Férias na Suíça proporciona roteiros de turismo clássicos e muita badalação

Dec 31, 1969
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A Suíça costuma ser lembrada por muitos de seus bons clichês, dos chocolates, fondues e relógios-cuco às paisagens de montanhas nevadas e lagos azuis. Do tamanho do Rio de Janeiro, o pequeno país, tem Zurique como a capital financeira do país, sede dos principais bancos nacionais e é também a cidade de maior efervescência cultural e dona da vida noturna mais agitada do país.

Acrescente ao país ainda as cidades Berna e Genebra, onde vive um povo de muitas culturas, das quais a alemã é predominante – as outras são a francesa e a italiana. E parta para uma viagem inesquecível no país onde a perfeição parece ter chegado por lá.

Há 500 anos sem guerras e com dinheiro suficiente para melhorar o que já existe no país, a Suíça é um país desenvolvido e interessado em questões modernas, cuida bem do seu povo e está preocupado ultimamente em resolver apenas questões existenciais, como votar pelo casamento gay ou pelo direito a eutanásia. Conheça um país que está bem próximo de um lugar perfeito.

O que fazer em Zurique?

Trem da Suíça. Com duas horas em <a href=De trem, um roteiro clássico é o que explora a parte alemã do país, passando pela histórica Lucerna e a moderna Zurique, e segue rumo sul, às francesas Lousanne e Montreaux, à beira do Lago Léman, numa região conhecida como Riviera Suíça.
Um almoço diferente pode ser feito dentro de um dos barcos que fazem passeios pelo Lago Zurique. A embarcação de nome Panta Rei navega por uma hora e meia enquanto os passageiros degustam os filés de egli, peixe que, segundo os garçons, só existe naquele lago.

Visitantes desfrutam de passeios de barco na água transparente e limpíssima do rio Limmat que reflete não só as fachadas dos casarões medievais ao redor, mas também o título que a Suíça detém como primeiro colocado no ranking dos países ecologicamente responsáveis, formulado pela ONU. Não há uma bituca de cigarro sequer boiando na água.

O museu Museu Kuntsmuseum reserva obras de Picasso, Van Gogh, Monet, esculturas de Alberto Gia cometi, além de uma impagável coleção de fotografias dos mestres Cartier-Bresson, Ansel Adams e Minor White.

Aonde ir em Zurique?

Restaurante à beira do Rio Limmat em Zurique, SuíçaA noite a cidade divide-se entre os barzinhos com música ao vivo da Niederdorfstrasse, no bairro antigo, e em Zurich-West, o extinto distrito industrial totalmente reinventado: restaurantes transados instalados em construções antigas e algumas das danceterias mais badaladas de Zurique, como a Indochine (Limmatstrasse, 275) agitam a cidade. Em Banhoffstrasse, o coração comercial de Zurique, está lojas de grife e as melhores relojoarias. Ninguém deixa de bater perna por ali, nem que seja só para admirar as vitrines. Os preços oscilam entre o caro e o exorbitante. Assim como ninguém perde uma caminhada pelas ruelas tortuosas do bairro antigo, delimitado pela própria Banhoffstrasse, de um lado do rio, e pela Niederdorfstrasse do outro lado

A célebre Street Parade, o maior carnaval-techno da Europa, que acontece em agosto e reúne quase um milhão de pessoas, já recebeu na terra já recebeu nomes como Erick Clapton, Madonna, Metallica e Chuck Berry, o que não é pouco para uma urbe que não passa dos 400 mil habitantes – e, mesmo assim, é a mais populosa do país.

Em assunto de comida há dois endereços certos na cidade: a chocolateria Sprüngli, a mais famosa da Suíça (Banhoffstrasse, à altura do número 21), que reúne delícias vendidas em caixas que parecem feitas para guardar jóias; e, na esquina em frente, a cervejaria Zeughauskeller, parada obrigatória para provar a comida típica local, que se traduz em wursts (salsichas) de muitos tipos e temperos, como a saborosa augustiner chüblig, feita com mistura de carne de boi e de cerdo.

