Israel surpreende pela mistura de tradição e modernidade e muitas opções de entretenimento
Em Israel, as noites de sexta são caracterizadas pela ausência de carros nas ruas e pelas lojas e restaurantes fechados. Na mais importante cidade e capital do país, Jerusalém, uma multidão se concentra, nesse período, em um dos lugares mais famosos do mundo: o Muro das Lamentações. O local é sagrado para o judaísmo por se tratar do vestígio mais próximo do Templo Sagrado, destruído em 70 d.C.
A apenas alguns metros de lá estão também outros dois importantíssimos símbolos religiosos: o Santo Sepulcro, local da ressurreição de Cristo para os católicos, e o Domo da Rocha, onde, segundo os muçulmanos, Maomé fez uma viagem para o céu. São justamente as construções históricas e sagradas que fazem de Jerusalém um destino especial.
Israel, com apenas 450 km de comprimento e 120 km de largura, consegue reunir mais de três mil anos de história. A pequena área torna o país fácil de ser explorado – em cerca de seis horas dá para atravessá-lo de norte a sul. No entanto, engana-se quem pensa que por causa do tamanho há pouco o que ver. Israel concentra paisagens das mais variadas.
Na parte central ficam Jerusalém e Tel Aviv. No sul, o balneário de Eilat, famoso pelas praias, pela badalação e pelas atividades aquáticas; a leste está o deserto da Judeia, região do Mar Morto, e no norte estão as disputadas Colinas de Golan, a sagrada Nazaré, o Mar da Galileia e o Monte Hermon que, a 1.296 metros acima do nível do mar, abriga uma estação de esqui. Além do contraste de paisagens, o país surpreende também pela mescla de tradição e modernidade.
A cidade de calcário
Jerusalém é a cidade mais visitada por sua importância histórica, religiosa e política. Além disso, o cenário também é responsável por todo o encanto e magia contidos na região. O dourado da famosa cúpula do Domo da Rocha sobressai na tonalidade bege que domina a cidade. Pela lei, todas as construções devem ser em rocha calcária, o que torna Jerusalém uma das mais peculiares cidades do mundo.
Quem fizer o trajeto do norte do país a Jerusalém terá um passeio recheado de história. Passa-se por Samaria e pelo deserto da Judeia, onde moradias beduínas e rebanhos de cabras e ovelhas fazem os visitantes voltarem no tempo. No trajeto, pega-se também a estrada de Jericó, por onde era transportado o sal no período da invasão romana na região.
Jerusalém impressiona pela maneira como reúne a história e a cultura de três religiões: judaísmo, cristianismo e islamismo. Com apenas um quilômetro quadrado de área, a Cidade Antiga, cercada por muralhas, é dividida em quatro quarteirões (judaico, cristão, muçulmano e armênio), acessados por sete portões. Ali é incrível a mistura de pessoas de diversas crenças e a variedade de manifestações religiosas. As muralhas que cercam a parte antiga são do século 16 e estão localizadas entre três leitos de rio que dão proteção natural à cidade. A história está por todos os cantos, o que faz da área um grande museu a céu aberto.
A história de Jerusalém remete aos períodos da construção e reconstrução do Templo. Assim, em meio à Cidade Antiga, o visitante se depara com escavações que mostram ruínas do período do Primeiro Templo, construído há cerca de três mil anos e destruído pelos babilônios em 586 a.C. O santuário foi erguido onde hoje está a Cidade de Davi, parque arqueológico próximo à cidade velha, que vale conhecer por trazer a história de Jerusalém e dos judeus dos tempos bíblicos. Setenta anos após a destruição do Templo, os judeus que voltaram do exílio reconstruíram-no. Foi reformado por Herodes e destruído novamente em 70 d.C. pelos romanos.
As ruínas da Esplanada do Templo podem ser visitadas no quarteirão judaico de Jerusalém. Lá estão vestígios como as áreas para banho (mikvê), as portas dos mercados, paredes e pisos. O interessante é que as visitas a esses locais tão antigos são complementadas por modernos filmes explicativos ou maquetes interativas. Na Esplanada do Templo, além de um filme, há uma apresentação computadorizada que mostra em 3D a área no período antigo.
