Curta o melhor do Rio de Janeiro

Dec 31, 1969
0 votos | Votar

Suba ao Corcovado, ande no bondinho do Pão de Açúcar, caminhe pela orla de Ipanema, vá aos bares da Lapa, enfim, curta a cidade brasileira mais conhecida do mundo. Para ajudá-lo nessa deliciosa tarefa, Viaje Mais elaborou um roteiro só com passeios considerados dignos de medalha de ouro no Rio de Janeiro.

Capacabana

Copacabana, praia mais visitada do Rio por visitantes brasileiros e estrangeiros. Rio de JaneiroÉ o point dos principais eventos da cidade, com exceção do carnaval. Ali são montadas arquibancadas e palcos para megashows e campeonatos de vôlei ou futebol de praia. No réveillon, quase dois milhões de pessoas lotam as areias para acompanhar a queima de fogos. É também o local mais visitado pelos turistas estrangeiros. Cerca de 70% dos visitantes internacionais fazem questão de hospedar-se nos hotéis da Avenida Atlântica.

Parte do belo cenário carioca está o tradicional prédio do Hotel Copacabana Palace, construído em 1923, em estilo Luís XV. O hotel foi um marco na ocupação do bairro e estimulou a construção de muitos outros edifícios modernos numa área que antes era apenas um balneário

Se caminhar em direção ao canto esquerdo da praia, vai perceber que muitos quiosques foram reestruturados...Ganharam portas em blindex, ar-condicionado, banheiros subterrâneos e abandonaram as mesas e cadeiras de plástico. Quando chegar na Avenida Princesa Isabel, já estará no Leme, um tranqüilo bairro residencial.

Ipanema

Na rua Visconde de Pirajá, vale um passeio pelas vitrines das lojas de grife. Ou então, siga para os quiosques-restaurantes na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Ipanema divide com o Leblon o espaço de convivência predileto das celebridades. Não precisa muito esforço para topar com rostos famosos, tanto na praia como nas ruas adjacentes. As duas praias são as opções primeiras dos cariocas para o domingo de sol. Na realidade, formam uma só faixa de areia, já que o Leblon é uma mera extensão de Ipanema. Você passa de uma praia à outra e nem nota.

Comece seu passeio pela praia onde rola o melhor da bossa: Ipanema. Ali, aliás, nasceu o ritmo. No calçadão da Vieira Souto, há quiosques com cervejinha, água-de-coco e ambulantes vendendo badulaques. Ao parar diante da praia e olhar para a direita, você verá o Morro Dois Irmãos. Para o outro lado, fica o Arpoador, praia freqüentada pela turma do surfe.

Leblon

O Leblon estende-se por apenas seis quarteirões entre a Praça Cazuza e a Rua Dias Ferreira. Lá estão dois botecos clássicos do Rio de Janeiro. O primeiro deles é o Jobi (Ataufo de Paiva, 1.166), que ostenta uma chopeira top de linha da Brahma e passa as madrugadas de portas abertas.

O outro é o Bracarense (José Linhares, 85), tido pelos muitos habitués como o melhor boteco do Rio. Funciona desde 1951, quando era apenas uma portinha que servia refeições para o almoço. Hoje, serve um chope que faz tanto sucesso quanto os seus tira-gostos, caso do “Maravilha”, uma empada com massa de aipim (mandioca), recheada com camarão e catupiry. Botecos como o Jobi e o Bracarense são considerados símbolos da alma do carioca típico, um cidadão que valoriza o trabalho, mas igualmente o ócio e a boa vida.

Centro

A Confeitaria Colombo – Localizada na rua Gonçalves Dias, 32, centro do Rio, funciona desde 1894. Na onde além dos pratos saborosos, você pode comer com os olhos o mobiliário de época. A Confeitaria Colombo está de portas abertas desde 1894.

Santa Tereza

Já que você está no centro, não fica distante pegar o antigo bonde para conhecer Santa Teresa, um dos mais pitorescos bairros do Rio que virou reduto de músicos e artistas. O bonde parte da Rua Professor Lélio Gama e passa sobre os Arcos da Lapa, o antigo aqueduto que trazia água para a cidade, até parar no Largo dos Guimarães. O passeio vale por uma volta no tempo.

No bairro não faltam botecos e centros culturais, ateliês e mirantes, já que o bairro fica no alto de um morro. Os restaurantes transados são muitos também. Experimente a Adega do Pimenta (Almirante Alexandrino, 296), pequeno e com atmosfera aconchegante, com chope e pratos alemães bem elogiados. Ou então no Marcô (Almirante Alexandrino, 412), que serve comida brasileira, com destaque para a feijoada aos sábados.

Depois, pergunte onde fica a Escadaria Selarón e vá até lá para ver o que um artista plástico chileno bem criativo, o próprio Selarón, fez com o que era apenas uma feia escada que dava acesso ao bairro. O chileno enfeitou todos os 215 degraus da escadaria e das paredes laterais com azulejos coloridos, criando uma obra de arte em pleno espaço urbano. A primeira peça de cerâmica ali, foi feita em 1983.

Cosme Velho

O monumento recebe milhões de turistas por ano, a maioria são estrangeiros. Nenhum símbolo carioca, iguala-se à fama do Cristo Redentor, o ponto turístico mais visitado do Brasil e o cartão-postal do País mais conhecido no exterior.

