Nova Zelândia é uma das melhores opções para quem procura esportes radicais
Paraíso dos esportes de aventura e radicais (como o bungee jumping, que foi inventado por aqui), a Nova Zelândia tem pouco mais de 4 milhões de habitantes que convivem com uma natureza bela e incomum. E os neozelandeses adoram dividir isso com os visitantes que se aventuram a ir tão longe. O país oferece uma infraestrutura tanto para os esportes quanto para o turismo difícil de se ver em outros locais no mundo. Há extremo cuidado com a preservação do meio ambiente e com os pontos turísticos. A qualidade dos serviços recebidos pelos visitantes é de se admirar e explica o grande volume de estrangeiros que visitam o país todos os anos.
Dez dias é o tempo mínimo para conhecer as principais atrações desta terra distante, sedutora e movida a adrenalina. Você desembarcará no aeroporto internacional de Auckland, a cidade mais cosmopolita da Nova Zelândia. Vale ficar pelo menos dois dias nesta cidade, que tem cerca de 1,4 milhão de habitantes e a maior concentração de estrangeiros do país. Conhecida como “Cidade das Velas”, em dias ensolarados é difícil achar um espaço entre tantos veleiros e barcos no oceano.
Os neozelandeses adoram atividades aquáticas e não é difícil entender porque os bairros da cidade são projetados voltados para o mar. Não deixe de visitar a enorme torre localizada no centro, a Sky Tower, com mais de 150 metros de altura. Lá há cassino, hotéis, restaurantes e tem-se uma visão de 360 graus da cidade. Para os mais aventureiros, o sky jump, salto do topo da torre, é adrenalina garantida. Já a vida noturna é agitada em Auckland: há vários pubs, bares e casas noturnas espalhadas pela região do centro. O bar Minus 5, no porto, é um experiência inesquecível: feito todo de gelo, lá você só entra com roupas de neve e pode ficar apenas por 25 minutos por causa do frio intenso. Copos, estátuas, sofás, mesas... Tudo é feito de gelo.
A Praia Mission Bay, cheia nos fins de semana e a apenas 20 minutos do centro, é uma boa pedida para tomar sol. O aquário Kelly Tarltons, com um tubo de acrílico onde se pode ver tubarões, raias, tartarugas e diversas espécies de peixes, é outro passeio legal. Do porto de Auckland saem passeios de barco para as ilhas ao redor. A ilha Waiheke, a 40 minutos do centro, tem praias calmas e sossegadas, bons restaurantes e visitas a vinícolas. É uma ótima opção para o fim de semana.
On the road
Em Auckland, alugue um carro ou uma van. As diárias têm preços atraentes e alugar é simples, desde que você esteja com a sua carteira de motorista do Brasil válida. Mapa aberto, redobre a atenção porque na Nova Zelândia a mão é invertida, como na Inglaterra – uma das heranças da colonização britânica. No início, pode parecer estranho dirigir “ao contrário”, mas depois de algumas horas você se acostuma.
O país é formado por duas grandes ilhas e centenas de outras bem menores. Auckland está na Ilha Norte. Assim, siga em direção ao extremo da ilha, para Paihia. No primeiro passeio, opte por conhecer o Hole in the Rock, que lhe tomará o dia todo. Na região de Bay of Islands existem mais de cem ilhas e, nesse percurso de barco, você poderá admirar várias delas. Não se surpreenda se, no caminho, golfinhos seguirem o barco e derem um espetáculo à parte. Ou mesmo baleias e seus filhotes. A região conta com uma variedade de passeios apenas para a observação desses animais.
O Hole in the Rock, ou buraco na pedra, fica em pleno alto-mar. Trata-se de uma passagem enorme, esculpida na rocha pela natureza. Difícil não ficar maravilhado. Rola até uma pitada de emoção, como manda o figurino neozelandês: o barco atravessa esse “túnel” para o entusiasmo de todos.
Na praia, de ônibus
Dia seguinte, reserve seu lugar no ônibus que vai para Cape Reinga, local de encontro do Oceano Pacífico e Mar da Tasmânia. A viagem será surreal. Você no conforto do seu banco, curtindo a estrada – na realidade uma praia, a famosa 90 Miles Beach, onde só é permitido a passagem de ônibus. A paisagem durante algumas horas será de mar, ondas e aquela areia que parece interminável.
Em uma das paradas, prepare suas pernas e o espírito aventureiro. Agarre a prancha de bodyboard que o motorista lhe entregará e faça o sandboard. Você descerá uma duna enorme deitado na prancha como se estivesse no mar. Será uma experiência e tanto. Já em Cape Reinga, vale contemplar a natureza. Pode ser sua única chance na vida de presenciar o encontro de dois oceanos, de cima de uma montanha e com um visual inesquecível.