Lucerna e cidades vizinhas

A histórica Lucerna, plantada às margens do Rio Reuss desde o século 13, na SuíçaLucerna também é um importante centro comercial e gastronômico. As simpáticas ruas centrais têm lojas para todos os bolsos e gostos. Sem contar o prazer de sentar-se à mesa de barzinhos, como o Ernesto, à margem do Rio Reuss. Tanto faz se é dia ou noite, porque a paisagem ali parece que nunca perde o encantamento, seja por horas, dias, meses ou mesmo séculos.De Lucerna já dá para ver no horizonte o skyline natural dos alpes que abrigam diversas estações de esqui. A Suíça tem quase duas centenas delas espalhadas pela cordilheira. A mais próxima de Lucerna e Zurique, há 3.028 metros de altitude, está localizada no Monte Titlis, com acesso pela bucólica Engelberg (cidade dos anjos, em português).

Um teleférico conduz até um bondinho giratório que, por sua vez, deixa os turistas no alto dos Alpes, em meio a uma paisagem difícil de descre­ver. Vale a pena ir até lá, mesmo para quem nunca esquiou na vida. Para quem sabe, há equipamentos de esqui para alugar e pistas de diversos níveis de dificuldade. Para quem não sabe, há bóias para deslizar na neve ladeira abaixo. Na volta, muitos trocam o teleférico por um patinete (trottibiking, segundo os suíços) e descem a montanha por uma estradinha sinuosa que reúne uma série de mirantes pelo caminho.

Engelberg pode ser um passeio de um dia para quem está em Lucerna. Mas, se opção for a de passar à noite lá, é possível curtir um pouco do astral de paz num típico vilarejo do interior da Suíça. Para esquentar depois do passeio na neve, há pouca coisa melhor do que um vinho e o fondue do restaurante Alpen Club, na Dorfstrasse.

De Engelberg é fácil ir até Interlaken, um dos destinos de ecoturismo mais procurados do país e ponto final do roteiro conhecido como Suíça Típica. Como o nome indica, o vilarejo está localizado entre dois lagos, Thun e Brienz. Não há muito o que ver em Interlaken propriamente, habitada por apenas cinco mil pessoas e com uma única rua principal, que liga duas estações de trens.

Em poucos minutos, dá para atravessá-la de ponta a ponta e observar o desfile de gente munida de mochilões, trajes de ciclismo e botas de caminhada. Interlaken é base para diversos esportes de aventura como montain bike, alpinismo e paraglider. Contudo, a principal atração é a Jungfrau, a maior montanha da Suíça, que reina soberana na paisagem, a 4.158 me­tros acima do nível do mar.

Lausanne, gastronomia e arquitetura histórica

O Museu Olímpico, uma das principais atrações de Lausanne, SuíçaLausanne  fica às margens do Lago Léman, no sudoeste do país, é carregada de cultura francesa, inclusive usa o idioma como língua corrente e fica na região chamada de Riviera Suíça, caso também de Vevey, Villeneuve, Montreux e Genebra (Genéve para eles).
Todas combinam o requinte da cultura e da gastronomia francesa com algumas das paisagens mais belas do país. É a terra dos queijos e dos vinhos – excepcionais, mas pouco conhecidos internacionalmente já que a produção suíça não é exportada –, dos castelos milenares – há quase cem deles – e da Organização das Nações Unidas (ONU).

Lausanne é a mais charmosa dessas cidades, com astral informal e um constante clima de final de semana. As pessoas espalham-se pelos longos jardins ao redor do lago, cheio de veleiros ancorados, vão a bons restaurantes e ouvem jazz nos bares com mesinhas ao ar livre. É considerada a capital dos esportes, com eventos importantes, como a Maratona de Lausanne, abriga a sede do Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Museu Olímpico, a atração mais visitada da cidade. Ali estão expostas as tochas olímpicas e meda­lhas originais, artefatos gregos de cerâmica com imagens dos jogos da Antiguidade e equipamentos usados pelos atletas nas mais diversas modalidades.

Na Rue de Bourg, point de lojas chiques, barraquinhas de um mercado popular vendem temperos, artesanato e produtos locais, como queijos, vinhos e tortas. Ao final da rua, o olhar logo é atraído para a Catedral de Laussane, uma monumental igreja gótica do século 13, onde acontece a cena mais curiosa da cidade.

