Dez motivos para ir ao Pantanal, uma das regiões mais preservadas do Brasil

Dec 31, 1969
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O cavalo é o “meio de transporte” oficial no Pantanal e todas as fazendas oferecem cavalgadas (Foto: Editora Europa/ Revista Viaje Mais)

O cavalo é o “meio de transporte” oficial no Pantanal e todas as fazendas oferecem cavalgadas (Foto: Editora Europa/ Revista Viaje Mais)

As fazendas abrem as porteiras para mostrar um incrível zoo a céu aberto. Sem contar que, a partir desta região, é possível também explorar os rios cristalinos de Bonito,os cânions e cachoeiras da Chapada dos Guimarães... 

Curtir as fazendas

O Pantanal é uma das regiões mais isoladas do Brasil e, por isso mesmo, uma das mais preservadas também. Lugar de mata virgem e de animais selvagens. Fica distante dos grandes centros e, em muitos pontos, só se pode chegar de barco ou de avião. É justamente essa autenticidade, aliada a uma boa dose de exo­tismo e rusticidade, que faz do Pantanal um lugar tão fascinante. Estrangeiros vêm de longe para  explorar a região e são maioria nas fazendas que se adaptaram, com profissionalismo e bom nível de conforto, para receber os hóspedes.

E a hora de ir para lá é quando as águas baixam (de maio a outubro) e o Pantanal se transforma num imenso zoológico a céu aberto, que ocupa boa parte dos Estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso,  estendendo-se, ainda, para o Paraguai e a Bolívia. Se você nunca foi, confira dez excelentes razões capazes de, finalmente, convencê-lo a ir até lá. Pois o Pantanal é o bicho. 

Ver bichos, muitos bichos

O Pantanal, tanto do Mato Gros­so como do Mato Grosso do Sul, já oferece alguns bons hotéis e pousa­das. Mas a melhor e mais original forma de explorar a região é hospe­dando-se nas fazendas que se adap­taram para receber visitantes.

Algumas gostaram tanto da ideia que mudaram de vez a atividade prin­cipal, trocando os bois pelos turistas. Outras converteram parte da pro­priedade em minipou­sadas, sem abrir mão de tradições, como a comida fei­ta no fogão a le­nha e o atendimen­to pantaneiro, que se traduzem em hos­pita­lidade e numa guampa de tereré – es­pécie de chi­marrão, só que pre­pa­rado com água gelada, sempre à es­pera dos turistas ao fim dos passeios.

A autenticidade é a grande vanta­gem das fazendas panta­neiras. Em muitas, o visitante pode acom­panhar a lida diária dos peões, como a mar­ca­ção de bezerros e a condução de boiadas. Outro pon­to positivo é que os bichos estão ali mesmo e mui­tas vezes nem é preciso ir longe para vê-los, já que as fazendas não ficam pró­ximas à natureza: estão dentro dela.

Comodidades urbanas, como TV no quarto e sinal de celular, não há. Mas essas privações são com­pensadas pelas paisagens e pelo en­contro cons­tante com os animais. As diárias in­cluem todas as refeições e passeios: safáris em jipes 4x4, cavalgadas, pesca de pi­ranhas e observação de pássaros.

Para chegar às fazendas é preciso ir para Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, ou então para Cuiabá, no Mato Grosso. Depende apenas do que pretende: conhecer o Pantanal Norte ou o Sul. São três as estradas principais que levam à pla­nície pantaneira. Uma delas é a BR-262, que liga Campo Grande a Co­rumbá, passando por Miranda, ambas no Mato Grosso do Sul – a última serve co­mo portão de entrada para o Panta­nal Sul. É ali que estão o Refúgio Eco­lógico Caiman e as Fazendas São Fran­cis­co e Santa Inês.

