Serra do Cipó é o destino ideal para curtir aventuras em meio à natureza

Dec 31, 1969
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As principais atrações

Cachoeira Capivara, em Serra do cipó, MG

A Serra é puro verde. A diversidade de flores enche os olhos até de qualquer leigo em botânica. São mais de 1000 espécies vegetais já catalogadas, fora as outras, que ainda estão em estudos. A região já foi considerada uma das mais ricas floras do mundo, com uma média absurda de flores por quilômetro quadrado. Só na área do parque estadual que existe na serra, há uma infinidade de orquídeas, bromélias, primaveras, manacás e ipês, numa profusão de cores que torna os capinzais até multicoloridos. É, possivelmente, o único lugar do Brasil onde mato não é propriamente só verde.

Pousadas e passeios

A maioria das pousadas da Serra fica em Cardeal Mota, cidadezinha que é uma espécie de capital do Cipó. De lá partem a maioria dos passeios. Já o pessoal que gosta das bicicletas e das longas caminhadas prefere ficar em cantinhos isolados ao pé da Serra, ou mesmo em campings, se preparando para partir cedo na manhã seguinte. Em geral, fazem percursos exigentes, de muitas horas de duração, com subidas íngremes, rapel e outros esportes mais radicais pelo caminho. Mas as “Patricinhas”, que não pisam na lama, caminham, no máximo, alguns metros por dia e desfilam um modelito novo por noite, também freqüentam o Cipó. Só que se hospedam em pousadinhas mais transadas e não perdem por nada uma noitada no Banana Cipó, o único bar descolado da Serra.

O problema é que a lista de passeios na região é grande e, ao final da viagem, muito provavelmente, você irá misturar os nomes das cachoeiras como uma avó confundiria os nomes de seus 20 e tantos netos. Afinal, são, também, dezenas delas: Farofa, Gavião, Véu da Noiva, Capivara, Congonhas, Taioba, Caverna, Serra Morena, Braúnas, Andorinha e por aí afora. E tem, ainda, os cânions, riachos, lagoas, fazendas, paredões para escaladas e até pinturas rupestres.

Para relaxar

Cânion das Bandeirinhas, Serra do Cipó, MGJá as famílias gostam de ficar na Pousada Monjolos, onde a dupla piscina e cachoeira por perto fazem a alegria da criançada. Afinal, nem todo turista – fumante ou não! – gosta de caminhar o dia inteiro em busca de uma vista panorâmica, por mais estonteante que ela seja. Para boa parte dos visitantes da Serra do Cipó, a paz do lugar já basta.

Saindo do aeroporto de Belo Horizonte até Cardeal Mota, vai-se em menos de duas horas. As agências providenciam tudo. Mas quem compra um pacote de cinco dias vê só o essencial da Serra. Já quem fica uma semana tem chance de ver paisagens mais distantes, como a do Cânion das Bandeirinhas. Aliás, o gostoso do Cipó é variar. Até o meio de transporte. Pode-se ir com os próprios pés, de bicicleta, a cavalo ou de jipe. Só o que não dá para dispensar são os guias. Não que você corra o risco de se perder nas trilhas, que são até bem sinalizadas. Mas, quem vai por conta própria, perde sim as explicações detalhadas sobre o que está vendo. E volta sem saber o que era.

Leve repelente na bagagem, roupas de caminhada, boné, protetor solar, cantil, até meia dúzia de bobagens para eventuais primeiros socorros – completamente desnecessários, por sinal.   Aliás, o bom de comprar um pacote e fazer parte das excursões é ganhar novos amigos. Além disso, você vai encontrando outros andarilhos pelo caminho, principalmente mineiros, que, claro, é o que mais tem por lá. A Serra do Cipó é o quintal deles. E logo você notará uma deliciosa hospitalidade, ao ser pego pelo estômago, ao final da caminhada. É que a comida mineira é simples, barata e divina!

O lendário Juquinha

Juquinha, estátua da figura folclórica de Serra do Cipó, Minas GeraisPor falar em hospitalidade, o primeiro clique da sua máquina fotográfica na Serra, muito provavelmente, será ao lado do Juquinha, uma estátua no caminho para Conceição do Mato Dentro. Juquinha é um personagem lendário no Cipó, que ficou famoso porque vivia oferecendo ramalhetes de flores aos que passavam pela estrada. Não por coincidência, perto da sua imagem ficam as velosiáceas gigantes, ou flores canelas-de-ema, que todos curtem ver. As canelas-de-ema já foram até analisadas por cientistas para ajudar no tratamento de alguns tipos de câncer. Quem vai ao Cipó quer conhecê-las.

As empresas locais de turismo, que trabalham em parceria com as agências de outros Estados, têm, porém, tudo montadinho para você. É só pegar o cardápio e escolher os passeios. Fora isso, o Cipó é sinônimo de muita paz, tranqüilidade e natureza. 

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