Tailândia um destino repleto de tradições culturais e ilhas paradisíacas
Ao chegar no solo tailandês é possível ver diversos motoristas de tuc-tuc (transporte típico), vendedores, agentes de viagem... Oferecem de tudo e mais um pouco. Educadamente, mas insistentemente. E este é só o começo da aventura...
Em alguns minutos, é fácil constatar: o trânsito é caótico, e deixa São Paulo (SP) no chinelo. O povo consegue ser mais simpático do que o nordestino. Não por acaso a Tailândia, antigo Sião, é conhecida como a “Terra do Sorriso”. E quem acha que o brasileiro é religioso, precisa dar um pulinho naquele país.
Bangcoc é a capital e também a maior cidade da Tailândia, com cerca de 12 milhões de habitantes. Os superlativos se estendem ao nome, que poucos sabem, mas faz parte do Guiness, o livro dos recordes, como o maior nome de cidade do mundo, com 152 letras. Espertamente, é chamada pelos tailandeses de uma forma abreviada.
A maior parte da população é budista. Cruzar nas ruas com monges vestidos de laranja (cor que simboliza a renúncia) é até mais comum do que encontrar padres e freiras transitando a caráter no Brasil.
Quem faz o dever de casa, antes de embarcar, aluga na locadora o filme A Praia, de 2000, clássico estrelado por Leonardo Di Caprio e dirigido por Danny Boile. E uma vez em Bangcoc, vai direto conhecer a Khaosan Road.
Reservas antecipadas
Reservar o hotel do Brasil é mais que recomendável, já que Bangcoc fica cheia o ano inteiro. E os turistas têm uma queda especial pelas cercanias da Khaosan. Na maioria dos estabelecimentos, basta dar, ainda de casa, o número do cartão de crédito pela internet que uma diária é creditada para garantir a reserva. O Sawasdee, uma das maiores redes de hostels da cidade, oferece quartos simples, mas com banheiro individual, ar-condicionado e um café da manhã com torradinha, ovo e suco por um preço bem em conta. Eles nem se atrevem a oferecer o desjejum típico tailandês, já que sopa com ovo e pedaços de frango definitivamente não agradam ao paladar ocidental. As grandes redes hoteleiras como Marriott e Grand Hyatt também estão presentes na cidade, mas não tão próximas da badalação.
A Khaosan é um acontecimento: a rua é fechada aos carros e dos dois lados da calçada, casebres e hostels dividem espaço com carrocinhas, restaurantes e casas de massagem (no bom e no mau sentido). Aliás, passar pela Tailândia e não fazer uma massagem é o mesmo que ir a Paris e não conhecer a Torre Eiffel.
Em cada esquina, sorridentes tailandesas convidam os turistas a uma thai massage, e não é difícil encontrar famílias inteiras sendo massageadas após um dia de exaustivas caminhadas entre os principais pontos turísticos de Bangcoc. Vale experimentar a fish massage, opção em que o turista mergulha o pé numa espécie de aquário e é massageado por peixinhos que têm ventosas e tiram as impurezas. Por fim, os mais assanhadinhos podem optar por massagens completas, onde as tailandesas usam até os seios. Elas são oferecidas nas ruas verbalmente e em panfletos, sem o menor constrangimento.
Templos que valem a pena
Do centro, com um mapa na mão (no aeroporto eles são distribuídos, mas não custa nada levar um de casa) é possível ir a pé para alguns pontos turísticos como o What Pho, templo do Buda deitado. Programa nota 10, já que é uma das relíquias mais antigas do país. A imagem do Buda folheada a ouro tem 46 metros de comprimento e 15 metros de altura. Ilustra a passagem da divindade ao nirvana. Lá dentro, é possível tirar fotos (o que não acontece em todos os templos) e o visitante deve deixar os sapatos na entrada.
Mais adiante, a parada no Wat Phra Kaew e no Grand Palace, um complexo que toma todo um quarteirão, deixa qualquer um arrepiado. O lugar é a sede do governo, já serviu de residência oficial para reis (o atual monarca chama-se Bhumibol Adulyadej e o país é governado em sistema de monarquia constitucional) e pode ser visitado na parte externa, com direito a ver a guarda oficial a postos.
O Wat Phra Kaew é o mais sagrado templo budista, com imagem do Buda em esmeralda, e vários outros pequenos palácios e imagens, além de locais especiais para oferendas onde milhares de turistas são vistos rezando e entrando no ritmo local. Todas as visitas são pagas, mas como tudo na Tailândia custa muito pouco, para o visitante o valor é simbólico.
A bordo do tuc-tuc
Fazer esses dois passeios já está de bom tamanho. Mas quem tem mais tempo pode percorrer outros templos menos conhecidos, mas igualmente belos. E a melhor opção para isso é “contratar” um tuc-tuc, moto com uma carroceria improvisada para duas ou quatro pessoas. Eles estão em todos os lugares, a toda hora. Viajante que se preze tem que andar num deles durante a passagem pela Tailândia.
Mas atenção: é necessário ter (muita) paciência. Antes de acertar o trajeto do dia, é indispensável negociar com os motoristas, que disputam os turistas quase a tapa. Tantos templos, tantas paradas e o preço é tal – é mais ou menos assim a negociação. E não se assuste se o “piloto” sair um pouco da rota. Normalmente eles param em lojas de tecidos, seda ou souvenires e praticamente obrigam o viajante a entrar. Isso porque, em troca, a loja paga a gasolina do tuc-tuc para o mês inteiro. Por isso, é melhor não se estressar.