Percorrer a Transpantaneira 

Outra via é a chamada Estrada-Parque, uma estrada de terra que se­gue por 120 km e liga Miranda e Co­rumbá. A estrada, plana e are­nosa, leva às diversas pousadas e também à MS-80, acesso para o Pantanal de Nheco­lândia, região de riquíssima vida selva­gem, onde está a Pousada Mangabal, instalada na Fazenda Pou­so Alto. No período de seca, entre maio e outubro, até carros de passeio  per­correm a Estrada-Parque e a MS-80. Nos outros meses do ano, quando chove além da conta, até veículos 4x4 sofrem com os ato­leiros – a re­gião de Nhecolândia, por exemplo, pode ficar ina­cessível por terra. Nessa época, só é possível chegar às fazen­das do pedaço de avião.

A terceira estrada é a Rodovia Transpantaneira, no Mato Grosso, que de rodovia só tem o nome. É um estradão de terra construído sobre aterros, para barrar a água das cheias e ser transi­tável o ano inteiro. Liga Poconé, que fica a 100 km de Cuia­bá, por asfalto, a Porto Jofre, na di­visa com o Mato Grosso do Sul, mas sem alternativa para seguir em frente. Quem vai tem de voltar por ela mes­ma. O que é ótimo, pois os 127 km de trajeto são um show, cheio de jaca­rés, capivaras e aves à beira da pista.

Há diversas fazendas e lodges de selva ao longo do caminho, como o Araras Eco Lodge e o Jaguar Eco Lodge. 

O Pantanal é o equivalente brasi­leiro à savana africana, um gi­gan­tesco santuário onde os animais cir­culam livres, leves, soltos e ao al­can­ce dos o­lhos. Mesmo nos arredores das fazen­das dá para ver antas, capi­varas, maca­cos, veados, tucanos, ara­ras, tuiuiús e muitos, muitos jacarés.

As fazendas organizam safáris fotográficos parecidos com os que são feitos nos parques da África: os visitantes seguem em veículos 4x4 com bancos na carroceria, acompa­nhados por um guia experiente, que pode ser um peão da fazenda ou um bió­logo. A bordo, o grupo de turistas se mantém “armado” com binóculos e câmeras fotográficas, sempre à es­pera dos flagrantes de animais, que ocorrem a todo instante.

Muitos safáris são realizados à noite, com potentes holofotes ilumi­nando as margens das lagoas, para observação da fauna de hábitos no­turnos. É o momento de maior ex­pectativa, já que existe a chance de o veículo topar com uma onça-pinta­da. Encontros com esse felino são raros, mas é comum encontrar pega­das do bicho nas estradas das fazen­das.

A melhor época para ver os bi­chos do Pantanal é no período de se­ca, entre junho e novembro. Nesse pe­ríodo, os animais se concentram nas poucas lagunas que resistem à falta de chuvas – e as aves juntam-se a eles para aproveitar a abundância de pei­xes encurralados nessas águas.

Já nos meses de chuva e cheia dos rios, de dezembro a maio, o Pantanal transforma-se num pântano semiala­gado. A maioria dos caminhos fica submersa, o que dificulta a locomo­ção por terra – e fica bem mais difícil encontrar os animais. 

Obra iniciada em 1972, a Rodovia Trans­pantaneira era um dos símbolos da campanha para desenvolver os rin­cões do Brasil, durante o regime mili­tar. A ideia inicial era interligar Cuiabá e Corumbá por uma via que atravessa­ria toda a planície pantaneira, de norte a sul. Mas a construção esbarrou em problemas técnicos. As cheias panta­neiras “afoga­ram” a estrada e os enge­nheiros acabaram desis­tindo de lutar contra a força das águas. O projeto ficou reduzido aos 145 km que ligam Poconé a Porto Jofre.

A estrada foi erguida sobre um ater­ro, a uma altura que não é possível ser alcançada pela água. Larga e reco­berta por casca­lho, é percorrida até por carros de passeio. Apenas no pe­ríodo de chu­va (de outubro a abril/maio) a rodovia pode ficar cheia de atoleiros, vencidos só por veículos 4x4.