No mesmo quarteirão fica o Kotel, como é chamado o Muro das Lamentações em hebraico. É sagrado por ser a parte remanescente mais próxima do Templo. Está cheio de gente em todas as horas, mas é no Shabat, dia de descanso no judaísmo (vai do pôr do sol de sexta-feira até o pôr do sol de sábado) que o Kotel tem lotação máxima.
Normalmente, o burburinho das rezas de dezenas de judeus ortodoxos mistura-se à intensa cantoria dos festejos de Bar Mitzvas (maioridade religiosa, que começa aos 13 anos para os meninos e aos 12 para meninas). Entre as pedras do muro, milhares de papeizinhos com rezas e pedidos em todas as línguas completam o cenário de fé do Muro das Lamentações. Para conhecer mais, vale a pena visitar os túneis do Kotel, onde se observa todo o comprimento original do muro, hoje subterrâneo. O passeio ocorre sobre os arcos construídos para que a cidade chegasse ao nível da montanha. Mesmo os mais céticos conseguem sentir a energia de caminhar sobre pisos intactos construídos há dois mil anos e de se aproximar do Templo, local de forte devoção por um longo período da história.
No mercado, pechinche
Outro passeio imperdível é pelo souq, o mercado árabe da Cidade Antiga. Não se espante se tiver a impressão de já tê-lo visto em algum lugar. É o típico mercado de filmes e novelas. Entre o grande emaranhado de ruelas acha-se uma variedade de artigos orientais e souvenires. Desde anéis, pulseiras e pingentes até belas pashminas, bolsas coloridas, almofadas, tapetes e narguilés.
E pechinche sempre. O preço de um anel chega a cair de US$ 40 para US$ 10. Ao perguntar o preço de um item, o vendedor provavelmente lhe questionará quanto você quer pagar. Se ele não aceitar o preço sugerido, diga que vai à loja ao lado. O comerciante rapidamente o encontrará lá e venderá o item pelo preço desejado. Mas jamais negocie um valor se não pensa em comprar o produto. Isso deixa os vendedores extremamente irritados.
Na área cristã, o principal passeio é ir ao Santo Sepulcro, o último dos 14 pontos percorridos pelos cristãos na Via Crucis. Construída em 326 por ordem do imperador Constantino, a Basílica do Santo Sepulcro é marcada por reconstruções. A estrutura atual é da época dos cruzados, do século 12, pois ela foi destruída pelos persas no ano 614 e pelo califa Al Hakim, em 1009. Ao entrar na igreja, você se depara com uma pedra onde estão penduradas lâmpadas que indicam o lugar onde Cristo foi lavado antes de ser enterrado. Dentro da Basílica do Santo Sepulcro estão também o calvário, onde Jesus foi crucificado, e o túmulo de Cristo, local de grande importância que emociona os peregrinos – que também incluem no roteiro as históricas basílicas de Nazaré e a da Natividade, em Belém.
Do pátio, é possível observa fiéis de diferentes religiões. Enquanto cristãos oram e se emocionam ao ver pela primeira vez locais tão sagrados, ouve-se o som da mesquita em frente convocando os muçulmanos para a oração. O pátio do Santo Sepulcro, sempre vigiado por soldados israelenses, leva ao souq, completando a fascinante mistura de culturas em Jerusalém.
Apesar dos vários atrativos da parte antiga, a cidade nova não deve ser deixada de lado. Bem movimentada, conta com modernos hotéis, shoppings, bairros residenciais de alto padrão e áreas comerciais, como a turística Rua Ben Yehuda. No calçadão estão cafeterias, lojas de roupas e de souvenires, casas de câmbio e lanchonetes com comidas típicas. É o local ideal para passear em um fim de tarde e comer um sanduíche de falafel (bolinhos de grão-de-bico com homus, tahine e sa-lada) ao som das músicas dos vários artistas de rua que se apresentam por lá.
A comida em Israel é, em sua maioria, kosher, ou seja, segue leis alimentares do judaísmo. Entre elas, estão a proibição de comer carne e qualquer laticínio na mesma refeição. Assim, será difícil encontrar um cheeseburger ou um espaguete à bolonhesa com queijo ralado nos restaurantes. No Mc Donald’s, os sanduíches originalmente vêm apenas com a carne, mas, por se tratar de uma rede internacional, há a opção do queijo como extra. Lembre-se: em Jerusalém, o dia de descanso, o Shabat, vai do entardecer de sexta-feira até o fim da tarde de sábado. Nesse período, é impossível encontrar estabelecimentos comerciais abertos. Os ônibus também param e poucos táxis rodam.