Em Montreux, Castelo de Chillón é a principal atração turística

Castelo de Chillón em Montreux, cidade do jazz na SuíçaO passeio mais procurado em Lousanne é o que leva ao Castelo de Chillón, na vizinha Montreux, construído no século 13, bem perto da orla da cidade conhecida por seu famoso festival internacional de jazz. É o monumento histórico mais visitado da Suíça. No caminho até ele, vale a pena parar no encantador vilarejo de Vevey, a apenas 13 minutos de trem de Lausanne.
O Castelo de Chillón dá para ir cami nhando até o centro de Montreux. A pequena cidade, com apenas 22 mil habitantes, tem fama mundial graças ao festival internacional de jazz (e outros ritmos) que lá acontece há 42 anos, em julho. De muitas edições para cá, há uma noite reservada para a música brasileira. Na edição de 2008, estiveram por lá Gilberto Gil, Milton Nascimento, João Bosco, Elba Rama­lho e Mart’nália. A grande atração, porém, foi a banda inglesa de rock Deep Purple, que executou o clássico Smoke on the Water no local onde a música foi inspirada. A canção faz referência ao show de Frank Zappa no festival de 1971, quando o palco pegou fogo e a fumaçeira pairou sobre as águas do Léman.

Durante o festival de jazz, Montreux recebe cerca de 300 mil visitantes e vive um clima de carnaval – com direito a som de axé e caipirinha nas barracas em frente ao Montreux Music & Convention Center. A cidade tem ar chique, conta com restaurantes de alta gastronomia e hotéis luxuosos, como o Fairmont Lê Montreux Palace, para atender as estrelas da música internacional e os visitantes mais abonados. Fred Mercury, do grupo Queen, escolheu Montreux para morar nos últimos anos de vida – até morrer em Londres, em 1991. Sua presença na cidade foi imortalizada com uma estátua, sempre cercada de flores e homenagens deixada por fãs.

Em Vevey, um encontro com o cinema

A entrada do Museu da Fotografia, em Vevey, SuíçaQuem gosta de fotografia precisa conhecer o Museu de Fotografia local, também na praça central. Com cinco andares de exposição de câmeras que contam a história da técnica fotográfica desde Niepce até a clássica Nikon F, tudo é ilustrado com fotos famosas e textos explicativos – mas somente em francês. O cineasta Charles Chaplin foi um dos res­ponsáveis pela fama de Vevey. Ali ele morou por 25 anos e teve quatro de seus oito filhos, até morrer em 1973. Em sua homenagem, foi erguida uma singela estátua em tamanho real no meio do jardim bem em frente ao lago. Os turistas fazem fila para tirar uma foto e depois seguem caminhando pelo calçadão admirando o visual das monta­nhas que emolduram as águas do Léman.

No cais de Vevey, saem os barcos para o Castelo de Chillón, que navegam por meia hora, beirando a margem do Léman, até parar ao lado da imponente construção medieval,  uma das maiores da Europa no gênero. O castelo foi erguido no século 13, em cima de uma ilhota rochosa. As paredes parecem emergir de dentro d´água. Era a casa do poderoso Duque de Sabóia, o manda-chuva local.

A visita pode ser feita com guias ou com um audioguia alugado. A vista do torreão central deixa qualquer um sem fôlego, tanto pela vista lá do alto quanto pela subida dos 135 degraus da escadaria. Entre os 46 recintos, a masmorra, chamada de Prisão de Bonivard, é a que provoca mais arrepios.

Ficou famosa depois que o poeta inglês Lord Byron escreveu a obra O Prisioneiro de Chillón, publicado em 1816, que conta a história de François Bonivard, monge e político de Genebra que se opunha ao Duque de Sabóia. Bonivard passou seis anos acorrentado a uma coluna, entre 1530 e 1536, a mesma em que Byron deixou sua assinatura quando esteve no castelo.

Você precisa saber

Swiss Pass é o bilhete que todo visitante de ve comprar caso a idéia seja a de viajar de trem pelo país. Pode ter validade de 4 a 30 dias consecutivos e também inclui o acesso livre ao sistema de transportes municipais.

Com o Swiss Pass em mãos, você pode esticar o passeio para Lucerna, a uma hora de trem de Zurique, uma encantadora cidade medieval plantada às margens de um rio e cercada por montanhas. Lucerna passou a infância protegida por muralhas e ainda preserva muito do rico passado histórico.

Ao caminhar pelas ruas, as referências à Idade Média estão por toda parte, entre as quais se destacam os dois principais cartões-postais locais: a Chapel Bridge, ponte de madeira do século 14 (reconstruída após um incêndio em 1993), e a Water Tower, torre octogonal ao lado da ponte e que já foi usa da como prisão. Para quem gosta de história, é um passeio imperdível. Um pedaço do muro que cercava a cidade ainda pode ser visitado. É possível conhecer a estrutura, subir as escadas e tirar uma foto panorâmica.

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