Aventure-se no trem do Pantanal e aprecie as belas paisagens da região

Dec 31, 1969
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Trem do PantanalO Trem do Pantanal está intimamente ligado à história da região. Foi por muitos anos a principal, senão única, ligação por terra dos principais pólos econômicos do Mato Grosso do Sul, a capital Campo Grande e Corumbá. Nele eram transportados, além de pessoas e animais, toda espécie de mercadoria. E, de certa forma, era a ligação da Bolívia com o mar.

Quem não se lembra do “trem da morte” e das histórias dos mochileiros que nos anos de 1970 e 1980 embarcavam na Estação da Luz, em São Paulo (SP), e desciam em Corumbá. De lá, atravessavam para a Bolívia no famoso trem até Santa Cruz de la Sierra. Era o caminho natural para Macchu Pichu, no Peru, o ponto alto da viagem.

Todos os relatos tinham um capítulo especial sobre o trem que atravessava o Pantanal, principalmente no trecho entre Miranda e Corumbá: o pôr-do-sol era sempre um brinde inesquecível. 

Dentre os vagões de passageiros, dois se tornam atrações: o vagão bar (destinado às apresentações culturais) e o camarote, com cabines de madeira, as luminária e fotos antigas em preto-e-branco. Nas classes turística e econômica há ar-condicionado e poltronas forradas em plástico que imita couro. O vagão turístico ainda inclui lanche, guia e apresentação cultural.

A classe executiva tem bancos em couro, guia bilíngüe e janelas mais amplas, que proporcionam melhor visão da paisagem. Por enquanto, apenas algumas araras e bois aparecem pelas janelas e o passageiro fica sem ver habitantes mais ilustres, como o tuiuiú, carcará ou a anhuma. Em Aquidauana e Miranda é que há uma boa estrutura para levar os visitantes para algumas atrações pantaneiras.

O Trajeto

Pôr- do- sol - Trem do PantanalUma vez em Miranda, o viajante estará apenas na entrada do Pantanal. Mas poderá se valer da boa rede de hotéis, pousadas e fazendas da região, que buscam se diferenciar com atrações para os turistas. Uma delas é o Projeto Jacaré Precoce, na fazenda Cacimba de Pedra, distantes apenas 6 km de Miranda, onde há um criadouro autorizado pelo Ibama com cerca de 12 mil jacarés, abatidos com um ano de idade e média de 5 kg. A pele é exportada e a carne é usada nas refeições servidas aos hóspedes, transformando a cozinha em um detalhe à parte no passeio. Durante a visita, pode-se brincar e posar para fotos com os jacarés recém-nascidos na palma de uma mão ou ver mais de perto os adultos reprodutores em seu hábitat.

De volta aos trilhos depois de mais de uma década, ainda que lento e com percurso incompleto, o Trem do Pantanal abre novas perspectivas de emprego e de turismo nas fazendas região e, quem sabe ele volte, a ser o elo das grandes cidades com os campos inundados de Mato Grosso do Sul.

 

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