Tailândia um destino repleto de tradições culturais e ilhas paradisíacas

Dec 31, 1969
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Ao chegar no solo tailandês é possível ver diversos motoristas de tuc-tuc (transporte típico), vendedores, agentes de viagem... Oferecem de tudo e mais um pouco. Educadamente, mas insistentemente. E este é só o começo da aventura...

Em alguns minutos, é fácil constatar: o trânsito é caótico, e deixa São Paulo (SP) no chinelo. O povo consegue ser mais simpático do que o nordestino. Não por acaso a Tailândia, antigo Sião, é conhecida como a “Terra do Sorriso”. E quem acha que o brasileiro é religioso, precisa dar um pulinho naquele país. 

Bangcoc é a capital e também a maior cidade da Tailândia, com cerca de 12 milhões de habitantes. Os superlativos se estendem ao nome, que poucos sabem, mas faz parte do Guiness, o livro dos recordes, como o maior nome de cidade do mundo, com 152 letras. Espertamente, é chamada pelos tailandeses de uma forma abreviada.

A maior parte da população é budista. Cruzar nas ruas com monges vestidos de laranja (cor que simboliza a renúncia) é até mais comum do que encontrar padres e freiras transitando a caráter no Brasil.

Quem faz o dever de casa, antes de embarcar, aluga na locadora o filme A Praia, de 2000, clássico estrelado por Leonardo Di Caprio e dirigido por Danny Boile. E uma vez em Bangcoc, vai direto conhecer a Khaosan Road.

Reservas antecipadas

A agitada Khaosan Road na capital tailandesa,Reservar o hotel do Brasil é mais que recomendável, já que Bangcoc fica cheia o ano inteiro. E os turistas têm uma queda especial pelas cercanias da Khaosan. Na maioria dos estabelecimentos, basta dar, ainda de casa, o número do cartão de crédito pela internet que uma diária é creditada para garantir a reserva. O Sawasdee, uma das maiores redes de hostels da cidade, oferece quartos simples, mas com banheiro individual, ar-condicionado e um café da manhã com torradinha, ovo e suco por um preço bem em conta. Eles nem se atrevem a oferecer o desjejum típico tailandês, já que sopa com ovo e pedaços de frango definitivamente não agradam ao paladar ocidental. As grandes redes hoteleiras como Marriott e Grand Hyatt também estão presentes na cidade, mas não tão próximas da badalação.

A Khaosan é um acontecimento: a rua é fechada aos carros e dos dois lados da calçada, casebres e hostels dividem espaço com carrocinhas, restaurantes e casas de massagem (no bom e no mau sentido). Aliás, passar pela Tailândia e não fazer uma massagem é o mesmo que ir a Paris e não conhecer a Torre Eiffel. 

Em cada esquina, sorridentes tailandesas convidam os turistas a uma thai massage, e não é difícil encontrar famílias inteiras sendo massageadas após um dia de exaustivas caminhadas entre os principais pontos turísticos de Bangcoc. Vale experimentar a fish massage, opção em que o turista mergulha o pé numa espécie de aquário e é massageado por peixi­nhos que têm ventosas e tiram as impurezas. Por fim, os mais assanhadinhos podem optar por massagens completas, onde as tailandesas usam até os seios. Elas são oferecidas nas ruas verbalmente e em panfletos, sem o menor constrangimento.

Templos que valem a pena

Um praticante do budismo em um dos muitos templos de BancgocDo centro, com um mapa na mão (no aeroporto eles são distribuídos, mas não custa nada levar um de casa) é possível ir a pé para alguns pontos turísticos como o What Pho, templo do Buda deitado. Programa nota 10, já que é uma das relíquias mais antigas do país. A imagem do Buda folheada a ouro tem 46 metros de comprimento e 15 metros de altura. Ilustra a passagem da divindade ao nirvana. Lá dentro, é possível tirar fotos (o que não acontece em todos os templos) e o visitante deve deixar os sapatos na entrada.