Bangcoc é conhecida como a Veneza do Oriente pela grande quantidade de canais. Eles são usados como meio de transporte e também de sobrevivência. E, nesse quesito, o tailandês dá um show. Em alguns bairros, as águas viram palco de mercados flutuantes (floating markets), que ficaram famosos desde 1974, quando serviram de cenário para o antigo James Bond vivido por Roger Moore, no clássico The Man with the Golden Gun. O melhor é contratar um tour pelos mercados (oferecidos em cada esquina), que pode ser feito na parte da manhã ou da tarde.
O programa com os tuc-tucs pode se estender até a noite. E os próprios motoristas são os melhores guias. Não estranhe se oferecerem o ping pong show. E muito menos imagine que se trata de um evento sobre o esporte da mesinha verde. No show em questão, tailandesas jogam e brincam com a bolinha no órgão genital.
Comida barata e ardida
São muitos os restaurantes na capital tailandesa, de comida internacional à tradicional cozinha thai. Para fazer a digestão, nada melhor do que um passeio nos night markets como o Patpong: são mercados noturnos que vendem de tudo e mais um pouco. Velas, especiarias, incensos, camisetas e objetos lindos de decoração. E o melhor, baratíssimos. É possível comprar almofadas transadas por por um valor bem barato e ainda dá para pechinchar.
Três dias são mais do que suficientes para conhecer os principais pontos turísticos e entrar no clima de Bangcoc. Mas a Tailândia não é só caos e misticismo. É lugar de belas ilhas e praias também.
Phuket e Phi Phi
Em aproximadamente uma uma hora de voo, o turista sobrevoa a água cristalina do Mar de Andaman e desembarca em Phuket, na parte sul da Tailândia. A ilha é repleta de praias, montanhas e uma vida noturna pra lá de intensa, com muitos bares e inferninhos.
Do aeroporto, uma boa opção é partir rumo a Karon Beach, uma das praias mais tranquilas do lugar. No trajeto é possível notar algumas placas com setas para montes e morros, com a inscrição: “Tsunami, área de escape”.
Karon é uma praia de areia bem branca e que nunca fica lotada. Tem uma boa rede hoteleira, como o Woraburi Resort e pequenos shoppings com restaurantes e estúdios de massagem. A maior parte dos hotéis fica em frente à praia, com os restaurantes abertos ao público.
Em duas rodas
A dica em Phuket é alugar um scooter e circular com ele pelas praias o dia inteiro. A praia, em si, com areias escuras, muitas espreguiçadeiras e um mar pouco chamativo, não é nada demais. Mas o entorno dela é que chama a atenção.
São quadras e mais quadras de lojas, shopping centers, fast foods, estúdios de tatuagem e de massagem. A praia é só um detalhe.
Ao norte de Patong, vale conhecer as outras praias da região, como Kamala, Surin e Bang Tao, esta última a mais preservada. Outra opção noturna, mas “beeem” turística, é o Fantasea, um belo espetáculo típico numa casa de shows com elefantes amestrados e muita dança.
No porto de Phuket, o turista pode comprar o tíquete para o ferry rumo às ilhas Phi Phi, lugar paradisíaco que virou roteiro obrigatório de 10 entre 10 turistas após o filme hollywoodiano A Praia.
A área ainda é conhecida por abrigar uma das mais antigas comunidades do país. Mesmo fora da alta temporada, o ferry vai abarrotado de viajantes de todos os cantos do planeta, mas muitos europeus vindo ou indo para Laos, Camboja e Vietnã, roteiro que os jovens aventureiros adoram.
A famosa Maya Bay
Antes mesmo do ferry atracar em Phi Phi, a embarcação dá uma parada e todas as máquinas fotográficas e binóculos se voltam para a mesma direção. Lá está ela: Maya Bay, ou “a praia”. Passada a emoção, é hora de sair do ferry e seguir a pé, numa trilha de areia, para um dos muitos hotéis e resorts da ilha, pois carro não existe por ali.
A ilha ainda tem vestígios do tsunami, com áreas em reconstrução. Mas isso passa quase despercebido, já que o mar cristalino é o que chama mais atenção.
O lugar é dividido em duas ilhas: Phi Phi Don, onde ficam os hotéis e restaurantes, e Phi Phi Leh, mais selvagem e a cerca de 15 minutos de barco.
A Bamboo Island e Monkey Island são lindas, com areia branquinha e muito azul. A segunda, como o nome diz, tem pequenos macacos que lá vivem e vêm saudar os visitantes (que devem levar bananas, senão correm o risco de serem mordidos). Nenhuma das ilhas tem infraestrutura (ainda bem), portanto, não custa nada levar um lanchinho e garrafa de água.
O desembarque na pequena praia é feito pela areia (o barco chega a subir nela) e, apesar do engarrafamento de turistas, o lugar é realmente estonteante. A dica é ir de manhã bem cedo, antes de 9h. Assim, é possível tirar fotos sem pessoas atrás e realmente curtir o clima mágico daquela praia.
A noite em Phi Phi é agitada, com muitos bares e até boates. O programa ideal é ir a uma delas e, de quebra, assistir a lutas de muay thai ou boxe tailandês, esporte nacional que os nativos usaram nos tempos antigos para reprimir invasores e que hoje é praticado em várias partes do mundo. Para a dobradinha Bangcoc-Phuket (com esticada até as ilhas Phi Phi), bastam de oito a dez dias para conhecer bem os principais pontos de cada lugar. E, dependendo da companhia aérea escolhida, o viajante aproveita e conhece outros destinos no caminho, como Dubai, nos Emirados Árabes, via Emirates.
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Clique aqui para se autenticar.- Publicado em 10/05/2012 18:04 - Atualizado em 14/05/2012 13:23
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