Com o trenzinho que sai da Rua Cosme Velho e passa pelo meio da Floresta da Tijuca até estacionar, 20 minutos depois, você fica praticamente aos pés do Cristo. Basta tomar um elevador e um lance de escada rolante (acabou a agonia das escadarias). Se for ao Corcovado com veículo próprio, ou alugado, poderá aproveitar para conhecer as belezas da Floresta da Tijuca por uma estrada que exibe belos mirantes pelo caminho.

Lapa

O point boêmio por excelência do Rio. Seus botequins chiques, bares e clubes de samba fazem do bairro um ponto de encontro de todas as tribos. Estão lá os playboys da zona sul, jovens de classe média, prostitutas e travestis.  Cada um com a sua tribo frequenta a casa noturna que tem seu público cativo.

Tradicionais programas da noite carioca, como os shows do Circo Voador (Rua dos Arcos, s/n) e o forró do Asa Branca (Mem de Sá, 17) continuam ótimas pedidas. Ou então vá direto à Rua do Lavradio, onde os antiquários se transformaram em bares e cafés.

Um deles destaca-se dos outros, o Rio Scenarium, num casarão centenário de três andares com decoração bárbara. Os objetos antigos estão por toda parte. Nas paredes há bicicletas penduradas, instrumentos musicais, brinquedos e pinturas do século 18. O local ainda funciona como antiquário durante o dia. Aluga objetos e mobília para produção de filmes e comerciais. A casa tem capacidade para cerca de 1.500 pessoas, tanto nas mesas como na boate que reproduz o clima dos antigos cabarés. São dois shows diários de samba, chorinho e gafieira, com perfil dançante.

Praias da Zona Sul

Bondinho da Urca, Rio de JaneiroEm frente ao Posto 6 no Forte de Copacabana, a praia tem mar tranqüilo e até pescadores. Um clube de carteado funciona em espaço democrático, bem em frente ao Hotel Sofitel e o Forte de Copacabana, palco da rebelião tenentista de 1922, conhecida como “os 18 do Forte”. O lugar funciona hoje como museu do exército. Mas melhor do que ver os antigos canhões alemães Krupp é provar o petit gateau servido na pequena filial da Confeitaria Colombo que funciona lá dentro.

À tarde, chegou a hora de conhecer outro cartão-postal clássico do Rio, o Pão de Açúcar. O teleférico faz a primeira parada no Morro da Urca. Lá em cima, há lanchonete e lojinha de souvenir. Você pode ficar admirando a vista até às 22h. Uma dica dos cariocas é ver o lá do mirante do Pão de Açúcar. Para eles, o romântico crepúsculo do Rio.

Centro

Casarões e igrejas coloniais misturaram-se à modernidade de prédios espelhados e arranha-céus. A história do Rio pode ser conhecida durante um passeio à pé pelo centro da cidade.

Comece o passeio pela famosa Praça 15, o antigo Largo do Carmo, onde está o Paço Imperial, o edifício no qual D. João VI e a família imperial portuguesa ficaram instalados após chegarem ao Brasil em 1808 fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte. No Paço Imperial, aconteceram fatos importantes, como o Dia do Fico e a assinatura da Lei Áurea.

Do outro lado da Praça 15, o Arco do Teles, uma construção do século 18, dá acesso à Travessa do Comércio, um beco com casarões históricos que foram transformados em bares e no melhor point de happy hour para o carioca que trabalha nas proximidades. Na casa 13, onde funciona o Café Imperial, morou Carmem Miranda.

Não deixe de conhecer o Centro Cultural Banco do Brasil (10 de Março), que fica num prédio belíssimo, o Mosteiro de São Bento (Dom Gerardo, 68), todo ornamentado com entalhes barrocos folheados a ouro.

Barra da Tijuca

Prainha, Barra da Tijuca, Rio de JaneiroUm pouco distante da área central do Rio, a Barra se tornou um dos lugares mais interessantes da cidade graças à mistura de boa praia, comércio de primeira e boa gastronomia. É até apontado pelos índices de qualidade de vida do IBGE como o melhor bairro para se viver no Rio. São 18 km de extensão em praia, quiosques bem agradáveis e muito menos movimento do que as praias da Zona Sul.

A Praia do Pepê é uma extensão da Barra, onde circula muita gente bonita. Já um lugarzinho bem interessante para comer chama-se La Plancha.

A praia de Grumari a cerca de uma hora de carro para quem sai do centro. Trata-se de um praião de 4 km, onde uma simpática colônia de pescadores garante o peixe fresco servido nos quiosques que ficam sob as sombras de árvores.

A famosa Prainha fica antes de Grumari. A Prainha tem ondas fortes e campeonatos de surfe. Vale a pena esticar até a Barra de Guaratiba apenas para conhecer.

Na Barra da Tijuca pela Avenida das Américas, ao longo da qual o bairro começou a crescer, é onde se concentra a diversão e os shoppings, como o New York City Center, identificado pela enorme réplica da estátua da liberdade na fachada. A Barra da Tijuca é point de ricos, descolados e emergentes do Rio.

Vida Noturna: à noite, a Barra tem boas opções, como o Metropolitan (Av. Ayrton Senna, 3.000) e o Hard Rock Café Rio (Av. das Américas, 700).

 

Para comentar é preciso autenticar-se. Clique aqui para se autenticar.