Mais adiante, a parada no Wat Phra Kaew e no Grand Palace, um complexo que toma todo um quarteirão, deixa qualquer um arrepiado. O lugar é a sede do governo, já serviu de residência oficial para reis (o atual monarca chama-se Bhumibol Adulyadej e o país é governado em sistema de monarquia constitucional) e pode ser visitado na parte externa, com direito a ver a guarda oficial a postos.

O Wat Phra Kaew é o mais sagrado templo budista, com imagem do Buda em esmeralda, e vários outros pequenos palácios e imagens, além de locais especiais para oferendas onde milhares de turistas são vistos rezando e entrando no ritmo local. Todas as visitas são pagas, mas como tudo na Tailândia custa muito pouco, para o visitante o valor é simbólico.

A bordo do tuc-tuc

O tuc-tuc, motoneta com carroceria improvisada, é o transporte mais popular em BangcocFazer esses dois passeios já está de bom tamanho. Mas quem tem mais tempo pode percorrer outros templos menos conhecidos, mas igualmente belos. E a melhor opção para isso é “contratar” um tuc-tuc, moto com uma carroceria improvisada para duas ou quatro pessoas. Eles estão em todos os lugares, a toda hora. Viajante que se preze tem que andar num deles durante a passagem pela Tailândia.

Mas atenção: é necessário ter (muita) paciência. Antes de acertar o trajeto do dia, é indispensável negociar com os motoristas, que disputam os turistas quase a tapa. Tantos templos, tantas paradas e o preço é tal – é mais ou menos assim a negociação. E não se assuste se o “piloto” sair um pouco da rota. Normalmente eles param em lojas de tecidos, seda ou souvenires e praticamente obrigam o viajante a entrar. Isso porque, em troca, a loja paga a gasolina do tuc-tuc para o mês inteiro. Por isso, é melhor não se estressar.

Bangcoc é conhecida como a Veneza do Oriente pela grande quantidade de canais. Eles são usados como meio de transporte e também de sobrevivência. E, nesse quesito, o tailandês dá um show. Em alguns bairros, as águas viram palco de mercados flutuantes (floating markets), que ficaram famosos desde 1974, quando serviram de cenário para o antigo James Bond vivido por Roger Moore, no clássico The Man with the Golden Gun. O melhor é contratar um tour pelos mercados (oferecidos em cada esquina), que pode ser feito na parte da manhã ou da tarde.

O programa com os tuc-tucs pode se estender até a noite. E os próprios motoristas são os melhores guias. Não estranhe se oferecerem o ping pong show. E muito menos imagine que se trata de um evento sobre o esporte da mesinha verde. No show em questão, tailandesas jogam e brincam com a bolinha no órgão genital. 

Comida barata e ardida

Alguns pratos típicos vendidos em feiras, comum na capital tailandesaSão muitos os restaurantes na capital tailandesa, de comida internacional à tradicional cozinha thai. Para fazer a digestão, nada melhor do que um passeio nos night markets como o Patpong: são mercados noturnos que vendem de tudo e mais um pouco. Velas, especiarias, incensos, camisetas e objetos lindos de decoração. E o melhor, baratíssimos. É possível comprar almofadas transadas por por um valor bem barato e ainda dá para pechinchar.

Três dias são mais do que suficientes para conhecer os principais pontos turísticos e entrar no clima de Bangcoc. Mas a Tailândia não é só caos e misticismo. É lugar de belas ilhas e praias também.

Phuket e Phi Phi

Ilhas Phi Phi com imensas formações rochosas que emergem do fundo do marEm aproximadamente uma uma hora de voo, o turista sobrevoa a água cristalina do Mar de Andaman e desembarca em Phuket, na parte sul da Tailândia. A ilha é repleta de praias, montanhas e uma vida noturna pra lá de intensa, com muitos bares e inferninhos.