As 127 pontes ao longo do trajeto – uma a cada 2 km – dão um certo charme à viagem e aumentam o clima de aventura. O limite de velocidade de 60 km/h é ideal para que o viajante admire a paisagem e não corra o risco de atropelar capi­varas, veados, ta­man­duás, jacarés e outros bichos que cru­zam a pista.

A maioria dos hotéis e fazendas do Pantanal Mato-Grossense é aces­sada por essa estrada, incluindo os meios de hospe­dagem mais sofistica­dos, como o Araras Ecolodge.

Próximo ao final do trajeto, em Porto Jofre, região mais selvagem da Trans­pantaneira, o Jaguar Eco Lodge tem acomodações modestas, mas ga­rante maiores chances de ver a on­ça-pintada. Um quadro-negro no res­taurante do hotel assinala as datas dos últimos avistamentos de onça. São, em média, quatro a cada mês. 

Cavalgar e acompanhar comitivas

O cavalo é o “meio de transpor­te” oficial do Pantanal, o único capaz de atravessar matas, charcos e alaga­dos. Por isso, quase todas as fazendas oferecem cavalgadas. Para quem gos­ta de galopar, não há lugar me­lhor. Os campos são planos e vastos e os cavalos, bem treinados e acostuma­dos a carregar turistas inexperientes.

Para quem quiser ir mais longe e de fato mergulhar no universo panta­neiro, existem roteiros com alguns dias de duração, interligando várias fazen­das. Na região de Miranda, há a chamada Rota Pantaneira, uma ca­valgada de cinco dias que percorre 90 km e, no caminho, passa por cinco fazendas – Baía Grande, Santa Inês, Olhos D’Água, Pequi e Aguapé. O roteiro só é oferecido para grupos de, no mínimo, 12 pessoas. Custa R$ 1.800 por participante, com  hos­pedagem e todas as refeições.

Na Fazenda Santa Inês também rola um tour em que o turista acom­panha uma comitiva: jornadas de transporte de gado pela planície pan­taneira. O percurso dura um dia in­teiro, desde o amanhecer – quando é servido o legítimo quebra-torto, o café da ma­nhã dos peões –, seguindo por 18 km, percorridos em torno de oito horas, com parada para almoço. Cus­ta R$ 350 por pessoa.

Outro roteiro, no Pantanal de Nhe­colândia, é a Cavalgada das Va­zantes. Realizada em oito dias, passa por três fazendas: a Pouso Alto, a Baía das Pedras e a Barra Mansa.

Um dos pernoites ocorre num a­campamento rústico na mata, que tem a estrutura erguida em alvenaria e itens como fogão a lenha, ilumina­ção por lamparina e chuveiro com água aquecida por serpentina. A saída com dois participantes custa
R$ 4.200 por pessoa, valor que inclui o transporte aéreo desde Aqui­dauana, onde tem início o percurso, o qual parte da Fazenda Pouso Alto. Para um grupo de seis pessoas, o valor individual cai para R$ 3.500. 

Pescar

A embarcação típica do Pantanal é a chalana, um barco fechado que, muitas vezes, torna-se a única forma de locomoção na região, já que na cheia dos rios as estradas, tomadas pelas á­guas, ficam submersas. São esses barcos que levam os visitantes a passeios pelos rios para a pesca artesanal de piranhas, peixe que morde a isca com muita facili­dade e serve de ingrediente princi­pal para um saboroso caldo, um dos pra­tos regionais mais típicos.

A pesca no Pantanal, no entanto, é levada bem mais a sério, já que a atividade é uma das mais importantes para a economia do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Nos rios panta­neiros, são encontradas cente­nas de espécies de peixes – algumas, como o jaú, podem chegar a pesar 100 quilos.

A turma da isca e do anzol segue para Corumbá, a 400 km de Campo Grande e às margens do Rio Para­guai, onde há diversos hotéis especia­li­zados e barcos-hotéis que mantêm piloto e cozinheiro a bordo. Já do lado mato-grossense, o point é Cáce­res, a 210 km de Cuiabá. 