Programe-se para fazer passeios a pé pela cidade. Uma vez em Israel, você perceberá que não precisa se preocupar com a segurança. As ruas e pontos turísticos são vigiados por soldados bem treinados. Na entrada de locais como o Muro das Lamentações, shoppings, estações de trem e rodoviárias é feita uma revista em bolsas e sacolas. Mas nada além daquela feita no Brasil no acesso às agências bancárias.
Jerusalém à vista
Uma opção para o Shabat é tirar o dia para observar as vistas da cidade. Jerusalém tem construções em três colinas que, além de pontos importantes, trazem um atrativo a mais: mirantes, de onde se tem um panorama inesquecível da cidade monocromática.
Uma das colinas abriga Israel, a outra, a Universidade Hebraica, e a terceira, o Knesset (Parlamento), que só abre para visitação aos domingos e às quintas. O edifício moderno, de 1949, é cercado pelo Jardim das Rosas e pelos prédios dos ministérios e do Banco Central.
O Museu de Israel tem um acervo bastante rico: conta, por exemplo, com uma coleção de pergaminhos do Mar Morto, escritos entre o século 20 a.C. e o século 10 d.C., considerados os mais antigos manuscritos bíblicos do mundo. Na parte externa do museu também é interessante ver a imensa maquete que reconstitui a Jerusalém da época do Segundo Templo (536 a.C a 70 d.C). Ao observar a maquete, dá para entender como eram as construções no período e relacioná-las com as ruínas vistas na Cidade Antiga. Também vale a pena visitar o jardim das esculturas, com obras de Picasso e a famosa escultura Ahava, que significa “amor” em hebraico.
Outro museu obrigatório em Jerusalém é o Yad Vashem, ou Museu do Holocausto, um complexo que conta a história do holocausto e uma área externa com diversos memoriais. A parte interna tem um rico acervo de vídeos, imagens, fotos e objetos que trazem à tona o sofrimento dos perseguidos pelo regime nazista. Na área há também a Sala da Memória, o Museu de Arte do Holocausto, muitas esculturas e o imperdível Memorial das Crianças. A instalação é montada de modo bastante curioso e impactante.
Dia de beduíno
Como é uma cidade bem central, de Jerusalém dá para seguir para outros pontos do país sem gastar muito tempo. A cerca de meia hora, para o leste, fica o Mar Morto e a montanha de Massada, no deserto da Judeia, onde dá para se divertir em passeios sobre dromedários.
Cercada de penhascos e de terreno irregular, Massada era uma fortaleza judaica no período dos macabeus (cerca de 150 a.C. a 76 a.C.) e foi ampliada e reforçada por Herodes, rei da Judeia, no período de 37 a.C. a 31 a.C. Lá foram estabelecidos grandes palácios, cisternas, estoques para comida e casas de banho inclusive com aquecimento. Em 73 d.C., os romanos destruíram Massada após a conquista de Jerusalém. Diz-se que ao saberem da aproximação do exército romano, os cerca de 960 judeus que habitavam a fortaleza, fugidos da capital, praticaram suicídio coletivo para não serem torturados ou escravizados pelos invasores.
As ruínas de Massada podem ser acessadas por um teleférico, mas grande parte dos visitantes prefere ir por uma trilha íngreme construída pelos romanos para invadir a fortaleza. Para percorrer o trajeto, chegue bem cedo, leve muita água (caminhar no deserto não é fácil) e fuja do sol do meio-dia. Uma boa é se programar para assistir ao nascer do sol do alto da montanha. Além de a temperatura de madrugada ser mais agradável, a vista vale o esforço. Vê-se o amarelado quase infinito do deserto rompido apenas pelo azul do Mar Morto ao fundo, quase na linha do horizonte.
Depois da visita às ruínas, o roteiro indica o Mar Morto que, situado 411 metros abaixo do nível do mar, é o ponto mais baixo do planeta. É bem divertido flutuar nas águas mais salgadas do mundo. No entanto, deve-se tomar alguns cuidados, como entrar de chinelo para não se machucar com as pedras de sal ao fundo e não permanecer mais de quinze minutos na água. Aproveite o momento relax para se lambuzar com a lama preta medicinal da região e visitar as lojas de cosméticos que vendem ótimos produtos feitos com lama do Mar Morto. Quem preferir um tratamento intensivo pode ficar em um dos vários spas ou nos luxuosos hotéis à “beira-mar”.