Do aeroporto, uma boa opção é partir rumo a Karon Beach, uma das praias mais tranquilas do lugar. No trajeto é possível notar algumas placas com setas para montes e morros, com a inscrição: “Tsunami, área de escape”.

Karon é uma praia de areia bem branca e que nunca fica lotada. Tem uma boa rede hoteleira, como o Woraburi Resort e pequenos shoppings com restaurantes e estúdios de massagem. A maior parte dos hotéis fica em frente à praia, com os restaurantes abertos ao público.

Em duas rodas

A dica em Phuket é alugar um scooter e circular com ele pelas praias o dia inteiro. A praia, em si, com areias escuras, muitas espreguiçadeiras e um mar pouco chamativo, não é nada demais. Mas o entorno dela é que chama a atenção.

São quadras e mais quadras de lojas, shopping centers, fast foods, estúdios de tatuagem e de massagem. A praia é só um detalhe. 

Ao norte de Patong, vale conhecer as outras praias da região, como Kamala, Surin e Bang Tao, esta última a mais preservada. Outra opção noturna, mas “beeem” turística, é o Fantasea, um belo espetáculo típico numa casa de shows com elefantes amestrados e muita dança.

No porto de Phuket, o turista pode comprar o tíquete para o ferry rumo às ilhas Phi Phi, lugar paradisíaco que virou roteiro obrigatório de 10 entre 10 turistas após o filme hollywoodiano A Praia.

A área ainda é conhecida por abrigar uma das mais antigas comunidades do país. Mesmo fora da alta temporada, o ferry vai abarrotado de viajantes de todos os cantos do planeta, mas muitos europeus vindo ou indo para Laos, Camboja e Vietnã, roteiro que os jovens aventureiros adoram.

A famosa Maya Bay

Entrada da Pileh Bay, parada obrigatória antes de chegar à famosa Maya BayAntes mesmo do ferry atracar em Phi Phi, a embarcação dá uma parada e todas as máquinas fotográficas e binóculos se voltam para a mesma direção. Lá está ela: Maya Bay, ou “a praia”. Passada a emoção, é hora de sair do ferry e seguir a pé, numa trilha de areia, para um dos muitos hotéis e resorts da ilha, pois carro não existe por ali. 

A ilha ainda tem vestígios do tsunami, com áreas em reconstrução. Mas isso passa quase despercebido, já que o mar cristalino é o que chama mais atenção.

O lugar é dividido em duas ilhas: Phi Phi Don, onde ficam os hotéis e restaurantes, e Phi Phi Leh, mais selvagem e a cerca de 15 minutos de barco. 

A Bamboo Island e Monkey Island são lindas, com areia branquinha e muito azul. A segunda, como o nome diz, tem pequenos macacos que lá vivem e vêm saudar os visi­tantes (que devem levar bananas, senão correm o risco de serem mordidos). Nenhuma das ilhas tem infraestrutura (ainda bem), portanto, não custa nada levar um lanchinho e garrafa de água.

O desembarque na pequena praia é feito pela areia (o barco chega a subir nela) e, apesar do engarrafamento de turistas, o lugar é realmente estonteante. A dica é ir de manhã bem cedo, antes de 9h. Assim, é possível tirar fotos sem pessoas atrás e realmente curtir o clima mágico daquela praia.

A noite em Phi Phi é agitada, com muitos bares e até boates. O programa ideal é ir a uma delas e, de quebra, assistir a lutas de muay thai ou boxe tailandês, esporte nacional que os nativos usaram nos tempos antigos para reprimir invasores e que hoje é praticado em várias partes do mundo. Para a dobradinha Bangcoc-Phuket (com esticada até as ilhas Phi Phi), bastam de oito a dez dias para conhecer bem os principais pontos de cada lugar. E, dependendo da companhia aérea escolhida, o viajante aproveita e conhece outros destinos no caminho, como Dubai, nos Emirados Árabes, via Emirates.

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