Serra da Capivara um destino de aventura repleto de cavernas, mirantes naturais e parques nacionais

Dec 31, 1969
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Uma viagem ao passado com aventura e emoção: em São Raimundo Nonato, interior do Piauí você pode encontrar pinturas rupestres, cavernas, centro de visitantes, museu, mirantes naturais, sistema de iluminação que permite passeios noturnos, circuitos estruturados com passarelas e sinalização, guias especializados em arqueologia, fauna e flora da caatinga entre outros atrativos.

Na Serra da Capivara, o céu ganha cores fortes e vai escurecendo lentamente. É fim de tarde nos confins do sertão nordestino. De repente, potentes refletores iluminam um paredão de 100 metros de altura. Da sua base, uma passarela conduz os visitantes, inclusive estrangeiros, por um imenso painel de arte pré-histórica com 1,3 mil pinturas declaradas Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Sinalização bilíngüe e guias especializados em arqueologia explicam a importância do lugar.

Toca do Boqueirão

Paredões de arenito, do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí.Na caatinga dos arredores, ainda verde nesta época do ano, homens camuflados, que utilizam rádios de comunicação, motos e veículos 4x4, trabalham 24 horas para garantir a integridade da região.

Você está na Toca do Boqueirão da Pedra Furada, o mais polêmico abrigo pré-histórico das Américas e apenas um dos cerca de 800 sítios arqueológicos do impressionante Parque Nacional da Serra da Capivara. Todo ano, 12 mil turistas, ainda muito pouco para o potencial da região, chegam à reserva ambiental para ver os desenhos milenares. E todos ficam surpresos com a estrutura montada no local, uma prova inconteste de que o turismo arqueológico vem crescendo no Brasil.

Você precisa descobrir o Parque Nacional Serra da Capivara, lugar de orgulhar qualquer brasileiro. Das oito centenas de sítios arqueológicos, muitos com pinturas e gravuras pré-históricas, há 130 preparados e abertos para receber visitantes. Em meio a desfiladeiros com mais de 100 metros de altura, ainda podem ser vistos resquícios de florestas primitivas.

É um parque singular. Nos últimos dez anos, ganhou obras inspiradas nas de reservas européias, norte-americanas e australianas. Os sítios têm passarelas e sinalização em português e inglês, rampas que levam deficientes até bem próximo das pinturas; um moderno sistema de iluminação e os guias muito bem preparados. Estradas dão acesso a inúmeros circuitos turísticos. O Centro de Visitantes é dotado de loja de artesanato, lanchonete, espaço para exposição fotográfica, telefone, sanitários, auditório e outros serviços.

O visitante ainda tem a seu dispor museu, estacionamento, mirantes naturais, trilhas interpretativas, áreas estruturadas para piqueniques, trilhas que podem ser percorridas a pé, de bicicleta ou moto, paredões para escalada, rapel e vôo livre, camping, caverna iluminada por energia solar, grutas, a fauna e a flora da caatinga.

Recentemente, uma empresa suíça de consultoria, contratada para avaliar a sustentabilidade do turismo na região, concluiu que o número de turistas poderá chegar a 1 milhão por ano depois da inauguração do aeroporto e de novos complexos turísticos que poderão surgir a reboque.

Um desses investimentos é um megaprojeto turístico: o Origins Park, hotel de luxo integrado a um conjunto de pousadas e a um parque temático, o Arqueópolis, que reproduzirá o ambiente pré-histórico do lugar. O empreendimento está sendo negociado com grupos hoteleiros europeus e árabes. A expectativa é que saia do papel assim que os primeiros jatos pousarem no novo aeroporto.

Enquanto o aeroporto internacional Serra da Capivara não é concluído, a melhor maneira de chegar a São Raimundo Nonato é desembarcando em Petrolina (PE), onde existem vôos regulares entre as principais cidade do País. De lá são mais 300 km de estrada asfaltada até o parque. De Teresina, capital do Piauí, são 525 km.

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