Galileia
Outra região que vale visitar é a Galileia, compreendida entre as fronteiras com o Líbano, Jordânia e Síria. Ela é extremamente sagrada não só para judeus como para cristãos, já que foi palco de três importantes acontecimentos bíblicos: o Sermão da Montanha, a multiplicação dos pães e dos peixes e a caminhada de Jesus sobre as águas do Mar da Galileia – que, na realidade, é um imenso lago situado a 216 metros abaixo do nível do mar. O Lago Kinneret, como é chamado na Bíblia, ganhou a classificação de mar, pois, em certos períodos do ano, os ventos são tão fortes que fazem levantar ondas de cerca de quatro metros de altura.
A paisagem do Mar da Galileia é repleta de barcos de madeira, usados como parte da peregrinação cristã. Naquelas margens, em 1986, foi encontrado um barco de madeira datado do século 10. Hoje, os visitantes podem ver o chamado “barco de Jesus” no museu judaico do Kibutz Ginosar, a noroeste do Kinneret.
Próximo ao kibutz, na margem oeste do Mar da Galileia, fica Tibérias que, com suas 17 fontes naturais de água quente, foi fundada pelos romanos no ano 18 para ser o que hoje chamamos de spa. Destino conhecido há quase dois mil anos, a cidade conta com luxuosos hotéis, o que a torna uma boa opção para se hospedar e conhecer as várias atrações da região.
Um exemplo é Tzfat, uma das quatro cidades sagradas de Israel (junto com Jerusalém, Hebron e Tibérias), que passou a ter importância no século 16, quando ocorreram novas colonizações na região. Foi lá que se estabeleceram importantes rabinos, principalmente os que estudavam a cabala. Hoje, Tzfat é conhecida pelo mis-ticismo e pela concentração de artistas.
Graciosa, tem várias ruelas e casas de pedra com portas em azul-celeste (a cor é um dos símbolos da cabala). Vale conhecer as sinagogas no bairro judaico. A mais antiga delas, Abuhav, muito visitada, data do século 16. Faça um passeio também no bairro dos artistas, onde as ruas de pedra abrigam diversas lojas de artesanato, que vendem souvenires, produtos de papel machê e quadros pintados a óleo.
Ainda no norte, dá para seguir até a costa do Mar Mediterrâneo, cheia de atrações. Mesmo tendo de atravessar o país, não se preocupe: são apenas 70 km para percorrer desde Tzfat. Nessa costa oeste, o mar que banha países como a Turquia, Egito e Croácia é responsável por formar uma das mais belas paisagens de Israel: Rosh Hanikrá, na fronteira com o Líbano. O cenário tem uma imensidão de grutas moldadas pela força do Mediterrâneo. Dá para visitá-las e explorar o interior das cavernas por caminhos com grande infra-estrutura. Os visitantes se divertem se molhando com os sprays d’água que chegam com as ondas. Para conhecer as grutas, pega-se um teleférico de onde se tem uma bela vista da imensidão do mar. Mas para ver a paisagem com calma, uma sugestão é almoçar no restaurante próximo ao teleférico. Envidraçado, come-se bem com a vantagem de estar rodeado pelo azul do Mediterrâneo.
Haifa e Cesareia
Depois de Rosh Hanikrá, siga em direção a Haifa, cidade portuária que tem como principal atração os belos jardins Baha’i. No caminho dá para passar em Akko, rodeada por muralhas da época dos cruzados, e visitar algumas das construções históricas, como a Mesquita El Jazzar e a Fortaleza de Akko, usada como prisão durante o governo inglês em Israel.
Haifa é conhecida pela mistura de religiões e de bairros antigos e modernos. Apesar de abrigar muitas mesquitas e igrejas, o programa obrigatório na cidade é visitar o Centro Mundial da Fé Baha’i, religião independente, com leis próprias e escrituras sagradas, surgida na antiga Pérsia, hoje Irã, em 1844. O complexo, que abriga o belo Templo do Bab, impressiona pela grandiosidade e pelo paisagismo dos Jardins Suspensos. O quase um quilômetro percorrido ao longo do jardim traz uma vista espetacular, formada pelo verde dos gramados, o cinza da cidade e o azul do mar ao fundo. A visita ocorre apenas em grupo e guiada por um seguidor da fé Baha’i. O jardim é uma das poucas atrações recentes em Israel. Ficou pronto em 2001, 14 anos depois de ser idealizado. Ainda na costa do Mediterrâneo estão as ruínas da cidade romana de Cesareia, a segunda maior atração turística de Israel depois de Jerusalém. Fundada no século 10 a.C. pelo imperador Herodes, recebeu esse nome em homenagem ao imperador César Augusto. Expandiu-se nos séculos 20 e 30 e tornou-se uma das mais importantes da parte oriental do Império Romano.
