Conheça as belezas do norte do Brasil em Belém
Belém é rica. A capital do Pará, porta de entrada do rio Amazonas, tem um povo hospitaleiro e é regadoa a praias, conforto e sossego. E além do mais, detém de 14% das reservas minerais do mundo. A razão disso está na própria paisagem urbana de Belém, uma cidade com quase tanto verde quanto a selva amazônica que a cerca.
Para aplacar o calor e tornar habitável um lugar onde, quando está fresco, a temperatura faz todo mundo transpirar como se estivesse numa sauna, um antigo prefeito teve a idéia de criar túneis de árvores nas ruas do centro. E, para isso, escolheu frondosas mangueiras. O resultado foi espetacular: as árvores não só decretaram a diferença entre sobreviver ou derreter debaixo daquele sol tropical, como ainda passaram a abastecer a população com frutos de graça. A conseqüência é que..., bem, vira e mexe, uma manga despenca na cabeça de alguém.
Em Belém, religião é festa
Nos primeiros dias de outubro acontece a maior demonstração coletiva de fé do Brasil. O Círio de Nazaré, uma megaprocissão em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré, no segundo domingo do mês, leva 1 milhão (1 milhão!) de pessoas às ruas da capital. É quase a população inteira de Belém, que tem 1,2 milhão de habitantes.
O ponto máximo é acompanhar a procissão segurando na corda que cerca a berlinda, onde vai a imagem da santa – falsa, por sinal, já que a original fica guardada.
Durante o dia, qualquer sombra é vista como uma dádiva de Nossa Senhora de Nazaré. E um ambiente com ar-refrigerado, então, uma espécie de oásis. O calor amazônico só dá alguma trégua à noite.
A primeira investida na capital paraense foi o principal cartão-postal: o célebre mercado de Ver-o-Peso, presente em dez de cada dez anúncios da Embratur. O Ver-o-Peso (o nome esquisito é fruto da ganância portuguesa, que cobrava tributos, por quilo, sobre tudo o que entrava ou saía do porto, daí a necessidade de "ver-o-peso") é uma espécie de mercado persa da Amazônia. Os vendedores caracterizam o mercado com vendas de produtos exóticos e seus milagrosos efeitos como o olho de boto para tirar mal olhado, infusões, pomadas, perfumes e toda sorte de amuletos contra, garantem, qualquer tipo de mal. Menos o mal da pobreza.
O que fazer?
O Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi desfila jacarés-açús de quatro metros de comprimento em jaulas disfarçadas no meio da vegetação. É uma verdadeira reprodução de uma mini-Amazônia, com a vantagem de não ter mosquitos e ficar a 100 metros da rua mais próxima, é a forma mais prática de ver e sentir a selva.
O espetacular complexo turístico, antigo armazém do porto, Estação das Docas, hoje é cheio de bares e restaurantes e fica à beira do rio que banha Belém.Tal como o projeto de Puerto Madero, em Buenos Aires, a Estação das Docas passou a se rchamado maldosamente por críticos da política do governo de “Estação das Dondocas”. O complexo turístico tornou-se o principal ponto de referência da cidade junto com prédios rejuvenescidos como o antigo presídio, que virou pólo joalheiro e museu de pedras preciosas,o Theatro da Paz, sede de espetáculos; o Forte do Presépio, monumento que conta a história da colonização portuguesa na Amazônia, e a Casa das 11 Janelas, centro de exposições de arte.
Praias
A Praia de Outeiro, banhada pela Baía do Guajará, é a mais próxima do centro de Belém, são 18 Km longe da capital. Parte da Ilha de Caratateua, a praia é de água doce e bastante visitada por moradores e visitantes nos fins de semana e feriados. A orla tem boa infraestrutura conta com bares e restaurantes à beira-mar. Um final de tarde na Praia do Amor é um passeio imperdível.
A Ilha do Mosqueiro tem 17 km de praias de água doce localizada em frente à Baía do Guajará, a 60,5 km de Belém. Típico lugar turístico, tem clima agradável e reúne bares, hotéis e restaurantes que ficam lotados durante os meses de julho e feriados.
Destaque para a Orla do Mosqueiro, uma imensidão de calçadão com o ar puro ótima para a boa e velha caminhada com o cenário nordestino à vista. Uma paradinha para saborear o tradicional peixe-frito e ou uma tapioca naVila não pode faltar no passeio.
Culinária
Um dos maiores atrativos da capital paraense é justamente sua exótica culinária regional amazônica, considerada a mais genuinamente brasileira, herança dos índios. A cidade é um prato cheio para curiosos de gastronomia.
Na lista dos pratos típicos de Belém, você não pode deixar de saborear o tacacá, um caldo feito com goma de mandioca, camarão seco, pimenta-de-cheiro e jambu, uma folha que causa leve dormência nos lábios. Tem também o tucupi, o sumo amarelo da raiz da mandioca, que precisa ser fervido por horas para deixar de ser venenoso e que é a base do prato mais típico do Pará: o pato ao tucupi. A maniçoba, a feijoada sem feijão é servida com folhas picadas e cozidas das mandiocas pode ser servida em uma tenda de rua coberta com plástico, no meio do comércio fuleiro de Belém – um lugar tão improvisado, que as pessoas comiam como na sala de espera de um consultório médico: sentadas lado a lado em cadeiras de plástico.
Sobremesa exótica
O painel da sorveteria Cairu, uma das sete da rede na cidade e, por si só, um bom motivo para qualquer pessoa ir até Belém. O açaí é um pequeno coquinho roxo de uma palmeira que dá feito capim na Amazônia e está para o Pará assim como o arroz para a China: é a base de toda a alimentação. Quase ninguém almoça nem janta sem um pote da massa batida da fruta ao lado do prato. Só que lá o açaí não é bem uma fruta!
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Clique aqui para se autenticar.- Publicado em 10/05/2012 18:04 - Atualizado em 14/05/2012 13:23
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