por alguns minutos. Em seguida, a ilha de Thirassia é a próxima parada para almoço, banho de mar e visita à vila de Manolas. O passeio termina no porto de Oia. Lá você pode se decidir entre continuar a viagem pelo navio ao porto de Fira ou ficar em Oia para visitar a vila e apreciar o famoso pôr-do-sol.
A subida para a vila pode ser feita a pé ou montado em mulas. Os animais sobem os quase 600 degraus com os turistas no lombo, ajudando os mais preguiçosos e dando um pouco de aventura ao passeio. De toda forma, o preço do percurso, que dura cinco minutos no máximo. A subida a pé também pode se transformar em um belo passeio, sem pressa, com fotos tiradas em todos os mirantes. O dia se completa com o espetáculo do pôr-do-sol em Oia. De lá, partem os ônibus que levam de volta à porta da agência de turismo.
Gastronomia grega
Come-se muito bem na Grécia. Os sabores especiais da culinária grega fazem o país distinguir-se por sua cozinha. Ao contrário do que se pensa, ela não se resume ao mussaká ou à salada horiátiki. Apresenta uma grande variedade de pratos que agrada tanto aos comedores de carne como aos vegetarianos. Aliás, as coisas não poderiam ser de outro modo no país que deu à luz o primeiro livro de receitas na história. Arquestratos foi quem o escreveu, deixando claro que a culinária é um sinal de civilização. E a tradição gastronômica da Grécia tem mais ou menos 4 mil anos.
A culinária grega tem quatro segredos: os ingredientes frescos e de boa qualidade, o uso correto das ervas aromáticas e das especiarias, o famoso azeite local e a simplicidade. Portanto, é comum sentir o tempero dos pratos à base de orégano, tomilho, hortelã ou alecrim.
Não deixe de provar os queijos gregos, especialmente o féta. Procure pedir por um destes pratos típicos: spanakópita (torta folhada de espinafre), keftedes (bolinhos de carne) ou dolmadakia me rizi (charutinhos de folhas de uva com arroz). Para a sobremesa, prove o galaktobúreko (torta de leite).
Na hora da pressa, você pode aproveitar a mais famosa comida grega do mundo, o tal “churrasquinho grego”. Lá eles chamam de gyros ou kebab (devido à proximidade com a Turquia). Os suculentos espetos de carne, frango ou porco são enrolados no pão sírio, formando um cone, e o tempero é à base de iogurte e salada. A combinação com uma boa cerveja grega é ideal para uma alimentação rápida e saborosa.
Dica final: aprecie um copo de ouzo (aguardente de uva forte, com gosto de anis) ou de vinho, acompanhado de um fresco polvo grelhado, sentado na sombra de uma árvore numa pequena taberna à beira-mar, em uma das ilhas do Mar Egeu. Sinta, respire e saboreie a Grécia de todos os deuses.
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