Reserve um dia inteiro para o passeio. O complexo de ruínas é extenso e há muito o que ver, além do belo cenário formado pelo azul do Mediterrâneo que margeia as construções. São imperdíveis as ruínas do aqueduto de 10 quilômetros que trazia água do Monte Carmel para a cidade; a casa de banhos do século 40; o hipódromo para as corridas de bigas e cavalos, e o anfiteatro romano, onde ainda hoje são realizados espetáculos e concertos devido à sua acústica perfeita. E assistir ao pôr do sol de Cesareia, com a luz baixando em meio ao mar e à imensidão das ruínas milenares, é uma atração à parte.
A cosmopolita Tel Aviv
Outra cidade que está na faixa do Mediterrâneo é Tel Aviv, centro econômico e cultural de Israel. Depois de conhecer tantas atrações históricas, ela é uma surpresa: uma típica metrópole, com shoppings, arranha-céus, muitos bares, restaurantes e uma vida noturna intensa. Durante o dia, a extensa praia é bastante animada, com gente de todas as idades fazendo exercícios, jogando frescobol ou passeando com os cachorros pelo calçadão.
Tel Aviv foi fundada em 1909 nos arredores de Yafo, cidade portuária com mais de quatro mil anos de história. Em 1950, as duas foram fundidas em um único município: Tel Aviv-Yafo. No passeio pelo Centro Histórico de Yafo passa-se por ruelas do pitoresco quarteirão dos artistas, por um centro para turistas com diversos restaurantes e por souqs com artigos orientais. É interessante conhecer a praça onde está a escultura de uma baleia lembrando a história bíblica de Jonas (o profeta teria embarcado no porto de Yafo), além de visitar o mercado de pulgas, com artigos de segunda mão, e comer na tradicional padaria Abouelafia, datada de 1879.
Quem quiser se esbaldar em história pode visitar alguns dos vinte museus de Tel Aviv. Entre eles estão o Museu da Terra de Israel (Haaretz), o Museu de Arte , o Museu do Palmach e o Museu da Independência. Também como parte do circuito histórico e cultural na cidade, vale visitar a Kikar Rabin, praça onde em 1995 Yitzhak Rabin foi assassinado por um estudante judeu depois de proferir um discurso de paz.
Cidade Branca
Para passear a pé é bem agradável andar nas ruas Dizengoff e Rothschild, repleta de lojas, restaurantes e cafés. Em Tel Aviv, os estabelecimentos comerciais também fecham no Shabat, mas, diferentemente de Jerusalém, onde nada funciona, na cidade cosmopolita ainda é possível encontrar alguns abertos. Aos sábados, moradores se reúnem no hotel Renaissance, no calçadão em frente à praia, e apresentam, por quatro horas, danças folclóricas israelenses. No inverno, as reuniões acontecem das 11h às 15h e, no verão, por conta do calor, a dança vai das 20h à meia-noite.
Outro programa interessante em Tel Aviv é conhecer o conjunto de edifícios em estilo Bauhaus construído na década de 1930. São mais de 4 mil prédios raciona-listas, muitos situados na região central que, por isso, ficou conhecida como “Cidade Branca”, declarada patrimônio mundial pela Unesco. A área com grande concentração de construções nesse estilo arquitetônico vai da Rua Allenby ao Rio Yarkon, no norte, e da Avenida Begin para o mar. Também podem ser vistos na Avenida Rotshchild e perto do shopping Dizengoff Center.
O estilo arquitetônico arrojado e a vida cosmopolita são as marcas da cidade, tão singular se comparada ao resto do país. É por esse misto de modernidade e antiguidade que Israel encanta. O país pequeno, mas nada insignificante, traz muitas sensações, emoções e reflexões. Pelas experiências religiosas e pelo contato com o histórico e o sagrado, é quase impossível voltar indiferente de lá.
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