Mesmo quem nunca pescou pode fisgar peixes de muitos quilos. Mas é preciso seguir as regras de preservação, como o limite de pescado que pode ser trazido e o respeito ao pe­ríodo de desova, de novembro a fe­ve­reiro, épo­ca da pira­cema, quando os cardu­mes sobem os rios para deso­var.   

Encantar-se com Bonito

Bonito, uma das capitais brasilei­ras do ecoturismo, fica ao lado do Pantanal sul-mato-grossense, de for­ma que é possível juntar, sem grandes dificuldades, os dois destinos numa mesma viagem.

Bonito preserva rios cristalinos nos quais a boa é fazer snorkelling nos rios da Prata e Sucuri, para ver car­dumes de peixes nadando a centíme­tros do nariz. Sem contar os tours para as cachoeiras – a Boca da Onça, por exemplo, é a mais alta do Mato Grosso do Sul, com 156 me­tros de queda – e para a famosa Gruta do Lago Azul. As agências oferecem ain­da um vasto cardápio de esportes de aventu­ra, como boia-cross, rapel e mergu­lhos em rios.

Bonito fica apenas a uma hora de carro de Miranda, porta de entrada para diversas fazendas pantaneiras, caso da Caiman e da São Francisco, que têm acesso fácil por estradas de terra. Juntar Bonito e Pantanal Sul é uma dupla imersão no mundo natu­ral e até outubro, período de se­ca na região, é o momento certo para ir a­té lá. Se essa for a pedida, há pa­cotes que combinam os dois lugares. Eles não custam pouco, mas são prá­ticos porque incluem passa­gem aé­rea, todos os traslados, pas­seios diá­rios e a maioria das refeições.

Explorar a Chapada dos Guimarães

Quem vai conhecer o Pantanal Norte tem a opção de esticar até a Chapada dos Guimarães, a 70 km de Cuiabá, e assim unir as duas mais belas paisagens do Mato Gros­so.

Esta região de cerrado, com câ­nions e cachoeiras monumen­tais, parte dentro de uma área consi­derada par­que nacional, é um grande degrau geo­gráfico que separa o Pla­nalto Cen­tral, na parte alta, da pla­nície cuiabana, na parte baixa. Os pare­dões averme­lhados de arenito esten­dem-se por
280 km e podem chegar a 800 me­tros de altura em alguns pontos.

Desde Cuiabá, basta tomar o asfalto da MT-251 – e ficar prepara­do para as primeiras surpre­sas. Ainda no caminho para a cidade de Chapa­da dos Guimarães, base para explorar a região, há mirantes e cachoeiras bem ao lado da estrada. Mas para chegar às atrações mais conhecidas, como a Cidade de Pedra (mirante com a melhor vista da Chapada), a Gruta do Lago Azul e a Trilha das Cachoeiras, dentro da área do parque nacional e que passa por sete quedas- d’água, é preciso contratar guias cre­denciados na cidade.

No entanto, a Cachoeira do Véu da Noiva, atração mais conhecida do parque, está fechada para visitação desde abril de 2008, com o objetivo de reformular a trilha de acesso e aumentar a segurança.

A Freeway (veja o te­lefone de con­tato e o site na pág. ao lado) tem pacote de cinco noites conjugan­do Pantanal e Chapada. Preço a partir de R$ 4.100 por pessoa, incluindo aéreo, hospeda­gem em quarto duplo e passeios. 

A boa comida Pantaneira

A rica culinária pantaneira serve-se de ingredientes conhecidos, mas com nomes que você provavelmente nunca ouviu falar. É o caso do cari­béu, que nada mais é do que um en­so­­pado de carne-seca com mandio­ca. Que­bra-torto é como os peões cha­mam o café da manhã, à base de arroz de carreteiro (com carne-seca), para dar “sustança” na lida diária no cam­po. A carne-seca, assim como a fari­nha, tem espaço nas mesas das fazen­das e nos pratos dos peões, pois são ali­men­tos que não estragam quando leva­dos nos acampamentos das co­mitivas.

