Conheça o paraíso das ilhas no Taiti
Não é de hoje que o Tahiti é associado ao paraíso. Em 1771, três anos depois de ter aportado na ilha, o navegador francês Louis-Antoine de Bougainville escreveu que "acreditava ter sido transportado para o Jardim do Éden". Apesar da fama, o Tahiti é apenas uma das 118 ilhas que formam a Polinésia Francesa. Virou sinônimo do arquipélago provavelmente porque a ilha, além de ser o maior território e ter a maior população do país, concentra a capital, Papeete, a porta de entrada na Polinésia. Com cerca de 50 mil habitantes, a cidade tem a vida noturna mais agitada do país e alguns atrativos como o Museu do Tahiti, que conta a história das ilhas, o Museu Paul Gauguin, com telas do pintor francês que morou lá no final do século 19, e o Mercado Central. No entanto, não oferece o mar azulado e os bangalôs sobre as águas, símbolos do arquipélago. Para fazer jus à viagem e conhecer o paraíso que há pelo menos 240 anos passou a atrair turistas e casais apaixonados, voe para algumas das mais belas ilhas da Polinésia Francesa (Bora Bora, Moorea, Raiatea e Huahine), e, provavelmente, também do mundo.
A cerca de 45 minutos de avião de Papeete está Bora Bora, o lugar onde se descobre que as fotos mostradas em folhetos e revistas são realmente verdadeiras. O visual impressionante da ilha se dá, principalmente, por uma lagoa interna formada entre o mar e um círculo de corais. Com a mais bela lagoa do arquipélago, Bora Bora não poderia deixar de ter também os melhores resorts. Os bangalôs sobre o mar azul-turquesa, com piso transparente para observar os peixinhos e com deque privativo onde a única vista é a imensidão do oceano, justificam a grande quantidade de casais em lua-de-mel na ilha. Com um cenário não apenas paradisíaco, mas afrodisíaco, não dá para esperar de Bora Bora um grande agito noturno, com boates, bares e muitos restaurantes. O território de apenas 44 quilômetros quadrados de área e 9 mil habitantes tem como atrativo justamente a tranqüilidade.
Apesar de ser difícil sair do conforto e da paisagem que se tem no bangalô, os casais que decidirem explorar a ilha não se arrependerão. Com apenas 32 quilômetros de extensão, dá para conhecê-la desde carro até a pé. Mas a maneira mais agradável é de bicicleta, já que Bora Bora é circundada por uma estrada asfaltada, construída pelos americanos durante a Segunda Guerra (na época, os Estados Unidos intervieram na ilha para proteger a Polinésia de ataques japoneses). Já para conhecer o interior da ilha, de mata fechada, é preciso alugar um jipe.
Durante o percurso pelo litoral, tem-se como paisagem as águas cristalinas da região e o imponente Monte Otemanu, o ponto mais alto de Bora Bora, avistado de todos os ângulos da ilha, com seus 727 metros de altitude. O local com mais infra-estrutura (tirando os resorts) é Vaitape, a aldeia principal. Contudo, em Bora Bora, as melhores atividades são no mar. Pegar um barco para alimentar tubarões, andar em um pequeno submarino que leva os turistas a cerca de 25 metros de profundidade e visitar as baías de Vairau, Faanui e Poofai são alguns dos passeios marítimos que valem a pena para quem decidir sair da mordomia dos bangalôs.
Moorea
Sem todo o clima de romance de Bora Bora, mas tão bela quanto, é Moorea, ilha mais próxima do Tahiti, a apenas 17 km de distância. Por causa da proximidade, muitos habitantes de Papeete a freqüentam, o que é uma vantagem para os turistas que gostam do contato com a cultura local.
Não é difícil explorar a ilha, pois Moorea também é contornada por uma estrada asfaltada. Se preferir, dá para fazer um jipe-tour que passa por templos de mais de 1.500 anos, plantações, mirantes, cachoeiras e, claro, pelo litoral. E como ninguém que vai a Moorea, deve deixar de ir às praias, é bom saber que Pihaena, Tiahura e Temae são as mais belas. E para ter uma vista espetacular das águas da região, não deixe de ir ao Belvedere, de onde se aprecia as baías de Cook e Oponuhu. Para assistir ao pôr-do-sol, a dica é Toatea, um mirante no caminho entre o porto e o aeroporto de Moorea.
Na Polinésia Francesa, cada uma das 118 ilhas tem uma característica e atrativos diferentes. Se Bora Bora é mais pacata, ideal para casais, e Moorea é famosa pela beleza e pela proximidade do Tahiti, Raiatea é conhecida como a ilha sagrada. Acredita-se que lá foi o ponto onde chegaram e se estabeleceram os primeiros habitantes do país, vindos do Havaí. Os nativos contam também que era a partir do Rio Faaroa, em Raiatea, que os navegadores polinésios saíam para colonizar outras ilhas do Oceano Pacífico.
Hoje, o visitante pode voltar no tempo e fazer um passeio de canoa pelo rio, o único navegável em toda a Polinésia. Outras atividades pela ilha, a segunda maior do Arquipélago de la Société (o principal dos cinco que formam o país), são a exploração do Monte Temehani, com 772 metros de altitude, que pode ser feita a pé, a cavalo ou ainda em jipe, o mergulho tanto diurno como noturno nas águas transparentes da região e a visita a uma fazenda de cultivo de pérolas negras.
A ilha vizinha, Tahaa, também tem o cultivo, mas o negócio principal por lá é a baunilha. O território concentra cerca de 80% da produção polinésia da planta, o que vai agradar a quem gosta do cheiro, que pode ser sentido por toda a ilha. Uma atividade diferente é visitar as plantações de orquídeas (de onde é extraída a essência da baunilha) e assistir a demonstrações do processo de polinização.
Ainda em La Société, está Huahine, chamada de “Ilha Jardim” por causa da densa mata que a encobre. Na realidade, ela é dividida em duas ilhas muito próximas, Huahine Nui (ao norte) e Huahine Iti (ao sul), interligadas por duas pontes. Além de aproveitar a lagoa da ilha fazendo snorkelling ou dando um passeio de jet ski ou barco, os visitantes de Huahine podem ainda conhecer as ruínas dos maraes – templos de pedra construídos pelos antigos nativos, os maoris. Outra opção é ir à vila de Fare, onde estão as lojinhas e restaurantes e de onde parte a maioria dos tours.
Apesar das muitas atividades, a Polinésia Francesa é um dos poucos lugares no mundo onde é extremamente aceitável que o visitante não saia do quarto do hotel para nada. Com bangalôs em meio ao oceano azul-turquesa, flores na cama e varandas amplas com vista para o mar, quem não se renderia à sedução e ao romance nesse pedaço do planeta que é comparado ao paraíso?
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Clique aqui para se autenticar.- Publicado em 10/05/2012 18:04 - Atualizado em 14/05/2012 13:23
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