Conheça a diversidade de monumentos históricos em Budapeste
Prédios antigos e robustos, monumentos e praças com motivos históricos e castelos de dimensões impressionantes não deixam esconder a história de Budapeste, cidade que se tornou conhecida no Brasil por ser cenário do livro homônimo de Chico Buarque, que ganhou uma versão cinematográfica. A capital da Hungria passou por inúmeras destruições e reconstruções, que começam com a invasão dos mongóis no século 13, passam pela tomada pelos turcos otomanos em 1541 e terminam em ruínas deixadas pelo domínio soviético que durou de 1945 a 1900.
É devido à diversidade de povos que passaram por lá que a cidade conta tanta história, em ambas as metades separadas pelo Rio Danúbio, unificadas em 1873. O rio divide o lado mais clássico e residencial, Buda, da cosmopolita e animada Peste, com uma largura que se mantém em torno de 800 metros. Apesar de não ser azul como na música de Strauss, o Danúbio complementa a cidade com cruzeiros que dão vista para os principais monumentos da cidade e ainda permite a criação de pontes belíssimas. São nove ao todo, e a primeira a ser construída, a Ponte das Correntes (Széchenyi Lánchíd), é uma das favoritas dos estrangeiros e fica completamente iluminada à noite.
No lado mais clássico do Rio Danúbio, Buda, algumas construções históricas são passagem obrigatória de quem vista a cidade. A começar pelo Palácio Real, um dos maiores cartões-postais, que fica bem à margem do rio, enfeitando-o com sua grande cúpula esverdeada. Construído na Idade Média, a última grande reforma ocorreu em 1790. Entre as muitas atrações no sue interior, há a Galeria Nacional Magyar Nemzeti, principal museu da cidade, que reúne pinturas, moedas e diversos outros objetos relacionados à história húngara, somando cerca de 100 mil artefatos.
O Palácio fica no topo do Morro do Castelo (Várhegy), um dos lugares mais bonitos da cidade, que concentra as principais atrações turísticas. Lá o visitante encontra igrejas – como a Maria Madalena (Kapisztrán ter), que possui 24 sinos que tocam a cada trinta minutos – e praças, como a Szentháromság ter, que abriga o maior símbolo católico da cidade, a igreja Mátyás-Templom, construída no século 13. Isso, sem falar na vista ampla dos dois lados do Rio Danúbio.
A fervura de Peste
Peste é o lado moderno da capital. Reúne bares e discotecas em meio aos prédios históricos e cafés charmosos, que são passeios típicos. Só que, diferente da vizinha Buda, no outro lado as atrações são mais espalhadas. Para conhecer todas, é necessário usar o sistema de transporte público: as linhas de ônibus, metrô e bonde cobrem a cidade inteira e não é tão difícil quanto parece mesmo com a língua estranha que se fala no país, o húngaro. Pode ser até uma aventura interessante – o metrô, por exemplo, é um dos mais antigos da Europa e preserva estações e vagões bem tradicionais.
Há pelo menos quatro prédios em Peste que o visitante não pode deixar de conhecer. O Parlamento Húngaro, à beira do Danúbio, compete com o famoso Parlamento Inglês. Sua arquitetura mistura os diversos estilos vigentes em seu período de construção, entre 1884 e 1902, e ele é um dos maiores parlamentos do mundo. Possui 96 metros de altura, 268 de largura, dezenas de torres, 691 salas e tem apenas 10% de seu espaço usado pelos parlamentares.
Outro prédio monumental é a Magyar Allami Operaház, uma enorme construção renascentista ornada com afrescos de famosos artistas húngaros. Se possível, assista a algum espetáculo lá, que pode ser ópera, concerto ou show de dança.
Em Peste fica também a maior igreja da cidade, a Basílica de São Estevão. Seu interior é praticamente um museu de arte, reunindo também pinturas e esculturas de grandes artistas do país.
A Nagy Zsinagóga é outra atração imperdível: a maior sinagoga da Europa abriga um museu sobre a história e tradição judaicas e sedia festivais especiais que celebram esse povo, presente em peso em Budapeste. No último domingo de agosto, por exemplo, ocorre o Festival Judaico de Verão, que promove concertos, óperas, filmes israelenses e exposições de arte.
Pontos Turísticos
Peste é lugar também da famosa Praça dos Heróis (Hösök Tere), com a emblemática coluna de 36 metros de altura rodeada de estátuas equinas construída para celebrar o aniversário de mil anos da Hungria, que se comemorou em 1896, honrando seus heróis. Na praça, estão instalados também o Museu de Belas Artes e a Galeria de Arte.
Perto dali, outro ponto turístico muito procurado: o Parque Municipal Városliget, que concentra, além da natureza, atrações como museus e restaurantes. O principal parque da cidade tem um lago, no qual é possível passear de barco, e até uma pista de patinação no gelo. Essa oposição relaciona-se à grande diferença entre as estações do ano nessa região: invernos gélidos (de novembro a março) e verões muito quentes (julho e agosto). Apesar de ter um outono muito atraente, como é de praxe na Europa, a melhor estação para conhecer Budapeste é a primavera, entre abril e junho.
Além de a cidade ficar mais florida e o céu perder o cinza, na primavera dá pra aproveitar bem outra atração muito famosa da capital húngara: os banhos públicos realizados em termas enormes. Algumas são frias e outras naturalmente quentes, com águas vulcânicas que podem chegar a 40°C. Há piscinões públicos lotados e termas mais reservadas e elegantes, como as do Hotel Gellért, em Buda. Lá, o visitante pode escolher entre as alas mistas, que possuem grandes e elegantes piscinas com águas quentes e frias, e as alas separadas por sexo, onde a coisa é mais radical: as pessoas ficam completamente nuas e a água é escaldante.
Além dos passeios turísticos, Peste é onde o visitante encontra a vida noturna mais animada. Diferente de muitos países europeus, lá as baladas não têm hora para acabar e as bebidas são baratas – ao menos enquanto a moeda local ainda for o desvalorizado forint – quando mudar para o euro, o que deve ocorrer em alguns anos, tudo se tornará mais caro.
Vale muito a pena curtir os bares instalados em ruínas, as casas noturnas em porões de navios e outras opções malucas, a maioria delas seguindo o costume da entrada grátis. E o povo de Budapeste, menos acostumado a receber turistas do que em demais capitais europeias, costuma ser bem receptivo – inclusive no esforço para entender pedidos em um bar ou direções em um táxi. Entre um passeio e outro, também é essencial descansar em um dos típicos cafés ou delicatessens, como o Európa Kávéhaz e o Komedias Kávéhaz. Porque, em Budapeste, a ideia é essa mesmo – bater perna de dia, para conhecer o máximo de atrações possível, relaxar no fim da tarde, em um café ou terma, e cair na noite alternando entre as muitas baladas da animada capital húngara.
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