A influência vinda do outro lado da fronteira é a sopa para­guaia, que na realidade é uma torta de queijo com milho. Chipa é tão somente o pão de queijo, e a saltenha, um pastel de trigo com recheio de galinha. Já a mojica é um ensopado à base de  pin­tado (peixe) e mandioca.

As diferentes especialidades pre­pa­radas com peixe são o ponto for­te da gastronomia pantaneira: além de pintados, pacus, pirapu­tangas e doura­dos são estrelas em muitos pratos. Destaque para a costela de pacu frita, as ventrechas, tão deli­ciosas quanto a piraputanga assada na brasa, servida sem as espinhas. O caldo de piranha é um clássico regional e dizem que é afro­disíaco. O maior exotismo fica por conta da carne de jacaré, que vem de algumas fazendas de criação que exis­tem no Pantanal. O gosto lembra peixe e a consistência é de carne de frango.

Nenhum prato, porém, é tão a­guardado quanto o churrasco pantanei­ro, servido geralmente à noite, depois dos passeios, acompa­nhado de “causos de onça” e moda de viola. Para fechar cada refeição vale o furrundum, um doce de cidra com rapadura. E para digerir toda essa fartura de comida, aposte num licor de pequi.

O birdwatching

Os pássaros dão um show no Pan­tanal. É o canto deles que destranca os portões do amanhecer, como es­cre­veu o poeta Manoel de Barros. Araras, pica-paus, carcarás, tuiuiús, garças, colhereiros e outras 670 es­pécies estão em toda parte. É fácil vê-los ao longo do ano, mas, para os praticantes de birdwat­ching – a obser­vação de aves –, o melhor período é na época da cheia dos rios, de outubro a fevereiro, quan­do a á­gua da chuva traz os peixes, o grande banquete dos pássaros.

A Fazenda Caiman é uma das mais especializadas no tema. Recebe obser­va­dores amadores e ornitólogos do mun­do inteiro, coorde­nados por Victor Nascimento, nativo da fazen­da que hoje é um dos maiores es­­pe­cia­listas brasileiros no assunto. Só na área da Caiman, ele ca­talogou 380 espécies.

Com uma potente luneta Leica, Nascimento guia os visitantes pela beirada dos capões, para a focagem de pássaros. Os passeios podem levar um dia inteiro, dependendo do inte­resse de cada grupo.  

Embarcar no Trem do Pantanal

Partindo de Campo Grande, dá para chegar até Miranda por meio do Trem do Pantanal, reativado em setem­bro de 2009 após ficar inope­rante por duas décadas.

A viagem de 220 km tem ritmo lento. A composição segue a apenas 27 km/h, para que os passageiros pos­sam admirar a paisagem. Nesse suave movimento, o trem completa o trajeto em nove horas, descontando o pit stop em Aquidauana para o al­moço e outras duas paradas, em Pira­putanga e Taunay, para a compra de artesanato indígena.

O Trem do Pantanal está ligado à história da região, pois foi, por muitos anos, a única ligação entre os dois principais polos econômicos do Mato Grosso do Sul, a capital Campo Gran­de e Corumbá. Era um dos tre­chos do famoso “trem da morte”, que partia da Estação da Luz, em São Paulo, passava por Bauru (SP) e Corumbá, seguindo até Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, rota que embalou as aven­turas dos mochilei­ros que iam a Machu Picchu nos anos 1970 e 1980. 

O comboio tem ar-condicionado e janelas amplas. Guias acompanham cada saída e dão explicações sobre a história do trem e da região que ele atravessa, enquanto no vagão-bar rolam apresentações culturais. Saídas de Campo Grande apenas aos sába­dos e feriados, às 7h30 com a Panta­nal Express.

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