Hospedagem
A caminho do centro da Ilha Norte, encontre no mapa a cidade de Waitomo e se dirija até lá. Um aspecto positivo é que, de carro e – em algumas horas – você consegue atravessar, se quiser, de uma ponta a outra desta ilha. Em todo o percurso há onde descansar sem gastar muitos dólares: são os backpackers, albergues com quartos, cozinha e banheiro compartilhados. O bom é que em alguns existe até quarto para casal. Caso isso não seja a cara, há também uma ampla oferta de hotéis, hostels e motéis para todos os gostos (e bolsos).
Em Waitomo, a atração são as cavernas locais. Entre as mais famosas está a Glowworn Cave. Não deixe de visitá-la; é uma experiência única: você em um pequeno barco no meio de uma caverna escura e diversos insetos brilhantes no teto. Parece um céu estrelado.
Próxima cidade: Taupo. E os esportes radicais nesse percurso começam a brotar: sky dive, rafting, e bungee jumping acima do rio Waikato – essa paisagem do bungee foi considerada uma das mais belas do mundo. Se for no inverno, você pode conhecer a estação de esqui de Tongarino. A estrada até o parque garante fotos e mais fotos de montanhas cobertas de gelo, como o Monte Ruapehu, um vulcão ainda ativo de 2.797 metros de altitude.
Mesmo que você não tenha experiência com esqui ou snowboard, a estação oferece o serviço de aulas rápidas que o habilitam a se aventurar montanha abaixo. Difícil ou fácil no início, o que é garantido é a diversão, boas risadas e um visual nota 10 que se tem de todas as montanhas.
Em direção a Rotorua, cidade que preserva a cultura dos maoris, os indígenas neozelandeses, atividades como danças e apresentações da cultura e costumes do povo são as maiores atrações. Não deixe de visitar pelo menos um parque da cidade que tenha gêiseres, jatos de água com fumaça de enxofre que jorram sem parar do solo vulcânico da região. Para não faltar adrenalina, que tal um passeio de "zorb", bolas gigantes de plástico? Acredite ou não, com você dentro, elas são arremessadas morro abaixo.
No outro lado
Na segunda parte da viagem, pela Ilha Sul, volte para Auckland e de lá, pegue um avião até Christchurch. A passagem aérea não custa caro e você não perde muito tempo nesse percurso. Depois, já na cidade, você pode alugar um carro de novo e fazer o mesmo esquema da Ilha Norte – ou viajar de ônibus com empresas especializadas em roteiros como esse.
Christchurch, a mais inglesa das cidades neozelandesas, tem uma variedade de museus e parques para se visitar. Mas se você prefere um espetáculo da natureza, vale a pena seguir até uma região próxima: Kaikoura. Lá, a observação de baleias acontece o ano inteiro. De volta às emoções fortes, vá em direção à cidade da adrenalina: Queenstown, onde foi inventado o bungee jumping.
No caminho, de uma cidade para a outra, as paisagens vão exigir paradas constantes para tirar fotos das cadeias de montanhas cobertas de gelo, como o Monte Cook ou Aoraki, o mais alto do país (3.754 metros de altitude), além de lagos que mais parecem um espelho. O visual da Ilha Sul parece ter sido tirado de uma pintura.
A melhor infraestrutura para esportes radicais você encontra em Queenstown, mais ao sul da ilha. Só de bungee jumping há três. O maior deles é o Nevis, com uma queda de cerca de 134 metros de altura. O menor é o Kawarau (43 metros), suspenso acima de um rio. Pode ser o começo para os demais – existem pacotes de empresas especializadas para você saltar os três e levar fotos e vídeos para lembrar (e provar) esses momentos de emoção.
O próximo passo pode ser Dunedin, cidade de herança escocesa na província de Otago, região de montanhas e glaciares. É habitada em grande parte por estudantes da Universidade de Otago e reúne o melhor de dois mundos para muitos: esqui no inverno e surfe no verão.
No final da jornada, na região dos Alpes do Sul, lado oeste da ilha, você verá uma das paisagens mais impressionantes da Nova Zelândia: as dos glaciares Fox e Franz Josef, perto do oceano e no meio de uma floresta. Há cerca de 60 geleiras espalhadas pelo Westland National Park, porém, o Fox e o Franz Josef são as mais acessíveis para os visitantes. O passeio é guiado por profissionais em meio às paredes de gelo e caminhos estreitos. Roupas de frio e equipamentos próprios são usados na caminhada.
De volta a Auckland, onde chegam e partem os vôos internacionais da Nova Zelândia, você terá o sentimento de ter vivido um misto de experiências em locais muito diferentes dentro de um pequeno país: neve e mar, sol, frio, adrenalina e paz.
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